quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

VOU ALI E VENHO JA


Não gosto de frases batidas

Não gosto de palavras de dizer

Não gosto de embrulhos e fantasias

Não gosto de fazer por ter que ser


Mas também não gostaria que achassem que não gosto por mania

Aos amigos e aos outros também

FIQUEM BEM

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

NATAL AZUL

As cores valem o que valem e mais nada. Ou isto tem a santa mão do nosso Papa (a cor é só para contrariar) privado ou não consigo conceber outra justificação. Das dezenas de Postais de Natal até ao momento recebidas, os dedos de uma das minhas duas mãos são suficientes, a sobrar, para contar aqueles em que as cores predominantes sejam as tradicionais: verde e vermelho. Ele é as árvores que são azuis, as luzes azuis, os fundos azuis, os relevos azuis. Booooolas (vermelhas e verdes faxavor)! Asseguro-vos que a moda, digo, a tendência está virada para o azul, e não há volta a dar.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

OS BIO-PONHONHOS DO PLANETA

Há quem tenha dito lá no já apelidado Titanic do Fracasso ou Cimeira de Copenhaga, que a Europa está perfeitamente unida e que a África se junta a nós. Não quero admitir que aquele “nós” queira significar “França-e-Alemanha” ou, talvez, “França-e-França”, sei lá! Com um pouco de boa vontade quererá dizer mesmo só Europa. Disse, ainda, o orador que os Estados Unidos, presumo, também, que da América, têm uma posição próxima à nossa. Isto, evidentemente depois da novel declaração de que mais vale um “acordo-imperfeito” do que um “não-acordo”. A proximidade deve estar algures por esses lados, mais coisa menos coisa. Nesta onda de presunção a que somos abandonados, julgo não podermos, obviamente, deixar de presumir que, depois de tanta difusão à nulidade dos eventuais resultados a advir daquele faraónico encontro de titãs, o real ganho vá ser senão uma amálgama escatológica, ininteligível tanto para aqueles que o levaram a cabo - os Bio-Ponhonhós do Planeta, como pelos que o financiaram - os restantes.
Agora fora de brincadeiras, digam lá que, tirando a altura das casas e os mastros dos barcos, aquela foto não é uma verdadeira montagem das marginais da ria de Aveiro do Rossio com a Costa Nova.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

UNO ILLUMINATUS, PREGHO!

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Alguém que nos ajude a decifrar este código secreto e assim nos possamos precaver contra a queda em mãos sabe-se lá de que ordens internacionais.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

O PRODUTO

O pioneiro dos estandartes nas varandas e janelas, inspirado pela Nossa Senhora do Caravaggio, santa de adoração dos descendentes italianos no sul do Brasil, moveu ânimos e vontades e conseguiu que muitos portugueses comprassem a bandeira de Portugal, fazendo dela símbolo de um incompreensível e desmedido orgulho nacional, tendo em consideração o motivo desse orgulho, que excedeu todas as expectativas. Há quem sustente a ideia de que Felipão, utilizando a sua fé, motivou e aproximou os seus jogadores. Terá sido essa fé e as preces de Figo que levaram Beckham a escorregar e assim falhar, decisivamente, um penaltie durante o jogo Portugal – Inglaterra em 2004.

Passados que são 5 anos, eis que a moda da bandeirinha está de volta, desta feita pela mão de promotores do Opiáceo Segundo-Comandante na hierarquia dos alucinogénios de top – a religião.

São já mais de 20.000 bandeirolas - gabam-se os promotores da iniciativa que, em sua voz, nenhum outro objectivo tem senão o feroz combate aos Pais-Natal que se podem avistar de castigo, pendurados por tudo o que seja varanda ou chaminé, e ao diabólico consumismo no qual se transformou o espírito de Natal dos últimos tempos.

Meus queridos irmãos na fé, em linguagem de gestão e de marketing foi criado e oferecido um produto para o qual havia procura e quando isso acontece, é natural que haja sucesso na divulgação e na venda, ainda que o tal “produto” custe a simbólica quantia de 15€. Mas atentai, meus irmãos, nada disto tem que ver com consumismo. Isto não se trata de consumismo, é um valor simbólico face à grandeza da acção. Vamos derrubar o Pai Natal que é mau e dá prendas caras aos meninos. Compremos todos A Bandeira da moda e vistamos o país com a angélica face do Menino Jesus.

Resta-me dizer que parece ter esta moda sido importada de Espanha, onde já é hábito ver-se o tal menino pendurado, rivalizando com o Pai Natal. Confirma-se o ditado: de Espanha nem bons ventos nem bons casamentos.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

O CHUCHADEIRA PONHONHÓ

Em mercê ao nosso amigo RPS, que é o senhor que nos dá música à Sexta-Feira em casa dos Universais, e, porque apreciei o seu empenho em esclarecer achada dúvida, numa casa acidental com ideias acidentais, sobre o que seria, em seu parecer, um blogue de gaja, deixo este exemplo ilustrado daquilo que é o meu entendimento sobre o que possa ser uma chuchadeira ponhonhó ou um ponhonhó chuchadeira.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

BALELAS? PERGUNTEM A QUEM SABE



DD, desta ainda te safaste!

PPP-Palhaços Parlamentares Permanentes

Os nossos políticos andam cada vez mais preocupados com a tineta misantropa a que os portugueses se têm vindo a abandonar. Como competentes e dignos faróis iluminados no breu do abismo em que nos mergulharam, encetam descomunais esforços próprios e alheios na busca capaz de nos soerguerem e lavarem a alma com o eficiente detergente de todas as nódoas e sujidade - o Riso.

Ora, a Doutora MJNP não sabe, não que saber, ou não lhe dá expressivo jeito saber, que o móbil dessa reacção involuntária que é o riso provocado por supostas piadas ou recursos humorísticos, deve-se de sobremaneira à auto-presunção ou eventual cegueira que evidenciou, afirmando que é a primeira vez que vê, e passo a citar, um palhaço permanente numa comissão parlamentar.

