segunda-feira, 7 de junho de 2010

WELCOME BACH

Quando a Saphou reaparece em todo seu esplendor
Até as vuvuzelas ficam com um som suave e encantador!

quarta-feira, 2 de junho de 2010

CHAMEM-LHE O QUE QUISEREM

São escassas as vezes em que não lhes chamam utópicos. Quase sempre rotulados de dinossauros, não pela imponência do animal com que os identificam mas mais pelo desuso dos ideias que representam e alegada extemporaneidade das cores da bandeira que empunham, são tolerados em nome de uma democracia que de si nada tem senão o nome.
Na sequência do momento económico e político que o país atravessa manifestam, da forma que lhes é inerente e possível, o desacordo e a aflição que é comum à maioria dos portugueses, ainda que essa maioria nada faça senão esperar que passe a tempestade e bocejar.
Mais do que dizer não, apresentam propostas não se limitando ao lava-maõs característico dos acordos de interesse particular em santo nome do país. Ora, ao que me foi dado perceber, vão ser levados a debate quatro projectos que constituirão eventual oportunidade para introduzir justiça e equidade fiscal no país, manifestando-se como uma real alternativa ao plano de austeridade acordado entre os líderes governamental e opositor.
Sempre por defeito e excluindo os efeitos da tributação do património de luxo, andará à volta de um ganho de três mil milhões de euros (3.000.000,00 €) por ano de receita que se poderia obter caso fossem implementadas as mediadas propostas.
A saber, tratar-se-ia de imputar responsabilidades e dividir esforços pelo sector bancário e financeiro, à custa da tributação adicional dos lucros escandalosos de grandes grupos económicos e do combate acrescido à evasão fiscal e aos sistemas fiscais privilegiados.
1 - Criar um novo imposto sobre as Transacções e Transferências Financeiras, (ITTB), que taxaria em 0,1% todas as operações realizadas no mercado regulamentado e não regulamentado da EURONEXT Lisboa e taxando em 20% as transferências financeiras para os paraísos fiscais.
2 - Tributar extraordinariamente os patrimónios mais elevados, através da introdução temporária, (até 31 de Dezembro de 2013), de taxas agravadas de IMT (Imposto Municipal sobre Transacções Onerosas), de IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis), de ISV (Imposto sobre Veículos) e de IUC (Imposto Único de Circulação), incidindo sobre prédios de valor superior a 1,2 milhões de euros, sobre veículos ligeiros de passageiros de custo, antes de impostos, superior a 100 000 euros e sobre a detenção de iates e aviões particulares.
2 – Tributação efectiva em sede de IRC com a taxa de 25% sobre os lucros superiores a 50 milhões de euros do sector bancário e dos grandes grupos económicos, deixando estes grupos de poder deduzir qualquer tipo de benefícios fiscais até ao final de Dezembro de 2013 e, ainda, a eliminação de todos os benefícios fiscais que são hoje concedidos, em sede de IRC, ao sistema bancário e financeiro e às entidades gestoras de produtos financeiros com estabelecimentos situados na Zona Franca da Madeira.
4 - Revogação dos benefícios fiscais que hoje beneficiam os PPR, repondo o que o Orçamento do Estado para 2005 veio consagrar.
Tenho sérias dúvidas de que haja alguém pertencente às denominadas classes média e baixa que discorde da razoabilidade e justiça da aplicação destas medidas. Tenho sérias dúvidas de que haja alguém, excluidos os da cor da bandeira dos proponentes, que levante o dedo na concordância e na exigência de que sejam estudadas e aprovadas as medidas propostas. Todos nós, de uma ou outra forma mais ou menos mansa, que de mansidão percebemos nós, nos insurgimos contra a pilhagem generalizada dos grupos económicos visados. Ainda assim, são poucos ou nenhuns os que se tronam revoltosos. No dia em que a fome grassar e se virar o feitiço contra o feiticeiro, não mais se tratará de vilipendiar cores e símbolos porque o vermelho vivo do sangue vertido pelas ruas entupidas de corpos sucederá à ganância e antecipará a morte arrancada à vida à força das velhas alfaias.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

O PARADOXO DA PERFEIÇÃO

Se, antes de todos os tempos, o Criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis, tivesse chamado o Funes e o jg para eles darem sugestões de como o mundo deviria ser feito, o big beng estaria ainda por acontecer.

Bons rapazes e tal e coisa, mas dados a perfeccionismos tão perfeitos que pecam por excesso.

