quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

BORA LÁ ESQUENTAR

Qual frio, qual crise, qual apocalipse? Agora que os bonecos de neve natalícios já lá vão, é tempo de preparar os corpos para a próxima opiomania. Elas vêm aí. Apontar, preparar, ordem para disparar... Bota Fogo!
P.s: Quem sentir curiosidade em saber como é que estas meninas seguram a parrinha dourada pode (satis)fazê-la em casa da Saphou & Friend.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

EU CÁ NUNCA GOSTEI DE PALHAÇOS

O palhaço compra empresas de alta tecnologia em Puerto Rico por milhões, vende-as em Marrocos por uma caixa de robalos e fica com o troco. E diz que não fez nada. O palhaço compra acções não cotadas e num ano consegue que rendam 147,5 por cento. E acha bem. O palhaço escuta as conversas dos outros e diz que está a ser escutado. O palhaço é um mentiroso. O palhaço quer sempre maiorias. Absolutas. O palhaço é absoluto. O palhaço é quem nos faz abster. Ou votar em branco. Ou escrever no boletim de voto que não gostamos de palhaços. O palhaço coloca notícias nos jornais. O palhaço torna-nos descrentes. Um palhaço é igual a outro palhaço. E a outro. E são iguais entre si. O palhaço mete medo. Porque está em todo o lado. E ataca sempre que pode. E ataca sempre que o mandam. Sempre às escondidas. Seja a dar pontapés nas costas de agricultores de milho transgénico seja a desviar as atenções para os ruídos de fundo. Seja a instaurar processos. Seja a arquivar processos. Porque o palhaço é só ruído de fundo. Pagam-lhe para ser isso com fundos públicos. E ele vende-se por isso. Por qualquer preço. O palhaço é cobarde. É um cobarde impiedoso. É sempre desalmado quando espuma ofensas ou quando tapa a cara e ataca agricultores. Depois diz que não fez nada. Ou pede desculpa. O palhaço não tem vergonha. O palhaço está em comissões que tiram conclusões. Depois diz que não concluiu. E esconde-se atrás dos outros vociferando insultos. O palhaço porta-se como um labrego no Parlamento, como um boçal nos conselhos de administração e é grosseiro nas entrevistas. O palhaço está nas escolas a ensinar palhaçadas. E nos tribunais. Também. O palhaço não tem género. Por isso, para ele, o género não conta. Tem o género que o mandam ter. Ou que lhe convém. Por isso pode casar com qualquer género. E fingir que tem género. Ou que não o tem. O palhaço faz mal orçamentos. E depois rectifica-os. E diz que não dá dinheiro para desvarios. E depois dá. Porque o mandaram dar. O palhaço cumpre. E o palhaço nacionaliza bancos e fica com o dinheiro dos depositantes. Mas deixa depositantes na rua. Sem dinheiro. A fazerem figura de palhaços pobres. O palhaço rouba. Dinheiro público. E quando se vê que roubou, quer que se diga que não roubou. Quer que se finja que não se viu nada. Depois diz que quem viu o insulta. Porque viu o que não devia ver. O palhaço é ruído de fundo que há-de acabar como todo o mal. Mas antes ainda vai viabilizar orçamentos e centros comerciais em cima de reservas da natureza, ocupar bancos e construir comboios que ninguém quer. Vai destruir estádios que construiu e que afinal ninguém queria. E vai fazer muito barulho com as suas pandeiretas digitais saracoteando-se em palhaçadas por comissões parlamentares, comarcas, ordens, jornais, gabinetes e presidências, conselhos e igrejas, escolas e asilos, roubando e violando porque acha que o pode fazer. Porque acha que é regimental e normal agredir violar e roubar. E com isto o palhaço tem vindo a crescer e a ocupar espaço e a perder cada vez mais vergonha. O palhaço é inimputável. Porque não lhe tem acontecido nada desde que conseguiu uma passagem administrativa ou aprendeu o inglês dos técnicos e se tornou político. Este é o país do palhaço. Nós é que estamos a mais. E continuaremos a mais enquanto o deixarmos cá estar. A escolha é simples. Ou nós, ou o palhaço.