E pergunto eu: que tem feito esta Senhora durante todo o tempo em que veraneia pelos corredores do poder político, que não tem visto um boi à frente dos olhos?

domingo, 6 de dezembro de 2009

SERÁ CHUVA?' SERÁ GENTE?

Madre Pérola vigia com binóculos o recreio e fuma para acalmar os nervos.

GENTE NÃO É CERTAMENTE

Poema para ser lido com entoação hi-fi

Dois postes
Quatro beiras
Três eees

E A CHUVA NÃO BATE ASSIM

Sicrana ameaça Fulana que faz e acontece, mas a outra fica na dela e nem tu nem eu.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

PRIVADA, NÃO TE DIGO NADA, MAS...

O mp3 espetado na almofada não deixa a cabeça sossegar. Já nem adianta desligar os ouvidos porque a voz cavernosa não tem off e quanto mais é atirada janela fora, mais ela se aguça no seu lenço atado ao queixo e mostra o piercing da sobrancelha. 3 pontos foi o que foi, a telha quase lhe acertou em cheio, diabo do gato, muito gosta de andar em cima dos pináculos.

DA DERROTA

De derrota em derrota até à derrota final. Assim assistimos, embasbacados, ainda que esperneando e rabujando, mas não mais do que isso por não sabermos fazer diferente, ao descalabro a que nos levam os senhores actuais da nossa guerra. Assistimos aos seus percursos, sem táctica nas estratégias percorrendo os mais morosos caminhos que poderiam calcorrear em busca de vitórias que desconhecem o destinatário. Sem estratégias sustentando a táctica, não fazendo senão ruído antes da derrota. A hora é sempre certeira nos seus sessenta minutos e o Fundo Monetário Internacional anuncia o fim da recessão para o próximo ano, com uma expansão de 3,1% da economia mundial. Outros afirmam que, apesar de a crise financeira ter, provavelmente, acabado, a crise económica agravar-se-á cada vez mais, sendo que se prevê uma terceira crise, desta feita que se tem ocultado por detrás dos dois primeiros grandes papões - a crise da competitividade. Como se esta fosse virgem e nunca se tivesse deixado beliscar nas suas intimidades. Devem querer que a seguir venha a crise da lucidez, porque não há santo que os entenda e aguente. Sustenta-se que o mundo dopou a economia internacional com dinheiro barato e negligenciou na adopção de medidas institucionais. Prevêem-se catástrofes de destruição maciça para o país a ocorrer nos próximos anos. Os talibãs atafulham o oriente de renovados mísseis e multiplicam bombas a repartir por homens, mulheres e crianças que não saberão na morte, o mártir que mata do mártir que morre. A dimensão das desigualdades na distribuição da riqueza em todo o mundo atinge, a cada dia que passa, proporções chocantes, indizíveis de tão vergonhosas. Não se vislumbram planícies de verdura, vales refrescantes nem montanhas de coragem para os filhos de hoje e, ainda assim, continuamos a fazê-los, deixando para amanhã o desassossego que se impunha tivéssemos tido ontem.

E enquanto o mundo pula e recua, de derrota em derrota até à derrota final, os nossos governantes e deputados, empregam o tempo, gastam horas, preenchem metros de folhas de papel, ocupam teras em suportes magnéticos, discutindo a semântica desta ou daquela expressão linguística, utilizada por este ou aquele indivíduo, com maior ou menor propriedade para tal, o sexo dos anjos - diga-se. E, assim, se ocupam e ocupam o povo, como se fosse vital ou fatal essa expressão, em lugar de cuidar da alteração do certeiro percurso desta batalha teimosamente vitoriosa e que, de derrota em derrota, cedo ou tarde, extinguir-nos-á com a derrota final.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

FUNES SEM NOBEL DA PAZ


Obama salvou um peru no dia de Acção de Graças. O Funes nunca salvará um atum, nem mesmo que seja em lata. E muito menos em dia de Natal.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

EDITE THE STAR

Parece que que o Parlamento Europeu aprovou esta quinta-feira em Estrasburgo, por esmagadora maioria, uma resolução promovida pela eurodeputada portuguesa Edite Estrela defendendo a proibição total de fumar em espaços públicos fechados e em toda a União Europeia.

Se a senhora dá em promover uma resolução que obrigue a dizer purtinha em vez de portinha e coeilho em vez de coelho, estamos feitos ao bife.

HEMISFERIO NORTE

Piso a palavra em quadrados da escrita
Piso de raiva os sonhos caídos da puta da vida
Piso o vómito na entrada do bar
Piso as sombras
Piso a rima mais a beata devota
Piso os sistemas capitalistas
Piso o plágio
Piso o G20
Piso a pena de morte
Piso a escória do fútil

Excelente! Digna de ser publicada em Diário da República, esta rebelião enQUADRADA de Hemisfério Norte.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

UMA TEIA MOLHADA


Para quem tem a cabeça rapada
Para quem perde o fio e meada
Para quem fala de boca tapada
Para quem tem uma árvore cansada
Para quem olha e não vê nada

terça-feira, 24 de novembro de 2009

SONS ETERNOS



A 7 de Janeiro de 1982, estreava a série “Fame”. Foram muitos os meses de emoções fortes, de quimeras sonhadas para além do imaginável, do inatingível.
*****
Fame
I'm gonna live forever
I'm gonna learn how to fly High
I feel it coming together
People will see me and cry
Fame
I'm gonna make it to heaven
Light up the sky like a flame
Fame
I'm gonna live forever
Baby remember my name
*****
Passados 27 anos vibro com a mesma intensidade ou, talvez, de forma ainda mais irreverente e incontrolável, ao som dos acordes desta “Fame” renovada com vestes dos tempos modernos.
Sempre soube que existem sons que duram vidas inteiras.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

PARA O ”NOSSO” BORGEANO



Nadie rebaje a lágrima o reproche
esta declaración de la maestría
de Dios, que con magnífica ironía
me dio a la vez los libros y la noche.