Só mesmo Deus é que é perfeito.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

USA A PORRA DA GOLDEN SHARE

Mofina, do que estás à espera para meter uma cunha à Mac, pá?!

quarta-feira, 26 de maio de 2010

100anos - while his guitar gently weeps


Sul - 100anos

Como diria a nossa querida Mac, a blogosfera tem destas coisas fantásticas. Conheci o 100anos em casa da Saphou. De comentário em comentário, revelou-se ser uma daquelas pessoas que, embora não saibamos como parecem, sabemos como são.

Admirador de Adriano Correia de Oliveira, dono de uma voz que em muito se lhe assemelha, amante das gentes alentejanas e, sobretudo, dotado de uma enorme sensibilidade, brindou-me com um mimo inesperado - o seu último álbum foi uma experiência exclusivamente virada para a viola Stratocaster. O álbum foi gravado entre Janeiro e Março de 2010 e re-masterizado em Maio e é composto pelas seguintes músicas:
1. Deer Hunter - Shadows
2. Midnight - Shadows
3. Dance On - Shadows
4. Perfídia - Shadows
5. Theme for Young Lovers - Shadows
6. Sleepwalk - Shadows
7. Peace Pipe - Shadows
8. Apache - Shadows
9. Wonderful Land - Shadows
10. Local Hero - Mark Knopfler
11. Never Going Back - Lindsay Buckingham (Fleetwood Mac)
12. Stairway to Heaven - Led Zeppelin
13. Sul - JBC/FBC
14. Adagio - Tomaso Albinoni (versão dos Doors)
15. Melodia de Gluck - Christoph von Gluck

Não sei como lhe agradecer. Tenho receio de diminuir a grandeza do seu acto com o meu agradecimento.

terça-feira, 25 de maio de 2010

CADA MIGALHA É PÃO

Há já algum tempo que me tenho vindo a abster de me manifestar sobre o estado da nação e/ou sobre os desmandos dos governantes. Não que nada tenha a dizer, não que concorde ou discorde das políticas assumidas, não que esteja tudo bem ou tudo mal. Têm sido maiores e mais fortes o cansaço, o tédio, a impotência sabida de palavras escritas a tinta branca e não escarlate e que nada pesam na balança do poder. É a triste consciência de que não existem Catarinas Eufémias nem padeiras de Aljubarrota. E, a menos que incorpore o caudal do mesmo rio e me deixe rebolar leito abaixo com a corrente ou em contrapartida me arme em revolucionária de cravo ao peito alvejada pelo facto de fazer ou não a depilação às pernas ou ao buço ou pela louca genica do que pela bravura e pela determinação, qualquer palavra que escreva cairá em saco roto. O que me acode e concorre neste momento para a materialização das palavras que se me escapam da cabeça para a ponta dos dedos é tão-só a vontade de gritar, a vontade quase incontrolável de chorar perante a certeza de que neste país dificilmente fará sentido esperar que aconteça justiça, equidade e probidade entre governantes e governados, independentemente do âmbito da governação. Como se os senhores deputados, aqueles senhores que propõem, ditam e aprovam leis que, sumariamente, lhes facilite a vida, tivessem parcos meios financeiros para o fazer. A quem foi, a título de exemplo, retirado cinco por cento do salário, coitadinhos, cinco por cento enquanto que aos outros, aos sacanas dos outros, é apenas retirado um ou um e meio. Àqueles senhores a quem depois de uma temporada numa assembleia supostamente do povo abrindo e fechando Magalhães e nos intervalos a boca para dizer umas bacoradas valentes, passam a ter direito a beneces que a maioria de nós desconhece. É a esses senhores que, em tempo de crise apontados e publicitados como o estandarte do bom exemplo, se lhes retirou cinco por cento ao salário - porque Dona Merkle Branca mandou - mas e sem que se note em demasia, se aumenta significativamente o orçamento para transporte, deslocações e estadas, despesas com seminários, exposições e similares, artigos honoríficos, decoração do Parlamento - pasme-se - e “outros trabalhos especializados” - uma caixinha de utilidades onde cabe tudo o que se lhe quiser enfiar dentro. Não haverá solução porque nunca ninguém lhes ensinou que cada migalha é pão.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

INCOMPATIBILIDADES

É minha convicção pessoal que uma das causas maiores do insucesso escolar e da irregular formação das nossas crianças é a deficiência dos modelos. É sabido que a evolução da civilização tem obrigado progenitores – primeiros responsáveis pela educação e formação das suas crianças – a delegar competências nessa área aos profissionais da educação, vulgo Professores. Esperam deles a capacidade para ensinar aos seus filhos a serem pessoas minimamente bem formadas dentro das normas e costumes socialmente aceites e a aprender a respeitar a integridade física e psíquica de cada ser humano, incluindo a deles próprios.

