quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

O MENINO REAL




Todos os meninos são diferentes, mas uns são mais diferentes que outros.
Conheço um menino que revelou ser este o seu maior desejo: ter uma mãe que gostasse dele. Tem 6 anos.
Não inveja os outros meninos; apenas olha embevecido para as mães que vão buscar os seus colegas à escola, que os abraçam no reencontro diário.
No Natal, vou oferecer-lhe um casaco quentinho e um jogo a que tem direito. E vou continuar a sorrir-lhe com carinho todas as vezes que o encontrar.
Vou também pedir ao Pai Natal que lhe preserve, pelo menos, o pai que o tem criado e dedicado o amor difícil dos solitários.

6 comentários:

Blimunda disse...

Caramba DD! Porque será que quando postas eu fico sem palavras?

Todos os dias demoro tempos infinitos para sair do infantário exactamente porque depois de abraçar o meu rebento abraço os outros todos com receio que alguém se esqueça de o fazer quando os vier buscar.

saphou disse...

Sem palavras. E há tantos meninos assim, ou pior..., abusados, escravos, a morrer de fome a cada segundo. Esse menino ainda tem o pai a a professora.

Mofina Mendes disse...

Reclamação: ASSIM NÃO VALE!!!!!!!!!!!!

DD disse...

Blimunda,
Ainda bem que este foi apenas o segundo post da minha vida. Longe de mim a ideia de deixar sem palavras as pessoas que as usam tão bem.

Saphou,
Esse é o grande problema: tantos meninos que nem sequer podemos alcançar com o nosso sorriso e o gesto necessário.
Só um esclarecimento: eu não sou a professora, sou apenas uma das mães que ele olha embevecido.

Mofina,
Vou continuar a fazer os possíveis para te arreliar, pastora mimada!

Anónimo disse...

Ai é assim, pois saibam que os filhos das minhas amigas divorciadas tbm se babam por um abraço de um pai, se possivel um fixe e extraordinario como eu aparento vir a ser, vai dai vou-lhe oferecer um Teken 5 pa jogar com eles da PS.

E sem lagrimas, nem esse tipo de sentimentos, kd muito umas derivadas à sango ku, yeahhhhhhhh puf

Jardineira aprendiz disse...

Este menino ainda tem a sorte de um bocadinho de afecto maternal. Tenho a certeza que é muito importante para ele.

Ao comentário da Saphou acrescentava os muitos meninos perdidos por essas instituições à espera que a burocracia os liberte para poderem conquistar o afecto de uns pais emprestados. Em tão pouco tempo vão perdendo essa possibilidade...