De esta ciudad de libros hizo dueños
a unos ojos sin luz, que sólo pueden
leer en las bibliotecas de los sueños
los insensatos párrafos que ceden

las albas a su afán. En vano el día
les prodiga sus libros infinitos,
arduos como los arduos manuscritos
que perecieron en Alejandría.

De hambre y de sed (narra una historia griega)
muere un rey entre fuentes y jardines;
yo fatigo sin rumbo los confines
de esta alta y honda biblioteca ciega.

Enciclopedias, atlas, el Oriente
y el Occidente, siglos, dinastías,
símbolos, cosmos y cosmogonías
brindan los muros, pero inútilmente.

Lento en mi sombra, la penumbra hueca
exploro con el báculo indeciso,
yo, que me figuraba el Paraíso
bajo la especie de una biblioteca.

Algo, que ciertamente no se nombra
con la palabra azar, rige estas cosas;
otro ya recibió en otras borrosas
tardes los muchos libros y la sombra.

Al errar por las lentas galerías
suelo sentir con vago horror sagrado
que soy el otro, el muerto, que habrá dado
los mismos pasos en los mismos días.

¿Cuál de los dos escribe este poema
de un yo plural y de una sola sombra?
¿Qué importa la palabra que me nombra
si es indiviso y uno el anatema?

Groussac o Borges, miro este querido
mundo que se deforma y que se apaga
en una pálida ceniza vaga
que se parece al sueño y al olvido.





Jorge Luis Borges

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Tratado sobre Nietzsche

Bate com as botas no chão com grande estrondo, tenta que as pulgas saltem todas para fora e façam o espectáculo tantas vezes ensaiado. Mas já ninguém faz caso daquelas sandices, é o costume, uns bagaços logo pela manhã resultam sempre no mesmo número de ilusionismo.

— Reparem, hoje vou faiscar pirilampos!

No entanto, como é de dia, as palavras apagam-se. Que tragédia, já não se ganha nem para o tabaco.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

VOU DORMIR

Quando me sentei em frente ao computador estava deveras decidida a escrever qualquer coisa decente. Cem minutos roubados aos meus cem anos de solidão integralmente desperdiçados. Não saiu, tão-só, porque não é de sair quando se quer, é de sair quando se sente. Vou dormir.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

OS RUMINANTES



Thomas Adams: uma história algo estranha de andar nas bocas do mundo. De muitos sabores, com ou sem açúcar.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

ALÔ BRASIU!

Meus amigos desse país tropical - Pernambuco e São Paulo- façam-se ouvir, caraca!

Basta de silêncio. Libertem o vosso grito e digam o que vos vai na alma.

A sério que gostava de poder partilhar das vossas opiniões sobre este nosso cantinho.

DEEM-LHE O TITULO QUE VOS APETECER

Mas mãe, a terra não pode ter sido criada por uma ideia. As ideias existem na cabeça dos homens e foram os homens que criaram Deus e não o contrário. Então e quem é que criou o homem? Perguntava, do alto da sua magistral e inabalável sabedoria maternal? - Não digas disparates, filha, que Deus castiga. Ora, ainda mais essa agora! Já não me bastavam os castigos que carrego nos ombros, vou ter ainda que aguentar com o mau humor divino apenas por ser uma aluna aplicada e ter estudado a lição de ciências. Não entendo nada disto. Querem pôr-nos malucos, é o que é. Uns dizem que é assim, outros que não, e nós que decidamos. Eu sei, também me ensinaram que existe o livre-arbítrio mas, caramba, não poderia ser tudo muito mais simples. Davam-nos a verdade absoluta sem reservas nem contestações e ficava tudo muito certinho e direitinho. Evitavam-se consultas ao psicanalista e cabeçadas na parede para quem o dinheiro tem sinal de interdição na roda alimentar dos cheliques e sentido obrigatório aos bens de primeiríssima necessidade. Se não doesse desmesuradamente e não fosse eu ficar com um tremendo galo, estas paredes que me enclausuram já tinham ido todas ao chão.

NÃO AO DESEMPREGO

A gravíssima crise económica e financeira que está convulsionando o mundo traz-nos a angustiante sensação de que chegámos ao final de uma época sem que se consiga vislumbrar o que e como será o que virá de seguida.

Que fazemos nós, que assistimos, impotentes, ao avanço esmagador dos grandes potentados económicos e financeiros, loucos por conquistar mais e mais dinheiro, mais e mais poder, com todos os meios legais ou ilegais ao seu alcance, limpos ou sujos, regulares ou criminais?

Podemos deixar a saída da crise nas mãos dos peritos? Não são eles precisamente, os banqueiros, os políticos de máximo nível mundial, os directores das grandes multinacionais, os especuladores, com a cumplicidade dos meios de comunicação social, os que, com a soberba de quem se considera possuidor da última sabedoria, nos mandavam calar quando, nos últimos trinta anos, timidamente protestávamos, dizendo que não sabíamos nada, e por isso nos ridicularizavam? Era o tempo do império absoluto do Mercado, essa entidade presunçosamente auto-reformável e auto-regulável encarregada pelo imutável destino de preparar e defender para sempre e jamais a nossa felicidade pessoal e colectiva, ainda que a realidade se encarregasse de desmenti-lo a cada hora que passava.

E agora, quando cada dia aumenta o número de desempregados? Vão acabar por fim os paraísos fiscais e as contas numeradas? Será implacavelmente investigada a origem de gigantescos depósitos bancários, de engenharias financeiras claramente delitivas, de inversões opacas que, em muitos casos, mais não são que massivas lavagens de dinheiro negro, do narcotráfico e outras actividades canalhas? E os expedientes de crise, habilmente preparados para benefício dos conselhos de administração e contra os trabalhadores?

Quem resolve o problema dos desempregados, milhões de vítimas da chamada crise, que pela avareza, a maldade ou a estupidez dos poderosos vão continuar desempregados, mal-vivendo temporariamente de míseros subsídios do Estado, enquanto os grandes executivos e administradores de empresas deliberadamente conduzidas à falência gozam de quantias milionárias cobertas por contratos blindados?

