terça-feira, 5 de janeiro de 2010

GPS


— Não há estrelas no céu.
— Pelo sonho é que vamos!
— Navegar é preciso...

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

PASSAR DE ANO

Um bom dia para mim.
Um bom dia para ti.
Um bom dia para ele.
Um bom dia para nós.
Um bom dia para vós.
Um bom dia para eles.

Posso passar de ano?

sábado, 2 de janeiro de 2010

LEMBRETES

Nicolau Copérnico será enterrado novamente na catedral de Frombork em cerimónia solene no dia 22 de maio.

Em data ainda por confirmar, serão realizadas as exéquias fúnebres d'El Rei D. Sebastião, quer ele venha ou não.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

VOU ALI E VENHO JA


Não gosto de frases batidas

Não gosto de palavras de dizer

Não gosto de embrulhos e fantasias

Não gosto de fazer por ter que ser


Mas também não gostaria que achassem que não gosto por mania

Aos amigos e aos outros também

FIQUEM BEM

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

NATAL AZUL

As cores valem o que valem e mais nada. Ou isto tem a santa mão do nosso Papa (a cor é só para contrariar) privado ou não consigo conceber outra justificação. Das dezenas de Postais de Natal até ao momento recebidas, os dedos de uma das minhas duas mãos são suficientes, a sobrar, para contar aqueles em que as cores predominantes sejam as tradicionais: verde e vermelho. Ele é as árvores que são azuis, as luzes azuis, os fundos azuis, os relevos azuis. Booooolas (vermelhas e verdes faxavor)! Asseguro-vos que a moda, digo, a tendência está virada para o azul, e não há volta a dar.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

OS BIO-PONHONHOS DO PLANETA

Há quem tenha dito lá no já apelidado Titanic do Fracasso ou Cimeira de Copenhaga, que a Europa está perfeitamente unida e que a África se junta a nós. Não quero admitir que aquele “nós” queira significar “França-e-Alemanha” ou, talvez, “França-e-França”, sei lá! Com um pouco de boa vontade quererá dizer mesmo só Europa. Disse, ainda, o orador que os Estados Unidos, presumo, também, que da América, têm uma posição próxima à nossa. Isto, evidentemente depois da novel declaração de que mais vale um “acordo-imperfeito” do que um “não-acordo”. A proximidade deve estar algures por esses lados, mais coisa menos coisa. Nesta onda de presunção a que somos abandonados, julgo não podermos, obviamente, deixar de presumir que, depois de tanta difusão à nulidade dos eventuais resultados a advir daquele faraónico encontro de titãs, o real ganho vá ser senão uma amálgama escatológica, ininteligível tanto para aqueles que o levaram a cabo - os Bio-Ponhonhós do Planeta, como pelos que o financiaram - os restantes.
Agora fora de brincadeiras, digam lá que, tirando a altura das casas e os mastros dos barcos, aquela foto não é uma verdadeira montagem das marginais da ria de Aveiro do Rossio com a Costa Nova.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

UNO ILLUMINATUS, PREGHO!

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Alguém que nos ajude a decifrar este código secreto e assim nos possamos precaver contra a queda em mãos sabe-se lá de que ordens internacionais.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

O PRODUTO

O pioneiro dos estandartes nas varandas e janelas, inspirado pela Nossa Senhora do Caravaggio, santa de adoração dos descendentes italianos no sul do Brasil, moveu ânimos e vontades e conseguiu que muitos portugueses comprassem a bandeira de Portugal, fazendo dela símbolo de um incompreensível e desmedido orgulho nacional, tendo em consideração o motivo desse orgulho, que excedeu todas as expectativas. Há quem sustente a ideia de que Felipão, utilizando a sua fé, motivou e aproximou os seus jogadores. Terá sido essa fé e as preces de Figo que levaram Beckham a escorregar e assim falhar, decisivamente, um penaltie durante o jogo Portugal – Inglaterra em 2004.

Passados que são 5 anos, eis que a moda da bandeirinha está de volta, desta feita pela mão de promotores do Opiáceo Segundo-Comandante na hierarquia dos alucinogénios de top – a religião.

São já mais de 20.000 bandeirolas - gabam-se os promotores da iniciativa que, em sua voz, nenhum outro objectivo tem senão o feroz combate aos Pais-Natal que se podem avistar de castigo, pendurados por tudo o que seja varanda ou chaminé, e ao diabólico consumismo no qual se transformou o espírito de Natal dos últimos tempos.

Meus queridos irmãos na fé, em linguagem de gestão e de marketing foi criado e oferecido um produto para o qual havia procura e quando isso acontece, é natural que haja sucesso na divulgação e na venda, ainda que o tal “produto” custe a simbólica quantia de 15€. Mas atentai, meus irmãos, nada disto tem que ver com consumismo. Isto não se trata de consumismo, é um valor simbólico face à grandeza da acção. Vamos derrubar o Pai Natal que é mau e dá prendas caras aos meninos. Compremos todos A Bandeira da moda e vistamos o país com a angélica face do Menino Jesus.