É notória a banalização com que, ao longo do evoluir dos tempos, se tem lidado com o corpo humano, mormente com o feminino. Já ninguém se escandaliza quando se vêm, a troco de cêntimos, em qualquer folhetim publicitário ou sem o menor dispêndio monetário nas acessibilíssimas páginas cibernéticas ou na televisão, reproduções fotográficas de corpos humanos nus e nas mais arrojadas e despudoradas poses.

Devido à tendencial ostracização ou estigmatização a que as pessoas que se obstem, de modo mais ou menos acentuado, à vulgarização do corpo humano e das relações pessoais e intimas, estão sujeitas é comum testemunharem-se profundas declarações públicas de pseudo aceitabilidade e aprovação das mais reprováveis condutas no que à reserva da intimidade e respeitabilidade pelo corpo de cada um de nós diz respeito.

Não me é cara a aceitação de que as pessoas são efectivamente livres para exercerem sobre o seu próprio corpo qualquer acção, seja ela em prol do seu próprio prazer ou do prazer alheio, desde que não colida com a liberdade e com o prazer das pessoas que, directa ou indirectamente, lhe estão, por força das circunstâncias, aglutinadas.

É do mais elementar saber que educador é aquele que para além de transmitir conhecimentos académicos, transmite com a mesma ou talvez mais veemente facilidade, padrões de comportamentos e valores através da própria conduta, sendo certo que, consciente ou inconscientemente, serão imitados.

Daqui resulta o seguinte: há profissões que são efectivamente incompatíveis. Ou se é vendedora da imagem do seu próprio corpo, vulgo modelo, e/ou do corpo propriamente dito – vulgo prostituta ou se é professora. As duas ao mesmo tempo é que…NÃO OBRIGADA!

quarta-feira, 12 de maio de 2010

COIO? TOLA?

"Estou no Porto estou a arremessar-te com um pequeno peixo do Brasil à parte do rego onde há roturas pelas quais se escoa a água".

Francamente, Privada, podias falar de forma a que te entendam.

terça-feira, 11 de maio de 2010

EM TEMPO DE PEREGRINAÇÕES...


... Uma ideia peregrina.

O Funes é que se deve consolar de repetir a palavra vuvuzela centenas de vezes.

Depois das bandeiras nos telhados, podíamos ter sido originais e pôr em cada janela uma janela.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

A SAPHOU É QUE SABE


A banca ainda não está rota, mas já tem uma fuga de óleo queimado.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

O CÉU VAI CAIR


Depois das declarações do P.M. e do Pedro Passos Coelho, julgo que não há mesmo nada a dizer.

domingo, 25 de abril de 2010

SOBE QUE SOBE

Calçada de Carriche

Luísa sobe,
sobe a calçada,
sobe e não pode
que vai cansada.
Sobe, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe
sobe a calçada.
Saiu de casa
de madrugada;
regressa a casa
é já noite fechada.
Na mão grosseira,
de pele queimada,
leva a lancheira
desengonçada.
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Luísa é nova,
desenxovalhada,
tem perna gorda,
bem torneada.
Ferve-lhe o sangue
de afogueada;
saltam-lhe os peitos
na caminhada.
Anda, Luísa.
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Passam magalas,
rapaziada,
palpam-lhe as coxas
não dá por nada.
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Chegou a casa
não disse nada.
Pegou na filha,
deu-lhe a mamada;
bebeu a sopa
numa golada;
lavou a loiça,
varreu a escada;
deu jeito à casa
desarranjada;
coseu a roupa
já remendada;
despiu-se à pressa,
desinteressada;
caiu na cama
de uma assentada;
chegou o homem,
viu-a deitada;
serviu-se dela,
não deu por nada.
Anda, Luísa.
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Na manhã débil,
sem alvorada,
salta da cama,
desembestada;
puxa da filha,
dá-lhe a mamada;
veste-se à pressa,
desengonçada;
anda, ciranda,
desaustinada;
range o soalho
a cada passada,
salta para a rua,
corre açodada,
galga o passeio,
desce o passeio,
desce a calçada,
chega à oficina
à hora marcada,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga;
toca a sineta
na hora aprazada,
corre à cantina,
volta à toada,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga.
Regressa a casa
é já noite fechada.
Luísa arqueja
pela calçada.
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada,
sobe que sobe,
sobe a calçada,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.

