sexta-feira, 28 de agosto de 2009

E as colocações?

São, neste preciso momento, 0:38 do dia 28 de Agosto de 2009. Milhares de professores estão com os olhos pregados no site do Ministerio da Educação aguardando em desespero serem informados das suas sortes para o próximo ano lectivo. Muitos ficarão no desemprego e amargurarão a dor de não puderem continuar a pagar a prestação da casa e de se verem na obrigação de a entregar ao banco. Outros, outras dores terão. Serão os filhos a ficar para trás entregues aos cuidados sabe-se lá de quem. Logo se vê. E pegarão no carro e nas bugigangas e partirão à procura de mais uma terra desconhecida, longínqua. A corrida contra o tempo já começou. Há que arranjar alojamento, pagar fortunas por um quarto miserável com direito ao uso do fogão e do frigorífico e nem vale a pena pensar que este ano talvez o proprietário seja um contribuinte honesto e vos passe recibo de renda de casa. E, meu povo, cabeça erguida e sempre em frente que atrás vem gente.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Mázinha sou eu...

... que vos vou dizer, deixem-se de batatada e façam uma coisa útil, indo a esta página, fazendo parte de uma campanha que pretende fazer o maior barulho possível, para que os nossos veneráveis líderes resolvam tomar medidas eficientes na cimeira de Copenhaga sobre alterações climáticas em Dezembro, cujo tratado vai substituir o Protocolo de Quioto.

Esta campanha é levada a cabo por uma organização de várias ONG, incluindo a Oxfam, a Amnistia Internacional, a WWF, a Greenpeace, Avaaz, ONU, etc., e baseia-se no princípio de que a participação e pressão da sociedade civil sobre os governantes é essencial para que sejam tomadas medidas eficientes para mitigar os efeitos do aquecimento global. O nome da campanha é algo que poderia ser traduzido em português por tic-tac, uma contagem decrescente.

Vá lá, estas coisas podem funcionar. Por muito pequeno que seja o esforço, uma assinatura, um cartaz em Setembro, já é um esforço, melhor que nada.


(Este post vinha mais a propósito na minha bela adormecida, mas acho que lá já não tenho audiência. Hum... será que tenho aqui?)

Ai pobre de mim!

Desde que descobri que o jg tem o calcanhar na careca não perco uma oportunidade para dar uma tacada.

Que tristeza, ao contrário do que pensava, não sou assim tão boazinha.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Outro telegrama da Blimunda

estou com saudades stop
não posso mas estou com todos stop

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Mofina, e se a gente aproveitasse...

... o estar tudo ausente para fazer obras na casa?










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(Nota nº1: as obras começam ao 2º minuto e são todas feitas com a boca - aproveitando o mote da Mofina)
(Nota nº2: para quem se dê ao trabalho de ouvir a música toda e se pergunte a que propósito vem o tema da Missão Impossível lá pelo meio, o nome da peça é 'As Obras da Casa da Música', pelos Canto Nono)

Fantasia numa tarde de Verão

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

APELO APELATIVO


Pode ser das férias (pelas datas não me parece) mas todos os blogues que vou encontrando abriram “falência”. Que se passará? Falta de disponibilidades uns e de motivação outros... Seja como for, tenho mesmo pena é que o Cores da Terra tenha fechado portas ao tempo. Quantas assinaturas seriam precisas para dar corda ao relógio?

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

A REQUIEM FOR THE POST WAR DREAM



The Final Cut - Pink Floyd

O LP foi editado no Reino Unido em 21 de Março de 1983 e nos Estados Unidos em 2 de Abril. The Final Cut chegou a Nº 1 de vendas nas tabelas do Reino Unido e a Nº 6 nos Estados Unidos. Em 23 de Maio de 1983, The Final Cut chegou a disco de ouro e platina e em 31 de Janeiro de 1997 atingiu a dupla platina.Originalmente agendado para ser a banda sonora do filme da banda "The Wall", evoluiu para se tornar em mais um álbum conceitual, marchando contra a guerra e com o subtítulo de "A requiem for the post war dream" ("uma elegia para o sonho do pós-guerra").O álbum parece ser divido em duas histórias separadas que se intercalam.Uma parece ser a visão de Waters sobre os problemas do mundo actual (faixas 1, 5, 7, 9, 11, 12), muitas destas são sobre a Guerra das Malvinas e condenam Margaret Thatcher, Ronald Reagan e Menahem Begin, entre outros. Waters expõe também a sua visão do mundo e termina o álbum com um holocausto nuclear que ele teme poder vir a acontecer.Há também uma pequena história sobre a paranóia de um veterano da II Guerra Mundial (faixas 2, 4, 6 e 10) presumivelmente por ter estado envolvido no bombardeamento a Dresden. As canções também reportam as memórias de Waters sobre a guerra (Your possible pasts), culpando a escola pelos seus problemas (One of the Few, The Hero's Return), lamentando a sua vida (Paranoid eyes) e chegando quase ao suicídio (The final cut).“Not now John” foi editado em single (sendo o verso “fuck all that” dobrado para “stuff all that” e tendo no lado 2 uma versão mais comprida de “The Hero's Return”. Foi também feito um vídeo EP para acompanhamento de quatro das canções do álbum e realizado pelo (na altura) cunhado de Waters.Em 1986, o álbum foi editado em CD. Em 1994 foi reeditado com nova mistura digital. Para comemorar o 21º aniversário do lançamento foi editado em 19 de Março de 2004 com nova mistura e nova embalagem, contendo a faixa “When the tigers broke free”, anteriormente apenas acessível em single ou na banda sonora do Filme “The Wall”.

