sábado, 31 de outubro de 2009

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

MEA CULPA

Enquanto a malta se preocupa em celebrar as bodas de ouro do Astérix, mais um caso de corrupção e fraude fiscal é levada ao conhecimento público. A verdade é que cada vez mais, os crimes cometidos por quadros superiores de empresas públicas, empresas que são dos cidadãos que, cumpridoramente pagam os seus impostos e, infelizmente, dos que não pagam também, são investigados e levadas à tábua da Justiça. Não é menos verdade que a balança que por lá se usa - na Justiça - não é fiável, ainda assim, somos levados a crer que alguém terá mostrado serviço e justificado o salário auferido, não obstante, poder este vir a ser hipotecado por incumprimento das doutrinas do laissez-faire-laissez- passer. Cada vez mais me capacito que este país jamais terá solução à vista. Não, enquanto as pessoas se acomodarem cobardemente e olharem para o lado enquanto são descaradamente roubados, espoliados do fruto do seu trabalho por todos os que têm poder para o fazer. É tão mais fácil, enfiar-se numa fila interminável de alucinados e, assim, garantir a reserva de um milagroso ingresso para um concerto dos U2, que acontecerá daqui a um ano, se acontecer, se entretanto ao atravessar a rua, um desgovernado TGV não nos levar à frente. É tão mais fácil, acomodarmo-nos em frente ao televisor e regalarmo-nos com tapa-olhos “Fedorentos” e não nos incomodarmos com o facto de mais um qualquer ex-membro governamental ter enchido os bolsos ávidos de enriquecimento fácil e rápido, tendo sido cúmplice de exorbitantes roubos aos cofres do Estado. É tão mais simples ocupar o pensamento com discussões fúteis e estéreis sobre a senilidade ou sageza de um qualquer escritor que lança mais um livro polémico, ou ainda sobre a despudorada atitude de uma qualquer artista brasileira para com o povo português e os seus usos e costumes. Gastamos páginas e páginas de palavras escritas e lidas sobre a constituição do novo governo, sobre os desmandos das sucessivas desgovernações a que somos sujeitos, mas nada passa de palavras que se escrevem, se lêem para logo de seguida serem esquecidas e enterradas no conforto do sofá da sala lá de casa. Acusamos o Governo e o Estado da situação económica do país e esquecemos que a culpa mora ao lado, senão dentro da nossa própria casa. Somos culpados pelo fechar de olhos, somos culpados pelo calar da voz, somos culpados pela conivência silenciosa com todos os crimes cometidos contra o direito ao trabalho e do trabalhador e que, invariavelmente, se reflectem na economia do país. Vivemos num gueto de empresários novos-ricos que avolumam riquezas roubando os seus trabalhadores e os dos outros, repetidas vezes e das mais diversas maneiras. E assistimos calados à violação dos seus mais elementares direitos porque o poder é de quem pode e quem pode é quem manda e quem manda é quem tem dinheiro. Dinheiro que nos foi roubado, que nos é roubado todos os dias, com práticas comercias e fiscais ilícitas, roubado do devido salário que nos é sonegado a coberto da farsa da crise do país ainda que saibamos que nem tudo é crise, que nem tudo vai mal. Admitamos de uma vez por todas que todos somos culpados enquanto calarmos, enquanto olharmos para o lado quando temos obrigação de olhar em frente. Mea culpa, mea culpa, mea culpa.

A HUMANIDADE TEVE CADA INVENÇÃO...


Apesar da minha costela de Mafalda, com a falta de dentes, vou ter de engolir.

I'M BACK

Because the diamonds are forever.

Yes, I'm so modest!

terça-feira, 27 de outubro de 2009

AGUENTEM AÍ OS CAVALOS FAXAVOR

Prezados Senhores,

Esta é a oitava carta jurídica de cobrança que recebo de Vossas Senhorias... Sei que não estou em dia com os meus pagamentos. Acontece que eu estou a dever também noutras lojas e todas esperam que eu lhes pague. Contudo, os meus rendimentos mensais só permitem que eu pague duas prestações no fim de cada mês. As outras ficam para o mês seguinte. Estejam cientes de que não sou injusto,daquele tipo que prefere pagar a esta ou aquela empresa em detrimento das demais. Não! Todos os meses quando recebo o meu ordenado, escrevo o nome dos meus credores em pequenos pedaços de papel, que enrolo e coloco dentro de uma caixinha. Depois, olhando para outro lado, retiro dois papéis, que são os dois "Sortudos" que irão receber o meu rico dinheirinho. Os outros, paciência. Ficam para o mês seguinte. Afirmo aos Senhores, com toda certeza, que a sua empresa vem constando todos os meses na minha caixinha. Se não os paguei ainda, é porque os Senhores estão com pouca sorte. Finalmente, faço-lhes uma advertência: Se os Senhores continuarem com essa mania de me enviar cartas de cobrança ameaçadoras e insolentes, como última que recebi, serei obrigado a excluir o nome da vossa Empresa dos sorteios mensais..."

Copiei esta treta d'algures, por aí, na net. Nem vale a pena identificar o sítio porque já são mais que as mães. Como introdução, diz quem a faz proliferar que é uma carta enviada a um operador de telemóveis por parte de um utilizador dos seus serviços. Para mau entendedor, é a carta de um caloteiro ao seu credor. Quando terminei a leitura do texto, primário, até precário talvez, esbocei um sorriso. Pensei: obviamente que estamos perante mais uma corrente milagreira mas, ainda assim, está certo! A ser verdade este puro transboradar de indignação, que se este o não é, haverá inúmeros outros que definitivamente são, tarda nada o prestador do serviço pelo qual lhe é devido o respectivo pagamento ainda leva é nas trombas por pedir o que é seu de direito.