Resta-me dizer que parece ter esta moda sido importada de Espanha, onde já é hábito ver-se o tal menino pendurado, rivalizando com o Pai Natal. Confirma-se o ditado: de Espanha nem bons ventos nem bons casamentos.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

O CHUCHADEIRA PONHONHÓ

Em mercê ao nosso amigo RPS, que é o senhor que nos dá música à Sexta-Feira em casa dos Universais, e, porque apreciei o seu empenho em esclarecer achada dúvida, numa casa acidental com ideias acidentais, sobre o que seria, em seu parecer, um blogue de gaja, deixo este exemplo ilustrado daquilo que é o meu entendimento sobre o que possa ser uma chuchadeira ponhonhó ou um ponhonhó chuchadeira.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

BALELAS? PERGUNTEM A QUEM SABE



DD, desta ainda te safaste!

PPP-Palhaços Parlamentares Permanentes

Os nossos políticos andam cada vez mais preocupados com a tineta misantropa a que os portugueses se têm vindo a abandonar. Como competentes e dignos faróis iluminados no breu do abismo em que nos mergulharam, encetam descomunais esforços próprios e alheios na busca capaz de nos soerguerem e lavarem a alma com o eficiente detergente de todas as nódoas e sujidade - o Riso.

Ora, a Doutora MJNP não sabe, não que saber, ou não lhe dá expressivo jeito saber, que o móbil dessa reacção involuntária que é o riso provocado por supostas piadas ou recursos humorísticos, deve-se de sobremaneira à auto-presunção ou eventual cegueira que evidenciou, afirmando que é a primeira vez que vê, e passo a citar, um palhaço permanente numa comissão parlamentar.

E pergunto eu: que tem feito esta Senhora durante todo o tempo em que veraneia pelos corredores do poder político, que não tem visto um boi à frente dos olhos?

domingo, 6 de dezembro de 2009

SERÁ CHUVA?' SERÁ GENTE?

Madre Pérola vigia com binóculos o recreio e fuma para acalmar os nervos.

GENTE NÃO É CERTAMENTE

Poema para ser lido com entoação hi-fi

Dois postes
Quatro beiras
Três eees

E A CHUVA NÃO BATE ASSIM

Sicrana ameaça Fulana que faz e acontece, mas a outra fica na dela e nem tu nem eu.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

PRIVADA, NÃO TE DIGO NADA, MAS...

O mp3 espetado na almofada não deixa a cabeça sossegar. Já nem adianta desligar os ouvidos porque a voz cavernosa não tem off e quanto mais é atirada janela fora, mais ela se aguça no seu lenço atado ao queixo e mostra o piercing da sobrancelha. 3 pontos foi o que foi, a telha quase lhe acertou em cheio, diabo do gato, muito gosta de andar em cima dos pináculos.

DA DERROTA

De derrota em derrota até à derrota final. Assim assistimos, embasbacados, ainda que esperneando e rabujando, mas não mais do que isso por não sabermos fazer diferente, ao descalabro a que nos levam os senhores actuais da nossa guerra. Assistimos aos seus percursos, sem táctica nas estratégias percorrendo os mais morosos caminhos que poderiam calcorrear em busca de vitórias que desconhecem o destinatário. Sem estratégias sustentando a táctica, não fazendo senão ruído antes da derrota. A hora é sempre certeira nos seus sessenta minutos e o Fundo Monetário Internacional anuncia o fim da recessão para o próximo ano, com uma expansão de 3,1% da economia mundial. Outros afirmam que, apesar de a crise financeira ter, provavelmente, acabado, a crise económica agravar-se-á cada vez mais, sendo que se prevê uma terceira crise, desta feita que se tem ocultado por detrás dos dois primeiros grandes papões - a crise da competitividade. Como se esta fosse virgem e nunca se tivesse deixado beliscar nas suas intimidades. Devem querer que a seguir venha a crise da lucidez, porque não há santo que os entenda e aguente. Sustenta-se que o mundo dopou a economia internacional com dinheiro barato e negligenciou na adopção de medidas institucionais. Prevêem-se catástrofes de destruição maciça para o país a ocorrer nos próximos anos. Os talibãs atafulham o oriente de renovados mísseis e multiplicam bombas a repartir por homens, mulheres e crianças que não saberão na morte, o mártir que mata do mártir que morre. A dimensão das desigualdades na distribuição da riqueza em todo o mundo atinge, a cada dia que passa, proporções chocantes, indizíveis de tão vergonhosas. Não se vislumbram planícies de verdura, vales refrescantes nem montanhas de coragem para os filhos de hoje e, ainda assim, continuamos a fazê-los, deixando para amanhã o desassossego que se impunha tivéssemos tido ontem.

E enquanto o mundo pula e recua, de derrota em derrota até à derrota final, os nossos governantes e deputados, empregam o tempo, gastam horas, preenchem metros de folhas de papel, ocupam teras em suportes magnéticos, discutindo a semântica desta ou daquela expressão linguística, utilizada por este ou aquele indivíduo, com maior ou menor propriedade para tal, o sexo dos anjos - diga-se. E, assim, se ocupam e ocupam o povo, como se fosse vital ou fatal essa expressão, em lugar de cuidar da alteração do certeiro percurso desta batalha teimosamente vitoriosa e que, de derrota em derrota, cedo ou tarde, extinguir-nos-á com a derrota final.