António Gedeão, Poesias Completas (1956-1967)

quinta-feira, 22 de abril de 2010

SEMPRE MESTRE

Apesar de o ser humano ser egoísta por natureza é, de igual monta, o mais dependente dos seus pares. Só se realiza em sociedade.

Não têm sido poucas as vezes em que o Mestre manifesta desprezo pelas eventuais avaliações que de si possam fazer os outros. Ora, no meu humilde a roçar o orgulhoso entendimento, esta é uma forma falaciosa de contornar a desprezível dependência que todos nós sentimos da avaliação alheia.
Recordo um outro post seu (quem somos nós sem esse pilar de sabedoria que nos alenta o caminho?) nascido, do mesmo modo, da atribuição de um qualquer prémio, em que desfere duros ataques aos seus comentadores, atestando a sua total indiferença e desprezo pelo que pensam os outros da sua escrita. Na altura discordei, alegando que a sua escrita só existe porque alguém a lê e a comenta, caso contrário não existe, é nula. Fazendo os devidos paralelismos, entendo que a auto-suficiência da sua auto-avaliação é fraudulenta já que a segunda não é válida senão por oposição ao conceito geral da avaliação pública e exógena. No momento em que o Mestre radicaliza a máxima sofista de que o homem é a medida de todas as coisas, reclamando-a si mesmo, entra em total contradição com a natureza humana e, por conseguinte, consigo próprio. Em que códigos se procuram os valores para a avaliação, seja ela endógena ou exógena? Avaliamo-nos sempre por comparação, seja connosco mesmos seja com os outros. O sucesso ou insucesso é determinado por uma tabela de valores que nos foi imposta extrinsecamente e que se aplica e regulamenta os nossos comportamentos da mesma forma que se aplica e regulamenta os dos outros. Para ajuizarmos sobre determinado valor pessoal, fazemo-lo transpondo esse valor para o outro e calculando o que o outro ajuizaria sobre o mesmo valor. A auto-estima nasce da consciência que temos das nossas potencialidades por oposição ao conceito geral que nos é incutido pelos outros, através de avaliações e comparações externas. Ora, assim sendo, não vejo como se conseguir o radical corte com o julgamento alheio. Se nos auto-julgamos por tabelas de juízos que nos são impostas pelo exterior, entendo ser completamente descabida de sentido a pretensão de se ser único juiz em causa própria e achar que só esse julgamento será válido, verdadeiro e justo.

Na generalidade partilho da posição do Mestre sobre o poder do julgamento dos outros sobre mim própria. Não vivo por ele nem para ele. No entanto, e lamento profundamente que assim seja, tenho que admitir que não possuo o fardo das divinas omnipotência, omnisciência e omnipresença sobre os ombros. Sou simplesmente humana. Confesso que não encontro qualquer ligação entre os temas debatidos, tanto nos posts referidos do Mestre como neste próprio post, com o conceito que tenho sobre os sentimentos de orgulho e de humildade.

terça-feira, 20 de abril de 2010

FACEBOOM

Andava eu a bisbilhotar o que faz a malta pelas ruas do Faceboom e deparo com alguém que é amigo de um amigo que enviou um convite à Blimunda para ser sua amiga, embora fosse mentira, porque já o era antes de o ser, (palavras do primeiro e não da segunda) e dou de caras com esta coisa bonita de morrer:

"EU TENHO UM ENORME ORGULHO DE SER MULHER

Página de todas as mulheres que têm orgulho em ser mulheres!A Mulher Activa, Mulher Bonita, Mulher Empreendedora, Mulher Trabalhadora, Mulher Independente, Mulher Empresária, Mulher Mãe, Mulher Esposa, Mulher Amiga, Mulher Desportista, Mulher Sexy, Mulher Criativa, Mulher Interessante, Mulher Corajosa, Mulher Inteligente, Mulher Positiva, Mulher de Sucesso, Mulher Feminina, Mulher Orgulhosa… Mulher MULHER!!!VAMOS JUNTAR NESTA PÁGINA O MAIOR NÚMERO DE MULHERES. Mulheres orgulhosas de serem...
(ler mais) Missão: Homenagear a Mulher!"