O que se está a passar é, em todos os aspectos, um crime contra a humanidade e desde esta perspectiva deve ser analisado nos foruns públicos e nas consciências. Não é exagero. Crimes contra a humanidade não são apenas os genocídios, os etnocídios, os campos de morte, as torturas, os assassinatos selectivos, as fomes deliberadamente provocadas, as contaminações massivas, as humilhações como método repressivo da identidade das vítimas. Crime contra a humanidade é também o que os poderes financeiros e económicos, com a cumplicidade efectiva ou tácita de os governos, friamente perpetraram contra milhões de pessoas em todo o mundo, ameaçadas de perder o que lhes resta, a sua casa e as suas poupanças, depois de terem perdido a única e tantas vezes escassa fonte de rendimiento, quer dizer, o seu trabalho.
Dizer “Não ao Desemprego” é um dever ético, um imperativo moral. Como o é denunciar que esta situação não a geraram os trabalhadores, que não são os empregados os que devem pagar a estultícia e os erros do sistema.

Dizer “Não ao Desemprego” é travar o genocídio lento mas implacável a que o sistema condena milhões de pessoas. Sabemos que podemos sair desta crise, sabemos que não pedimos a lua. E sabemos que temos voz para usá-la. Frente à soberba do sistema, invoquemos o nosso direito à crítica e ao nosso protesto. Eles não sabem tudo. Equivocaram-se. Enganaram-nos. Não toleremos ser suas vítimas.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

RAP OU O HUMOR COLORIDO

*Profs....a culpa é deles!*
Neste momento, é óbvio para todos que a culpa do estado a que chegou o ensino (sem querer apontar dedos) é dos professores. Só pode ser deles, aliás. Os alunos estão lá a contragosto, por isso não contam. O ministério muda quase todos os anos, por isso conta ainda menos. Os únicos que se mantêm tempo suficiente no sistema são os professores. Pelo menos os que vão conseguindo escapar com vida. É evidente que a culpa é deles. E, ao contrário do que costuma acontecer nesta coluna, esta não é uma acusação gratuita. Há razões objectivas para que os culpados sejam os professores. Reparem: quando falamos de professores, estamos a falar de pessoas que escolheram uma profissão em que ganham mal, não sabem onde vão ser colocados no ano seguinte e todos os dias arriscam levar um banano de um aluno ou de qualquer um dos seus familiares. O que é que esta gente pode ensinar às nossas crianças? Se eles possuíssem algum tipo de sabedoria, tê-Ia-iam usado em proveito próprio. É sensato entregar a educação dos nossos filhos a pessoas com esta capacidade de discernimento? Parece-me claro que não. A menos que não se trate de falta de juízo mas sim de amor ao sofrimento. O que não posso dizer que me deixe mais tranquilo. Esta gente opta por passar a vida a andar de terra em terra, a fazer contas ao dinheiro e a ensinar o Teorema de Pitágoras a delinquentes que lhes querem bater. Sem nenhum desprimor para com as depravações sexuais -até porque sofro de quase todas -, não sei se o Ministério da Educação devia incentivar este contacto entre crianças e adultos masoquistas. Ser professor, hoje, não é uma vocação; é uma perversão. Antigamente, havia as escolas C+S; hoje, caminhamos para o modelo de escola S/M. Havia os professores sádicos, que espancavam alunos; agora o há os professores masoquistas, que são espancados por eles. Tomando sempre novas qualidades, este mundo. Eu digo-vos que grupo de pessoas produzia excelentes professores: o povo cigano. Já estão habituados ao nomadismo e têm fama de se desenvencilhar bem das escaramuças. Queria ver quantos papás fanfarrões dos subúrbios iam pedir explicações a estes professores. Um cigano em cada escola, é a minha proposta. Já em relação a estes professores que têm sido agredidos, tenho menos esperança. Gente que ensina selvagens filhos de selvagens e, depois de ser agredida, não sabe guiar a polícia até à árvore em que os agressores vivem, claramente, não está preparada para o mundo.

Ricardo Araújo Pereira in Opinião, Boca do Inferno, Revista Visão

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Mais um comentário em forma de post

Urgentemente

É urgente o Amor,
É urgente um barco no mar.

É urgente destruir certas palavras
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.

É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.

Cai o silêncio nos ombros,
e a luz impura até doer.
É urgente o amor,
É urgente permanecer.

Eugénio de Andrade

Porque a vida é breve, e frágil...


Esta é a terceira vez que repito este post num blog. A primeira foi na abertura do primeiro blog. A segunda foi lá pelo meio de um outro. (É que a vida, essa sacana, está-nos sempre a lembrar da sua natureza efémera e impermanente. Deve querer ser ouvida, a vida.)
E a terceira vez é esta. Para ti, Mofina. E para quem perceber o meu codiguês.

REBUÇADOS DE MEL

A morte é uma coisa que faz muito mal à saúde
Nada faz pior à saúde do que a morte