In: Jornal de Noticias - Opinião, Mário Crespo

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

GPS


— Não há estrelas no céu.
— Pelo sonho é que vamos!
— Navegar é preciso...

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

PASSAR DE ANO

Um bom dia para mim.
Um bom dia para ti.
Um bom dia para ele.
Um bom dia para nós.
Um bom dia para vós.
Um bom dia para eles.

Posso passar de ano?

sábado, 2 de janeiro de 2010

LEMBRETES

Nicolau Copérnico será enterrado novamente na catedral de Frombork em cerimónia solene no dia 22 de maio.

Em data ainda por confirmar, serão realizadas as exéquias fúnebres d'El Rei D. Sebastião, quer ele venha ou não.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

VOU ALI E VENHO JA


Não gosto de frases batidas

Não gosto de palavras de dizer

Não gosto de embrulhos e fantasias

Não gosto de fazer por ter que ser


Mas também não gostaria que achassem que não gosto por mania

Aos amigos e aos outros também

FIQUEM BEM

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

NATAL AZUL

As cores valem o que valem e mais nada. Ou isto tem a santa mão do nosso Papa (a cor é só para contrariar) privado ou não consigo conceber outra justificação. Das dezenas de Postais de Natal até ao momento recebidas, os dedos de uma das minhas duas mãos são suficientes, a sobrar, para contar aqueles em que as cores predominantes sejam as tradicionais: verde e vermelho. Ele é as árvores que são azuis, as luzes azuis, os fundos azuis, os relevos azuis. Booooolas (vermelhas e verdes faxavor)! Asseguro-vos que a moda, digo, a tendência está virada para o azul, e não há volta a dar.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

OS BIO-PONHONHOS DO PLANETA

Há quem tenha dito lá no já apelidado Titanic do Fracasso ou Cimeira de Copenhaga, que a Europa está perfeitamente unida e que a África se junta a nós. Não quero admitir que aquele “nós” queira significar “França-e-Alemanha” ou, talvez, “França-e-França”, sei lá! Com um pouco de boa vontade quererá dizer mesmo só Europa. Disse, ainda, o orador que os Estados Unidos, presumo, também, que da América, têm uma posição próxima à nossa. Isto, evidentemente depois da novel declaração de que mais vale um “acordo-imperfeito” do que um “não-acordo”. A proximidade deve estar algures por esses lados, mais coisa menos coisa. Nesta onda de presunção a que somos abandonados, julgo não podermos, obviamente, deixar de presumir que, depois de tanta difusão à nulidade dos eventuais resultados a advir daquele faraónico encontro de titãs, o real ganho vá ser senão uma amálgama escatológica, ininteligível tanto para aqueles que o levaram a cabo - os Bio-Ponhonhós do Planeta, como pelos que o financiaram - os restantes.
Agora fora de brincadeiras, digam lá que, tirando a altura das casas e os mastros dos barcos, aquela foto não é uma verdadeira montagem das marginais da ria de Aveiro do Rossio com a Costa Nova.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

UNO ILLUMINATUS, PREGHO!

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Alguém que nos ajude a decifrar este código secreto e assim nos possamos precaver contra a queda em mãos sabe-se lá de que ordens internacionais.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

O PRODUTO

O pioneiro dos estandartes nas varandas e janelas, inspirado pela Nossa Senhora do Caravaggio, santa de adoração dos descendentes italianos no sul do Brasil, moveu ânimos e vontades e conseguiu que muitos portugueses comprassem a bandeira de Portugal, fazendo dela símbolo de um incompreensível e desmedido orgulho nacional, tendo em consideração o motivo desse orgulho, que excedeu todas as expectativas. Há quem sustente a ideia de que Felipão, utilizando a sua fé, motivou e aproximou os seus jogadores. Terá sido essa fé e as preces de Figo que levaram Beckham a escorregar e assim falhar, decisivamente, um penaltie durante o jogo Portugal – Inglaterra em 2004.