27 OUTUBRO

1807 Carlos IV de Espanha e Napoleão Bonaparte assinaram o tratado de Fontainebleau.
1949 Egas Moniz é agraciado com o primeiro prémio Nobel da medicina.
2002 Lula da Silva tornou-se presidente do Brasil.
1960 Ben E. King gravou dois temas - Spanish Harlem e este

Stand by me

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

CHÁ DAS CINCO SERVIDO ÀS SEIS E TAL


Ainda bem que a pontualidade britânica não faz parte dos nossos hábitos. Imagine-se a seca de chegar a horas ao trabalho!

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

PORQUE JÁ SÓ FALTA MENOS DE UM ANO

CAIM VAI DE FURGONETA

Abel tinha uma fábrica de papel. Com o primeiro guito, comprou uma Famel. O irmão, sócio minoritário, subtraiu trinta meses de salário e pôs-se na alheta... com uma pintinha na testa.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

JARDINS PROIBIDOS

Não são poucas as vezes em que, distraida e erradamente, se atribui ao Brasil a língua brasileira.
Todos sabemos desde cedo que, lingua brasileira só existe dentro das bocas dos animais racionais e irracionais que por lá existem, e que o que por aquele pais tropical abençoado por deus e bonito por natureza se fala é o português. É desculpável. Apesar de já ter sido nosso, o Brasil é um país estrangeiro.

É certo que mal não ia a Portugal se o círculo defeituosamente amassado em toda a sua linha circular, a que se chama Ilha da Madeira não fosse português. Mas é-o. Pelo menos, enquanto os Jardins que por lá desgovernam o rectângulo, governando-se a eles próprios, não se sublevarem definitivamente e zarparem das duas praias paradisíacas, rumo ao continente emproando canhões de guerra e reclamando independência.
Ora então, dizia eu que a Ilha da Madeira é portuguesa e a língua oficial dessa mesma ilha é o português. Parece-me que não há dúvidas, pelo menos para o comum dos mortais portugueses continentais ou insulares, a não ser, para o Mr. Great Musician, Musical Director & Producter Star – Luís Jardim que, fazendo jus ao apelido que carrega - refira-se que é primo em linha directa do faroleiro-mor - ontem em entrevista num programa da 2, cujo nome desconheço, embevecido pelo relato da sua enthusiastic and amazing life, conta um episódio em que contracena na vida real com Mick Jagger, referindo-se ao homem como “ o gajo”. Subitamente, tendo um ataque de bom comportamento e erudição, desculpa-se indagando o entrevistador: - “a palavra gajo não é rude em português, pois não? É que em madeirense é normal”.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

FELICIDADE

Imaginem um rapaz correndo de mota numa estrada secundária. O vento bate-lhe no rosto. O rapaz fecha os olhos e abre os braços, como nos filmes, sentindo-se vivo e em plena comunhão com o universo. Não vê o camião irromper do cruzamento. Morre feliz. A felicidade é quase sempre uma irresponsabilidade. Somos felizes durante os breves instantes em que fechamos os olhos.


In: O vendedor de Passados, José Eduardo Agualusa.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

DIAS DIFICEIS



Com um beijo especial para a NOSSA TERESA!

Se um miminho servir de alguma coisa, deixo-te um miminho!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

NINGUÉM QUIS CASAR COM A CAROCHINHA


Porque já sabe, o João Ratão acaba sempre por cair no caldeirão.

domingo, 11 de outubro de 2009

EUREKA!

Que rápida e perspicaz a nossa sócia Teresa Arquimedes...

sábado, 10 de outubro de 2009

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

COMOVENTE



Duelo de Banjo x Violão do filme "Amargo Pesadelo"


Dizem que o vídeo é uma cena verídica.

O garoto não é actor, é apenas um autista que residia no local onde estavam as ser feitas as filmagens de "Amargo Pesadelo"... A equipe parou mum posto de gasolina para abastecer e aconteceu a cena mais marcante que o director teve a felicidade de encaixar no filme.

Reparem na expressão do garoto.

No início está triste, mas à medida que toca seu banjo ele cresce com a música e vai se deixando levar por ela, até transformar sua expressão num sorriso iluminado, contaminando todos com sua alegria, a alegria de um autista que é resgatada por alguns momentos, graças a um violão forasteiro.

O garoto brilha, cresce e exibe o sorriso preso nas dobras da sua deficiência, que a magia da música traz à superfície. Depois, ele volta para dentro de si, deixando sua parcela de beleza eternizada "por acaso" no filme Amargo Pesadelo (1972)

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

AQUI D'EL REI!

Em menos de 5 minutos as carrinhas do comício e do circo já me fizeram dores de cabeça com os seus altifalantes a anunciar artistas, malabaristas, políticos, equilibristas, anacondas, burros amestrados...

domingo, 4 de outubro de 2009

ÁLVARO MATIAS


Quanto pode custar um presunto? Ler a resposta no histórico aqui.

sábado, 3 de outubro de 2009

É DAS MINHAS, CANECO!



Às vezes vale a pena ver televisão.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Gondomar, Gondomar, Gondomar...


Ele há cada electrodoméstico!

teresa g. será ecológico? huummmm...

Sapatos Voadores

Diz a Sapo Notícias que um estudante turco atirou hoje um sapato, que não era sapato mas sim sapatilha, contra o Director-Geral do Fundo Monetário Internacional, Dominique Strauss-Kahn, enquanto este fazia um discurso no encontro anual da organização. O sapato-sapatilha acabou por não atingir Dominique Strauss-Kahn, aterrando aos seus pés. Ora, a meu ver, trata-se de um estudante-cábula de má performance, caso contrário, saberia que a inovação é a base da arte do arremesso. Era um destes que deveria ter atirado.