Quando ela ataca não há injecções nem xaropes

Que eliminem os seus efeitos secundários

As pessoas vivas desistem das pessoas que morrem

Deixam de as alimentar e de lhes dar vitaminas

De lhes passar cremes hidratantes na pele

Em vez disso enterram-nas de uma maneira profunda

Como se não houvesse nenhuma forma de as fazer acordar


Para mim, o método mais eficaz para não morrer

É manter os pés e as mãos sempre quentes

Os rebuçados da tosse, como fazem bem a tudo,

Também devem ser bons para evitar a morte


Na nossa mesinha de cabeceira deve existir

Um papagaio verde que esteja sempre a falar

E que saiba de cor todos os versos de Shakespeare

Isso sim, é uma atitude sensata

Mas a vida é uma coisa complicada

Porque está constantemente a avariar

Umas vezes é a corrente eléctrica que falha

Outras é a paisagem dos vales e dos rios que é cortada


De qualquer modo é preciso continuar a respirar

Mesmo que a luz se apague

E nos coloquem à cabeça

Uma pesada jarra de flores


2005

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

MEA CULPA

Enquanto a malta se preocupa em celebrar as bodas de ouro do Astérix, mais um caso de corrupção e fraude fiscal é levada ao conhecimento público. A verdade é que cada vez mais, os crimes cometidos por quadros superiores de empresas públicas, empresas que são dos cidadãos que, cumpridoramente pagam os seus impostos e, infelizmente, dos que não pagam também, são investigados e levadas à tábua da Justiça. Não é menos verdade que a balança que por lá se usa - na Justiça - não é fiável, ainda assim, somos levados a crer que alguém terá mostrado serviço e justificado o salário auferido, não obstante, poder este vir a ser hipotecado por incumprimento das doutrinas do laissez-faire-laissez- passer. Cada vez mais me capacito que este país jamais terá solução à vista. Não, enquanto as pessoas se acomodarem cobardemente e olharem para o lado enquanto são descaradamente roubados, espoliados do fruto do seu trabalho por todos os que têm poder para o fazer. É tão mais fácil, enfiar-se numa fila interminável de alucinados e, assim, garantir a reserva de um milagroso ingresso para um concerto dos U2, que acontecerá daqui a um ano, se acontecer, se entretanto ao atravessar a rua, um desgovernado TGV não nos levar à frente. É tão mais fácil, acomodarmo-nos em frente ao televisor e regalarmo-nos com tapa-olhos “Fedorentos” e não nos incomodarmos com o facto de mais um qualquer ex-membro governamental ter enchido os bolsos ávidos de enriquecimento fácil e rápido, tendo sido cúmplice de exorbitantes roubos aos cofres do Estado. É tão mais simples ocupar o pensamento com discussões fúteis e estéreis sobre a senilidade ou sageza de um qualquer escritor que lança mais um livro polémico, ou ainda sobre a despudorada atitude de uma qualquer artista brasileira para com o povo português e os seus usos e costumes. Gastamos páginas e páginas de palavras escritas e lidas sobre a constituição do novo governo, sobre os desmandos das sucessivas desgovernações a que somos sujeitos, mas nada passa de palavras que se escrevem, se lêem para logo de seguida serem esquecidas e enterradas no conforto do sofá da sala lá de casa. Acusamos o Governo e o Estado da situação económica do país e esquecemos que a culpa mora ao lado, senão dentro da nossa própria casa. Somos culpados pelo fechar de olhos, somos culpados pelo calar da voz, somos culpados pela conivência silenciosa com todos os crimes cometidos contra o direito ao trabalho e do trabalhador e que, invariavelmente, se reflectem na economia do país. Vivemos num gueto de empresários novos-ricos que avolumam riquezas roubando os seus trabalhadores e os dos outros, repetidas vezes e das mais diversas maneiras. E assistimos calados à violação dos seus mais elementares direitos porque o poder é de quem pode e quem pode é quem manda e quem manda é quem tem dinheiro. Dinheiro que nos foi roubado, que nos é roubado todos os dias, com práticas comercias e fiscais ilícitas, roubado do devido salário que nos é sonegado a coberto da farsa da crise do país ainda que saibamos que nem tudo é crise, que nem tudo vai mal. Admitamos de uma vez por todas que todos somos culpados enquanto calarmos, enquanto olharmos para o lado quando temos obrigação de olhar em frente. Mea culpa, mea culpa, mea culpa.

A HUMANIDADE TEVE CADA INVENÇÃO...


Apesar da minha costela de Mafalda, com a falta de dentes, vou ter de engolir.

I'M BACK

Because the diamonds are forever.

Yes, I'm so modest!

terça-feira, 27 de outubro de 2009

AGUENTEM AÍ OS CAVALOS FAXAVOR

Prezados Senhores,

Esta é a oitava carta jurídica de cobrança que recebo de Vossas Senhorias... Sei que não estou em dia com os meus pagamentos. Acontece que eu estou a dever também noutras lojas e todas esperam que eu lhes pague. Contudo, os meus rendimentos mensais só permitem que eu pague duas prestações no fim de cada mês. As outras ficam para o mês seguinte. Estejam cientes de que não sou injusto,daquele tipo que prefere pagar a esta ou aquela empresa em detrimento das demais. Não! Todos os meses quando recebo o meu ordenado, escrevo o nome dos meus credores em pequenos pedaços de papel, que enrolo e coloco dentro de uma caixinha. Depois, olhando para outro lado, retiro dois papéis, que são os dois "Sortudos" que irão receber o meu rico dinheirinho. Os outros, paciência. Ficam para o mês seguinte. Afirmo aos Senhores, com toda certeza, que a sua empresa vem constando todos os meses na minha caixinha. Se não os paguei ainda, é porque os Senhores estão com pouca sorte. Finalmente, faço-lhes uma advertência: Se os Senhores continuarem com essa mania de me enviar cartas de cobrança ameaçadoras e insolentes, como última que recebi, serei obrigado a excluir o nome da vossa Empresa dos sorteios mensais..."

Copiei esta treta d'algures, por aí, na net. Nem vale a pena identificar o sítio porque já são mais que as mães. Como introdução, diz quem a faz proliferar que é uma carta enviada a um operador de telemóveis por parte de um utilizador dos seus serviços. Para mau entendedor, é a carta de um caloteiro ao seu credor. Quando terminei a leitura do texto, primário, até precário talvez, esbocei um sorriso. Pensei: obviamente que estamos perante mais uma corrente milagreira mas, ainda assim, está certo! A ser verdade este puro transboradar de indignação, que se este o não é, haverá inúmeros outros que definitivamente são, tarda nada o prestador do serviço pelo qual lhe é devido o respectivo pagamento ainda leva é nas trombas por pedir o que é seu de direito.