Ora bolas! Vá-se lá entender esta gente. Mas afinal o que vem a ser isso do orgulho?
Há quem defenda que Orgulho pode ser um sentimento de satisfação pela capacidade ou realização ou um sentimento elevado de dignidade pessoal. Pode, no entanto, ser o orgulho entendido tanto como uma atitude positiva como negativa dependendo das circunstâncias. Quanto a mim, esse sentimento surge da necessidade que alguém sente de se elogiar a si próprio e quando usado em quantidades excessivas, pode transformar-se em vaidade, ostentação, soberba e arrogância. Geralmente, os orgulhosos servem-se de um tipo de satisfação incondicional, super-estimando os seus próprios valores em detrimento dos dos outros, tornando-se, portanto, egoístas e egocentristas. É, basicamente, a compensação de um sentimento exagerado de insegurança. Quando alguém se sente muito inseguro e tem medo de não ser aceite ou de ser humilhado caso alguém perceba os defeitos que pensa ter, geralmente compensa-se através do orgulho. Este nada mais é do que uma necessidade imensa de mostrar aos outros que tem qualidades, que é melhor que alguém ou melhor que a maioria. Quando o amor-próprio e a auto-estima são reais, o orgulho desaparece, porque não há necessidade de se sobrepor a ninguém para auto-afirmação.
Ora, minhas caras 9.000 e não sei quantas mais fãs do clube “EU TENHO UM ENORME ORGULHO DE SER MULHER”, permitam a esta simplesmente mulher que quando nasceu já o era e, portanto, não contribuiu minimamente para o ser, vos diga que orgulho se pode ter de uma bela pintura que se expôs ou de um bom livro que se escreveu. A não ser que seja disso que se trata, não consigo entender estas mulheres.

Nunca gostei de floreados. Tão cedo não me apanham a laurear por esse mar de enganos, chamado “Faceboom”

segunda-feira, 19 de abril de 2010

segunda-feira, 12 de abril de 2010

King Camp Gillette


— Boa tarde, é a senhora dona Elisiária?
— Eu sou pois atão...
— Trago-lhe a encomenda que pediu, é só assinar aqui, por favor.
— Hã? O meu patrão anda além, na Requeixada, eu não bulo em nada.
— Mas senhora dona Elisiária, permita-me, é só uma oferta com o modelo mais avançado de lâminas femininas.
— Sou lá mulher dessas coisas... Naaah, já tou servida, paguei metade e raparam-me o dobro. A bem dizer. Vossemecê sabe quanto é o dobro de metade?

quinta-feira, 8 de abril de 2010

PARA MAC COM AMIZADE II

Estaria ela a viver na sombra do seu corpo? Se a alma tem vida própria e o corpo não é senão o esqueleto que disfarça os seus contornos, teria esse corpo o direito de se chamar Mac? Passara o dia a olhar-se ao espelho e não conseguia detectar nenhum sinal dessa alma escondida nos sulcos da pele. Subitamente, assomou-se-lhe ao pensamento o poema de Alfred Tennyson e, com voz tonitruante, declama como se da sua voz dependesse o sucesso de mais meio século de existência.

The Eagle
HE clasps the crag with crooked hands;
Close to the sun in lonely lands,
Ringed with the azure world, he stands.

The wrinkled sea beneath him crawls;
He watches from his mountain walls,
And like a thunderbolt he falls.

A águia sempre desperta e alerta recusa-se a descer a sua montanha e eleva-se, sumptuosamente, em sua legítima altivez, dando grossa caça à desgraça e ao desalento. O derrubamento será sempre calculado e em sereno êxtase descerá os degraus da vida que erigiu e a cada lanço, orgulhosamente, repetirá: tudo isto é meu, tudo isto sou eu, tudo isto existe porque a verdade daqueles que agem como se não houvesse público, sempre me acompanhou.

PARA MAC COM AMIZADE

As pedras são para pôr à varanda a apanhar sol? claro que sim...
E quem não percebe isso, não percebe nada.
Nem pode dar conta de que uma pedra pode dar flor, couve flor, ou transformar-se em ananás cor de mel.
Não há como apagar a beleza de um lugar onde se está, se vive, e tem as horas sempre certas apenas pela inclinação lua.
Hoje, até o vizinho de cima é capaz de se pôr a assobiar ou a fazer bolinhas de sabão. A MAC merece!

terça-feira, 6 de abril de 2010

COMER SUCHI?


Talvez, mas só se for à lagareiro. Ou com molho de escabeche.