In: Wikipédia

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

O PONTO "!"

Quisera, um dia, ter veloz e escorreito débito de palavras capazes de exprimir pensamentos meus imunes à sua comunicação, indiferentes ao receptor e suas minudências interpretativas. Missão impossível esta, pois se nem os sinais gráficos destinados a pontuar a escrita estão isentos dos cataclismos da ab-rogação hodierna. Por muito que ensaiemos a fiel manutenção das cartilhas escolares apreendidas e daquilo que entendemos fazer parte integrante daquilo que somos - porque somos aquilo que aprendemos e nada mais - existe sempre uma voz por quem os sinos dobram, que nos ecoa no subconsciente depois de tomado o conhecimento dessas modernas abjecções desenhadas em propostas de lei escritas sem o uso do maléfico sinal, e que tarde ou cedo em lei se converterão. Segundo consta pelos papiros cibernautas e não só, enredos informativos à disposição de quem a tiver, o uso do ponto de exclamação no final de uma frase exclamativa denuncia o histerismo do escritor, ou melhor, daquele que junta letra após letra. Pasme-se. Melhor: Pasme-se! Li algures que esta sinalefa - “!” – se assemelha a qualquer coisa como um foguetório onde a exclamação é a intensidade dos pobres de espírito, como se as pessoas achassem que só são veementes quando desatam aos gritos e que a intensidade de uma frase não devia depender de instrumentos tão desajeitados . Ora, valham-me todos os deuses da escrita, presididos por Toth! Que conste, para que me não chamem histérica, que o ponto de exclamação que acabo de usar pretende tão só exprimir ironia, cumprindo, assim, a sua função. Sendo a pontuação um recurso que permite expressar, pelo uso de um conjunto sistematizado de sinais gráficos, na língua escrita, um conjunto de matizes rítmicas e melódicas características da língua falada, permitam-me que me interrogue: por que carga de águas haverei de me abster de os usar apenas porque um qualquer iluminado que, graças ao demolidor efeito do contágio por osmose do não-é-de-bom-tom, multiplica-se em inúmeros iluminados até se tornar lei, entendem que é de-mau-tom o uso do dito ponto de exclamação que tem tanto poder como o final, o de interrogação ou, ainda, da vírgula? Ainda bem que não é definitivo e irreversível o extermínio a que têm estado sujeitas as pessoas de bom senso e nem toda a gente embarca nestes festivais. Li, no seguimento da primeira leitura sobre a tal abjecção ao ponto de exclamação, esta frase interrogativa, com o devido ponto de interrogação no seu fim: Qual é a fórmula matemática do bom senso ? Pois bem, gostaria, também eu, de obter resposta a esta questão. Será que ainda podemos ter esperança na sua descoberta? Será assim tão problemático e de difícil trato o simples entendimento de que, a haver eventual dolo na interpretação das palavras inseridas ou não em frases devidamente ou não pontuadas, a culpa é da única e exclusiva responsabilidade do leitor. A existirem medos e pudores geradores de embaraços não deveriam estes deixar de ser apelidados de linguísticos para passarem a ser próprios, pessoais e intransmissíveis?

Quisera, um dia, ter veloz e escorreito débito de palavras capazes de exprimir pensamentos meus imunes à sua comunicação, indiferentes ao receptor e suas minudências interpretativas -Missão Impossível!

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

SILÊNCIO

Nenhuma ideia é imune à sua comunicação. Assim, abstenho-me da sua expressão neste e em qualquer outro lugar, nesta e em qualquer outra hora para que nenhum inexacto entendimento mine a sua verdade! Respiremos silêncio!

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

DE REGRESSO E EM GRANDE ESTILO



GOSTO DAS TUAS EXTENÇÕES DE CABELO, MAS AGORA PÁRA DE DESAFINAR QUE JÁ NEM TE POSSO OUVIR...

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

RESPIRAÇÃO DE PEIXE

Postar nesta altura não tem piada, queria ir embora, deixar a Quadratura para trás das costas, mas ir embora é uma maneira de ficar com os olhos calados e vazios. Se ao menos tivesse um rio que me fizesse rir e não o Cértima que está abafado debaixo de uma espécie de lodo muito verde e seco, tanto que podia virar o seu leito ao contrário como se fazem às claras batidas em castelo.

sábado, 1 de agosto de 2009

QUAL CONCURSO PÚBRICO?


Antes que a Blimunda dê por nada, vamos lá alcatroar a margem do Cértima. Privada, com o cilindro, faxfavor!