27 OUTUBRO

1807 Carlos IV de Espanha e Napoleão Bonaparte assinaram o tratado de Fontainebleau.
1949 Egas Moniz é agraciado com o primeiro prémio Nobel da medicina.
2002 Lula da Silva tornou-se presidente do Brasil.
1960 Ben E. King gravou dois temas - Spanish Harlem e este

Stand by me

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

CHÁ DAS CINCO SERVIDO ÀS SEIS E TAL


Ainda bem que a pontualidade britânica não faz parte dos nossos hábitos. Imagine-se a seca de chegar a horas ao trabalho!

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

PORQUE JÁ SÓ FALTA MENOS DE UM ANO

CAIM VAI DE FURGONETA

Abel tinha uma fábrica de papel. Com o primeiro guito, comprou uma Famel. O irmão, sócio minoritário, subtraiu trinta meses de salário e pôs-se na alheta... com uma pintinha na testa.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

JARDINS PROIBIDOS

Não são poucas as vezes em que, distraida e erradamente, se atribui ao Brasil a língua brasileira.
Todos sabemos desde cedo que, lingua brasileira só existe dentro das bocas dos animais racionais e irracionais que por lá existem, e que o que por aquele pais tropical abençoado por deus e bonito por natureza se fala é o português. É desculpável. Apesar de já ter sido nosso, o Brasil é um país estrangeiro.

É certo que mal não ia a Portugal se o círculo defeituosamente amassado em toda a sua linha circular, a que se chama Ilha da Madeira não fosse português. Mas é-o. Pelo menos, enquanto os Jardins que por lá desgovernam o rectângulo, governando-se a eles próprios, não se sublevarem definitivamente e zarparem das duas praias paradisíacas, rumo ao continente emproando canhões de guerra e reclamando independência.
Ora então, dizia eu que a Ilha da Madeira é portuguesa e a língua oficial dessa mesma ilha é o português. Parece-me que não há dúvidas, pelo menos para o comum dos mortais portugueses continentais ou insulares, a não ser, para o Mr. Great Musician, Musical Director & Producter Star – Luís Jardim que, fazendo jus ao apelido que carrega - refira-se que é primo em linha directa do faroleiro-mor - ontem em entrevista num programa da 2, cujo nome desconheço, embevecido pelo relato da sua enthusiastic and amazing life, conta um episódio em que contracena na vida real com Mick Jagger, referindo-se ao homem como “ o gajo”. Subitamente, tendo um ataque de bom comportamento e erudição, desculpa-se indagando o entrevistador: - “a palavra gajo não é rude em português, pois não? É que em madeirense é normal”.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

FELICIDADE

Imaginem um rapaz correndo de mota numa estrada secundária. O vento bate-lhe no rosto. O rapaz fecha os olhos e abre os braços, como nos filmes, sentindo-se vivo e em plena comunhão com o universo. Não vê o camião irromper do cruzamento. Morre feliz. A felicidade é quase sempre uma irresponsabilidade. Somos felizes durante os breves instantes em que fechamos os olhos.


In: O vendedor de Passados, José Eduardo Agualusa.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

DIAS DIFICEIS



Com um beijo especial para a NOSSA TERESA!

Se um miminho servir de alguma coisa, deixo-te um miminho!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

NINGUÉM QUIS CASAR COM A CAROCHINHA


Porque já sabe, o João Ratão acaba sempre por cair no caldeirão.

domingo, 11 de outubro de 2009

EUREKA!

Que rápida e perspicaz a nossa sócia Teresa Arquimedes...

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

COMOVENTE



Duelo de Banjo x Violão do filme "Amargo Pesadelo"


Dizem que o vídeo é uma cena verídica.

O garoto não é actor, é apenas um autista que residia no local onde estavam as ser feitas as filmagens de "Amargo Pesadelo"... A equipe parou mum posto de gasolina para abastecer e aconteceu a cena mais marcante que o director teve a felicidade de encaixar no filme.

Reparem na expressão do garoto.

No início está triste, mas à medida que toca seu banjo ele cresce com a música e vai se deixando levar por ela, até transformar sua expressão num sorriso iluminado, contaminando todos com sua alegria, a alegria de um autista que é resgatada por alguns momentos, graças a um violão forasteiro.

O garoto brilha, cresce e exibe o sorriso preso nas dobras da sua deficiência, que a magia da música traz à superfície. Depois, ele volta para dentro de si, deixando sua parcela de beleza eternizada "por acaso" no filme Amargo Pesadelo (1972)

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

AQUI D'EL REI!

Em menos de 5 minutos as carrinhas do comício e do circo já me fizeram dores de cabeça com os seus altifalantes a anunciar artistas, malabaristas, políticos, equilibristas, anacondas, burros amestrados...

domingo, 4 de outubro de 2009

ÁLVARO MATIAS


Quanto pode custar um presunto? Ler a resposta no histórico aqui.

sábado, 3 de outubro de 2009

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Gondomar, Gondomar, Gondomar...


Ele há cada electrodoméstico!

teresa g. será ecológico? huummmm...

Sapatos Voadores

Diz a Sapo Notícias que um estudante turco atirou hoje um sapato, que não era sapato mas sim sapatilha, contra o Director-Geral do Fundo Monetário Internacional, Dominique Strauss-Kahn, enquanto este fazia um discurso no encontro anual da organização. O sapato-sapatilha acabou por não atingir Dominique Strauss-Kahn, aterrando aos seus pés. Ora, a meu ver, trata-se de um estudante-cábula de má performance, caso contrário, saberia que a inovação é a base da arte do arremesso. Era um destes que deveria ter atirado.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

PAULO XVI

Quase todos os dias se baralha com o nome Bento.
— O Papa?
— Não, o da bola.

Espero que a minha santa paciência produza bons frutos e a conversa mude.
— O da bola?
— Não, o outro.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Uma Semente



Luis Portugal

Se houvesse uma semente
Que eu pudesse semear
Eu fazia um canteiro
No melhor do meu jardim
Protegia-o da geada
Dava-lhe o sol a beijar
Tratava do meu canteiro
Como se fosse de mim

E se a flor tivesse as cores
E os reflexos da tua voz
Se tivesse o mesmo cheiro
E o porte que já te vi
Acreditas que eu teria
Plantada no meu jardim
Pintada na minha alma
Se não te posso ter a ti

domingo, 27 de setembro de 2009

terça-feira, 22 de setembro de 2009

O Candidato Vi Tór

Ora nem mais, Privada! É o nosso Vi Tór de Barrô. Desculpa lá o mau jeito mas a culpa foi tua que lembraste o nome ao santo.


