quarta-feira, 20 de abril de 2011

HORÓIS DO MAR?

Desde Dom Afonso Henriques que tudo o que temos vem de fora, incluindo o próprio. Sempre nos governamos (e desgovernamos) à custa dos outros: dos escravos da África, das sedas e especiarias das Índias, do ouro do Brasil. A história de Portugal é toda feita de acordos, alianças e tratados interesseiros. A nossa valentia é um mito.

Como é possível ter medo de perder a independência nacional se ela nunca existiu?

É bem provável que tenha chegado a hora de nos humildar. Atitude que, se nos servisse de lição, só nos poderia fortalecer.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Alegrem-se os Céus e a Terra

Nada tenho contra a alegria alheia. Alegra-me saber que é possível a alegria. Alegra-me saber que existem indivíduos que movidos por um entusiasmo individual ou colectivo conseguem subtrair a um estado ecuménico de letargia e morbidez, momentos de prazer e euforia, ainda que, em meu parco entendimento, não sejam esses momentos senão ensaios febris de simples simulacros de felicidade. Enganemo-nos se para alívio das dores o engano seja necessário. Defraudemo-nos com pseudo-vitórias, já que vitórias não serão jamais senão a superação dos limites e fraquezas individuais ou colectivos. Acaso, poder-se-á falar de vitória comemorável quando o trilho percorrido é uma fraude? Sentir-se-ão, efectivamente, vitoriosos aqueles que se enganam a si próprios e aos outros erguendo troféus ganhos à mercê de driblações com a justeza da honestidade e da firmeza de carácter. Não quero questionar a autenticidade da alegria dos que a sentem. Se deveras é sentida o usufruto é de quem sente. Não posso é conceber a alegria nascida do aparente, ilusório e banal, da negligência ou da secundarização do que deveria ser fulcral e essencial. É bem verdade que os conceitos diferem e o que para mim é essencial para o meu vizinho pode perfeitamente ser banal, no entanto, recuso-me a acreditar em vitórias travestidas. Não quero acreditar num povo que hoje reclama alguns desperdícios, e bem, de recursos financeiros por parte da nossa classe política, no entanto aceita, em constante ovação, honrando entusiástica e clamorosamente, gastos de milhões de euros em escoltas e protecção de grupos que integram comitivas futebolísticas e que pelas suas condutas, acumulam todos os requisitos necessários para se classificarem ao nível de qualquer criminoso. Toda a gente tem direito aos seus delírios e cambalhotas pseudoculturais, não tem é o direito de me obrigar a pagar por eles.

sexta-feira, 25 de março de 2011

AGENDA



Hoje começa a época das sestas e das merendas.

Abre a Feira de Março.

PALPITE

Sempre que alguém repete frases do tipo estou de consciência tranquila, devemos desconfiar. No mínimo...

sexta-feira, 18 de março de 2011

Parabéns Amiga!

Que nunca te faltem rosas vermelhas nem borboletas azuis!

Parabéns, MULHER!

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Carta Aberta A Uma Amiga Real

Há palavras que, apesar da sua limitada condição de vocábulos, conseguem carregar em si sentimentos nobres, palavras que endereçadas a alguém falam muito mais do remetente do que do destinatário. Recebi hoje um conjunto dessa maravilhosa invenção do Homem – A Palavra – que me deixou, por longos momentos, sem palavras.

Medito.

Seremos, de facto, aquilo que os outros vêem? Será a condição humana capaz de tanta translucidez? Atrevo-me a admitir que, se não toda, alguma verdade haverá de nós naquilo que os outros de nós vêm, se na hora de mostrar nos despirmos dos artifícios.

Minha amiga real – que real é aquilo que nos faz estrebuchar e acreditar que existimos – permite-me que te lembre que empatia se traduz pela identificação intelectual e afectiva com terceiros, pelo que a mais-valia se reveste de recíprocidade obrigatória. A adivinhação da vontade dos outros só é possível quando essa vontade se passeia lado a lado, mão na mão, com a nossa própria vontade. A discrição e a naturalidade são formas subtis de camuflar o orgulho próprio e a ambição do reconhecimento por parte dos outros da nossa almejada magnificência. A facilidade que imprimimos ao nosso caminhar não é mais que a ilusão da impotência perante o encalacrado emaranho em que nos aprisionámos, no qual construímos o nosso próprio cárcere.

Permite, ainda, minha amiga real, que te lembre que quando espalhamos felicidade à nossa volta é impossível sermos infelizes, já que a felicidade própria não é se não o reflexo da felicidade dos que nos rodeiam.