Passados que são 5 anos, eis que a moda da bandeirinha está de volta, desta feita pela mão de promotores do Opiáceo Segundo-Comandante na hierarquia dos alucinogénios de top – a religião.

São já mais de 20.000 bandeirolas - gabam-se os promotores da iniciativa que, em sua voz, nenhum outro objectivo tem senão o feroz combate aos Pais-Natal que se podem avistar de castigo, pendurados por tudo o que seja varanda ou chaminé, e ao diabólico consumismo no qual se transformou o espírito de Natal dos últimos tempos.

Meus queridos irmãos na fé, em linguagem de gestão e de marketing foi criado e oferecido um produto para o qual havia procura e quando isso acontece, é natural que haja sucesso na divulgação e na venda, ainda que o tal “produto” custe a simbólica quantia de 15€. Mas atentai, meus irmãos, nada disto tem que ver com consumismo. Isto não se trata de consumismo, é um valor simbólico face à grandeza da acção. Vamos derrubar o Pai Natal que é mau e dá prendas caras aos meninos. Compremos todos A Bandeira da moda e vistamos o país com a angélica face do Menino Jesus.

Resta-me dizer que parece ter esta moda sido importada de Espanha, onde já é hábito ver-se o tal menino pendurado, rivalizando com o Pai Natal. Confirma-se o ditado: de Espanha nem bons ventos nem bons casamentos.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

O CHUCHADEIRA PONHONHÓ

Em mercê ao nosso amigo RPS, que é o senhor que nos dá música à Sexta-Feira em casa dos Universais, e, porque apreciei o seu empenho em esclarecer achada dúvida, numa casa acidental com ideias acidentais, sobre o que seria, em seu parecer, um blogue de gaja, deixo este exemplo ilustrado daquilo que é o meu entendimento sobre o que possa ser uma chuchadeira ponhonhó ou um ponhonhó chuchadeira.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

BALELAS? PERGUNTEM A QUEM SABE



DD, desta ainda te safaste!

PPP-Palhaços Parlamentares Permanentes

Os nossos políticos andam cada vez mais preocupados com a tineta misantropa a que os portugueses se têm vindo a abandonar. Como competentes e dignos faróis iluminados no breu do abismo em que nos mergulharam, encetam descomunais esforços próprios e alheios na busca capaz de nos soerguerem e lavarem a alma com o eficiente detergente de todas as nódoas e sujidade - o Riso.

Ora, a Doutora MJNP não sabe, não que saber, ou não lhe dá expressivo jeito saber, que o móbil dessa reacção involuntária que é o riso provocado por supostas piadas ou recursos humorísticos, deve-se de sobremaneira à auto-presunção ou eventual cegueira que evidenciou, afirmando que é a primeira vez que vê, e passo a citar, um palhaço permanente numa comissão parlamentar.

E pergunto eu: que tem feito esta Senhora durante todo o tempo em que veraneia pelos corredores do poder político, que não tem visto um boi à frente dos olhos?

domingo, 6 de dezembro de 2009

SERÁ CHUVA?' SERÁ GENTE?

Madre Pérola vigia com binóculos o recreio e fuma para acalmar os nervos.

GENTE NÃO É CERTAMENTE

Poema para ser lido com entoação hi-fi

Dois postes
Quatro beiras
Três eees

E A CHUVA NÃO BATE ASSIM

Sicrana ameaça Fulana que faz e acontece, mas a outra fica na dela e nem tu nem eu.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

PRIVADA, NÃO TE DIGO NADA, MAS...

O mp3 espetado na almofada não deixa a cabeça sossegar. Já nem adianta desligar os ouvidos porque a voz cavernosa não tem off e quanto mais é atirada janela fora, mais ela se aguça no seu lenço atado ao queixo e mostra o piercing da sobrancelha. 3 pontos foi o que foi, a telha quase lhe acertou em cheio, diabo do gato, muito gosta de andar em cima dos pináculos.