Mal não faz
Pior não fica
Vi Tór de Barrô
O candidato com pica!

Vi Tór a Primeiro! Vi Tór ao Poleiro!
O nome Cardoso já conta na lista de Aveiro
É de Barrô e sobra-lhe pêlo na venta
Agora só falta o Vi Tór em S. Benta

Bem Regressado V.C

É ele, é ele! O barroense mais conceituado do país logo a seguir ao boliqueimense que o ladeia. Para quem não sabe devo informar que, já neste famoso encontro presidencial, o nosso Victor Cardoso advertira Sua Excelência o Sr. PR que deveria acautelar-se com as escutas. É que ele há escutas por todo o lado, e dos bons! Quem não vai muito à bola com esta cena escutista é o seu mui distinto parente Funes que, sempre que vem a Barrô, lhe dá nas orelhas. Sexa o Sr. PR aprendeu com o Mestre Funes a desprezar o escutismo. Em contrapartida, o nosso V.C., glorioso escuta, dispende horas preciosas dos seus dias escutando. Eu também Victor, fala que eu escuto. Escutei-o durante largos meses e posso dizer que a ele devo a criação da "Blimunda". Bem haja amigo, e volta sempre.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

WALKING ON A DREAM



I can’t do well when I think you’re gonna leave me
But I know I try
Are you gonna leave me now
Can’t you be believing now

Empire of the Sun - We are The People

POR APROXIMAÇÃO, DECLARO A SAPHOU A VENCEDORA!



Saphou demonstrou tem o pensamento menos condicionado.

Brilhatosamente! Mais fácil não podia ser...

Concurso efectuado na presença do Governo Civil.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

QUE CIDADE É ESTA?


Habilitem-se a fabulosos prémios!

Pequena ajuda: Há gente brilhatosamente genuína.
Outra dica: YouTube.
Começa pela letra Q.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

UM POSSÍVEL DIÁLOGO

— Então, como correu a festa do leitão?
— Muito bem, comi um sushi delicioso.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

CANTIGA D'AMOR AO MESTRE

Andava eu pela casa do Mestre, remexendo gavetas e gavetinhas em busca de umas datas que agora não interessam nada, e encontro esta pérola. Regalem-se!

Saphou...
Viciado em derivado de papoila,
Funes foi parar à esquadra.
A guarda, uma forte moçoila
comeu-o na madrugada.
24/9/08 14:04

jorge c. disse...
Mas Funes não se ficou
E com a moral de que não prescinde
Mal a moça se chegou
Tapou-a com uma manta de Minde.
24/9/08 14:28

blimunda disse...
Algemado e em pelota
Clamava por piedade
A guarda afinal velhota
Enganara-o na idade.
24/9/08 14:34

João L. disse...
O comandante do posto chegou
A cena mal começado tinha
Enchendo o peito de ar bradou
Essa manta aí é minha
24/9/08 15:43

blimunda disse...
Ó sô guarda
Aqui d'el rei
Esta gaja não me larga
E eu sou um servo da lei.
24/9/08 16:18

jorge c. disse...
O comandante irritado
Da insubordinação não gostou
E vendo o memorioso ali deitado
Um chuto no cu lhe enfiou
24/9/08 16:22

blimunda disse...
El memorioso vexado
Por tão vil procedimento
Um auto de culpa lavrado
Outorgou ao Destacamento
24/9/08 16:39

João L. disse...
Se não me safo estou feito
Pensou Funes com os seus botões
E vendo o guarda ali a jeito
Agarrou-o pelos colarinhos
24/9/08 17:08

privada disse...
O comandante facista
Ao ver esta realidade
mandou enjaular o artista
pode desrespeito à autoridade
24/9/08 17:21

jorge c. disse...
E novamente por eles enganado
Funes já se mostrava irritado
Pela perfeição da fantasia
Do Guarda Manuel que afinal era Maria.
24/9/08 17:21

blimunda disse...
Protesto! Gritou impertinente
Ninguém me enjaula em vão
Não enrabei o Tenente
Nem tão pouco o Capitão
24/9/08 17:28

blimunda disse...
E o processo correu
P'los gabinetes do MAI
A contra-ordenação prescreveu
E o memorioso nem disse AI
24/9/08 17:55

Funes, o memorioso disse...
Mas que merda vem a ser esta,
Que não se respeita um vice-Deus?
Não importa que seja dia de festa;
Os delírios aqui só podem ser meus.
24/9/08 18:14

pbl disse...
E eu tapo o ouvidão
Mas não consigo cerrar as vistas
E das tripas faço coração
Para ler tantos artistas
24/9/08 19:03

THANKS TO GODMOTHER MAC



Andre Rieu

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

NÃO SE ABSTENHA, FAÇA-SE OUVIR!


A quem já tenha visto os anúncios publicitários que apelam ao voto nas eleições, peço ajuda para (des) classificar tal campanha. É que me faltam as palavras certas...

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

FOR YOU


Será o conhecimento uma razão para não precisar de olhar para o que se se sente. É possível que exista uma maior força do que a da alavanca levantando o mundo. O motor de busca encontra a Luz porque é mais denso do que todas as combinações alfabéticas. Os sonhos quando descodificados também crescem em números redondos. E a vida poderá ser repetida com maiores probabilidades. Encontros e idiomas já esquecidos. Somos das janelas sem lugar. Mas que se demoram na mesma paisagem. No mesmo silêncio murmurado. O que se se sente é que é a razão. E não há mais dúvida nem ciência: Sibilina é a amizade quando se basta.

sábado, 5 de setembro de 2009

MENINAS DO CÉRTIMA





É só adivinhar a qual das Cinderelas pertencem...