Minha amiga real e nobre, quanto de nós doamos sem o saber, apenas pelo lamento simples ou profundo de nada termos para oferecer?!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

A Flor Que Nos Resta

Amanhece a montanha banhada por gotículas de orvalho
Marulha o rio segredos aos molhos ao insuspeito alecrim
Calça o sopé a frescura espelhada no muro ténue de um tempo
Que enche a alma das gentes e ritualiza o óbito da azáfama

 
De seda e de sol veste a floresta de cor e de sorte
Andorinhas de talhe curado e alegre
Com que se traja a vida e a morte
Depois do sal e do vento agreste

 
Das brumas do ido tempo primaveril
Bafeja o vento, a nuvem e o desnorte
Esvoaçam estilhaços de dor pueril
Gritos e vozes ladeados de má sorte

 
São vezes de mais as vezes em que a voz nos grita de dentro
Embustes os sonhos esmagados em céus incandescentes
Infinitas as horas de ardência pungente
Em sepultadas tardes de lânguidas sestas florais

 
São vezes de menos as vezes em que grita a floresta
Promessas que alteiem a vontade estoicamente
Querenças reencontradas florescendo na estepe do sentimento
Reerguendo a flor que não se foi e que nos resta

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Tudo vai do começar!

Li, recentemente, algures que a dificuldade reside no começar já que o que se começa escorre facilmente para o fim. Na fracção de segundo que sucede o início, acontece um novo início, desta feita, o do inevitável fim. Não sei se se trata ou não de uma verdade insofismável, sei, no entanto, que o início pode não acontecer mas acontecendo o fim é fatal e antevê-se em qualquer percurso existencial. Desengane-se quem pensa que o fim acontece antes da sua hora. Acontecerá, é certo, quando tiver que ser.

Acabo de comprovar a teoria da dificuldade no começar. De facto, comecei qualquer coisa mas não o que queria começar. Posso dizer que comecei uma tentativa de começar. Frustrada.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

REPORTAGEM EM DIRECTO

O tornado deitou abaixo todas as paredes do armazém e nem o telhado resistiu.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

terça-feira, 26 de outubro de 2010

POBREZINHOS MAS EM GRANDE

Durante séculos e séculos, sem assinaláveis resultados, andámos à traulitada com os castelhanos para os enxotar daqui para fora. Mas agora sim, com as portagens, vamos conseguir, de uma só penada, que eles se mantenham a milhas. Tão cedo não vamos ver invasores por estas bandas, sejam suevos ou visigodos. Afinal, estrangeiros para quê, se temos lojas chinesas para dar e vender?
Entrar em Portugal sai caro, não é para qualquer um! Estará o país transformado num beco sem saída? Óbvio que não. Veja-se como nós, bravos descendentes de Viriato, aguentamos, sem apelo nem agravo, o preço das nossas estradas.
Turistas? Que venham de avião, ora essa...

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Em Nome do Povo e do País

Algumas rubricas do orçamento da Assembleia da República

1 - Vencimento de Deputados.........................12 milhões 349 mil Euros
2 - Ajudas de Custo de Deputados...................2 milhões 724 mil Euros
3 - Transportes de Deputados ..........................3 milhões 869 mil Euros
4 - Deslocações e Estadas ...............................2 milhões 363 mil Euros
5 - Assistência Técnica (??) .............................2 milhões 948 mil Euros
6 - Outros Trabalhos Especializados (??) ......3 milhões 593 mil Euros
7 - Restaurante, Refeitório, Cafetaria................................961 mil Euros
8 - Subvenções aos Grupos Parlamentares.....................970 mil Euros
9 - Equipamento de Informática .......................2 milhões 110 mil Euros
10- Outros Investimentos (??) ..........................2 milhões 420 mil Euros
11- Edificios .......................................................2 milhões 686 mil Euros
12- Transfer's (??) Diversos (??)....................13 milhões 506 mil Euros
13- Subvenção aos Partidos na A.R..............16 milhões 977 mil Euros
14- Subvenções Campanhas Eleitorais ........73 milhões 798 mil Euros

 
TOTAL DESPESA ORÇAMENTADA ............191 milhões 405 mil  356 Euros e 61 Cêntimos

Consulta possível em:
Folha 372  Diário da República nº 28 - 1ª Série - de 10 de Fevereiro de 2010.


segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Haverá alguém que diz NÃO?




Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.


Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.

domingo, 10 de outubro de 2010

ATENÇÃO À FACTURA

Em tempos de crise, sabeis quanto custa um técnico superior de informática? Irra...

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

RSI

Quando for grande...quero ser RSI como o meu pai e aí é que vai ser curtir!