quarta-feira, 22 de abril de 2009

LA VERA MERCHE ou LA VERDADERA MERCANCÍA

A boneca Merche e não Mercancía que, portanto, deveria ter nascido em Itália e nunca em Espanha para que assim o seu nome fizesse jus perfeito à sua essência interior, rebuscava perguntas patetas, daquelas para as quais respondemos deste lado sem hesitações –“sim querida, espera lá que já te respondo.” A miúda, já adulta de 19 anos, ia deixando escapar um ou outro tímido vocábulo. Estou em crer que o fazia apenas para não lhe responder com o silêncio absoluto. A dúvida que sempre me assiste em casos de exploração televisiva das misérias individuais, concretamente em casos como este de abusos e violações sexuais de pais contra os próprios filhos, é se, de facto, os promotores de tais festivais acreditam mesmo que os espectadores conscienciosos, embora poucos haja, acreditam por sua vez nas publicitadas razões que evocadas para as ditas transmissões festivaleiras à pala da desgraça alheia. Pergunto-me, sem expectativas de vir a sentir satisfeitas as minhas dúvidas, que tipo de resposta esperará uma apresentadora, do género Merche Romero, obter a perguntas do calibre destas:
-Queres contar-nos como foi a tua vida?
-Foi difícil?
-O que é que te passava pela cabeça?
-Tinhas medo de quê?
-Como é que era o ambiente lá em casa?
-Conversavas com as tuas migas sobre o que se passava contigo?
Só lhe faltou sacar da sua genuína leviandade e perguntar – “Mas querida, entretanto foste crescendo e a libido foi-se desenvolvendo. Tens a certeza que não sentiste prazer em nenhum momento?”
É certo que o Dr. Paulo Sargento a espionava e quando a coisa roçava o grotesco atalhava do alto da sua profissionalíssima psicologia criminal, mascarando a borrada da menina com meia dúzia de balelas que podem ter algum interesse para algumas pessoas mas que para gente como a menina de Benavente que, tardiamente ou nunca saberá o que significa psicologia, nada dizem.
Ai Merche, Merche, má hora em que deixaste escapar a oportunidade de veres realizada a verdadeira vocação que te assiste – a de ronaldete.

12 comentários:

Funes, o memorioso disse...

Mas também o que é que se espera de uma sujeitinha como a Merche? Que saiba ler? Que tenha alguma noção do que diz?
A senhora, quando tinha 18 anos tinha dois palmos de cara e de rabo. Com eles, viu abrirem-se-lhe as portas da fama e da televisão. Conheceu dias felizes.
Agora que o ciclo natural da vida completa-se. Os seus dois palmos de cara tornaram-se pesadões e o rabo, com alguma probabilidade, ganhou estrias e celulite.
Outras mais jovens vêem agora abrirem-se-lhe as portas da fama e Cristiano Ronaldo deve preferir a sua frescura e novidade. Merche vê pesar sobre ela o fantasma da decadência, do anonimato e da expectável miséria. Fará o que quer que seja para se manter à tona. Mesmo entrevistas ridículas.
É a vida.

Mofina Mendes disse...

Bli, faz um balde de pipocas e aluga um dvd do Ruca.

Blimunda disse...

Parece que na vida artística o barco sempre desemboca e atraca nesse incontornável cais - o de fazer o que quer que seja para se manter à tona. Que os digam os "dois miseráveis e meio", não é Mestre?

Blimunda disse...

Nem penses Mofina! Não te quero aqui hoje. Olha lá que se te baldas ao trabalho depois não tens direito a prémio nem a menção honrosa do presidente, ouviste?

Mofina Mendes disse...

ó pá, vai-me ao tony das farturas, tá-me a apetecer...

jg disse...

Funes, para se abrirem as portas da fama deve abrir-se primeiro a fama das pernas.
Dizer que o rabo já apresenta estrias será o mesmo que dizer o rabo "estreado"?!
É que é possível, embora pouco provável, estrear um rabo com estrias!

Blimunda disse...

E em que parte da perna é que se situa a fama, Jg? Algures entre o fémur, a tíbia e perónio, presumo.

saphou disse...

Ando a perder muita informaçao relevante. Onde é que passou isto?

saphou disse...

A Merche Romero é a musa dos Boss AC,que estão ao mesmo nível de bolha.

saphou disse...

Cá vai, sem dó nem piedade.
http://www.youtube.com/watch?v=Lp6TXfxlRiE

mac disse...

Merche?!? De Merches é feito o mundo.
O melhor é fazer umas pipocas, concordo consigo, Mofina.

Blimunda disse...

Ora Saphou, tem que ver o programa Fátima. É tão depriminete como o seu rival da TVI. Bastaram-me os 10 minutos que antecedem as notícias para ver aquela triste cena. Este video cabe-lhe na perfeição. A "princesa" foi feita para aquilo mesmo. Gostei das velas à volta da banheira.

Pipocas, livros, música e a televisão sempre no OFF, Mac. Sem a menor dúvida! Não se aprende nada com aquele bichinho.