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Ai pá! Que foi? Foram cardos.

Boa noite. Eu sou a Manuela Moura Guedes e este NÃO é o Jornal Nacional.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Da Islândia


Num ímpeto súbito de nostalgia lusitana, tento com desespero encontrar El Corte Inglés mais próximo. A Saphou lança-me um olhar vulcânico no qual adivinho, apesar de tudo, uma total resignação. Podia pedir desculpa por ser tão provinciana, mas acho que não faria sentido.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

São flores, Senhor, são flores.

De caminho para o escritório passo num cruzamento rodoviário que junta duas partes da mesma freguesia trespassada pela estrada nacional nº 1 há já tantos anos que desisti de os somar e onde se têm perdido algumas vidas, sobretudo de peões. Há uns meses atrás, talvez um ano que o tempo não se faz rogado em voos nem tem limites de velocidade, as entidades tutelares da responsabilidade rodoviária da zona entenderam, sabe-se lá depois de quantas e quais manifestações populares, que o número de mortes que desconheço sabendo-se, no entanto, que é maior que um, portanto de boa medida, seria suficiente para finalmente plantar-se o equipamento semafórico respectivo no dito cruzamento. Bem, não é este o cerne da questão que me levou a ter vontade de escrever nem mesmo sei sequer se seria sobre alguma coisa já que o que me chamou a atenção terá sido uma manifestação pessoal que poderá significar de forma distinta de pessoa para pessoa.
Uma jarra de flores frescas, um boquet em forma de roda e umas quantas velas acesas embelezavam - se assim se pode chamar ao efeito que o conjunto produziu encostado ao sinal de sentido obrigatório - pela manhã o dito malfadado cruzamento. Estar-se-ia em pleno direito de dizer, caso se tratasse de outro tipo de artigos que não flores acompanhadas de velas, cobras e lagartos. Mas não. Eram mesmo flores, daí não ser de bom-tom dizer-se cobras e lagartos e outros seres rastejantes a preceito. O que eu não queria de forma alguma era maldizer os sentimentos de quem sente a morte de alguém próximo. Também não queria avaliar o quilate dos símbolos, pois se todos nós vivemos agarrados às mais variadas simbologias. Mas caramba! Flores encostadas a rochedos que deixaram escapar farpas mortais arrancadas do seu porto seguro por marés vivas demolidoras? No meio de cruzamentos ou eixos rodoviários que implacavelmente levam a vida dos nossos? Encostadas a gradeamentos que encerram mansões luxuriosas enlutadas ou jardins de zonas residenciais nas quais em vida se viu viver alguém que morreu? Pode até lavar a alma sofredora dos que cá choram as vidas que foram mas, para mim, serve muito melhor o comércio floricultor. Não há dor da perda de alguém querido que se possa amenizar com qualquer flor, palavra, missa ou sorriso. De nada servem os símbolos, a nada servem as flores senão, talvez, a embelezar a vaidade própria de nos sentirmos e mostrarmos infelizes.

Agora é a minha vez




Ferias - Mensagens e Imagens!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

E as colocações?

São, neste preciso momento, 0:38 do dia 28 de Agosto de 2009. Milhares de professores estão com os olhos pregados no site do Ministerio da Educação aguardando em desespero serem informados das suas sortes para o próximo ano lectivo. Muitos ficarão no desemprego e amargurarão a dor de não puderem continuar a pagar a prestação da casa e de se verem na obrigação de a entregar ao banco. Outros, outras dores terão. Serão os filhos a ficar para trás entregues aos cuidados sabe-se lá de quem. Logo se vê. E pegarão no carro e nas bugigangas e partirão à procura de mais uma terra desconhecida, longínqua. A corrida contra o tempo já começou. Há que arranjar alojamento, pagar fortunas por um quarto miserável com direito ao uso do fogão e do frigorífico e nem vale a pena pensar que este ano talvez o proprietário seja um contribuinte honesto e vos passe recibo de renda de casa. E, meu povo, cabeça erguida e sempre em frente que atrás vem gente.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Mázinha sou eu...

... que vos vou dizer, deixem-se de batatada e façam uma coisa útil, indo a esta página, fazendo parte de uma campanha que pretende fazer o maior barulho possível, para que os nossos veneráveis líderes resolvam tomar medidas eficientes na cimeira de Copenhaga sobre alterações climáticas em Dezembro, cujo tratado vai substituir o Protocolo de Quioto.

Esta campanha é levada a cabo por uma organização de várias ONG, incluindo a Oxfam, a Amnistia Internacional, a WWF, a Greenpeace, Avaaz, ONU, etc., e baseia-se no princípio de que a participação e pressão da sociedade civil sobre os governantes é essencial para que sejam tomadas medidas eficientes para mitigar os efeitos do aquecimento global. O nome da campanha é algo que poderia ser traduzido em português por tic-tac, uma contagem decrescente.

Vá lá, estas coisas podem funcionar. Por muito pequeno que seja o esforço, uma assinatura, um cartaz em Setembro, já é um esforço, melhor que nada.


(Este post vinha mais a propósito na minha bela adormecida, mas acho que lá já não tenho audiência. Hum... será que tenho aqui?)

Ai pobre de mim!

Desde que descobri que o jg tem o calcanhar na careca não perco uma oportunidade para dar uma tacada.

Que tristeza, ao contrário do que pensava, não sou assim tão boazinha.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Outro telegrama da Blimunda

estou com saudades stop
não posso mas estou com todos stop

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Mofina, e se a gente aproveitasse...

... o estar tudo ausente para fazer obras na casa?










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(Nota nº1: as obras começam ao 2º minuto e são todas feitas com a boca - aproveitando o mote da Mofina)
(Nota nº2: para quem se dê ao trabalho de ouvir a música toda e se pergunte a que propósito vem o tema da Missão Impossível lá pelo meio, o nome da peça é 'As Obras da Casa da Música', pelos Canto Nono)

Fantasia numa tarde de Verão

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

APELO APELATIVO


Pode ser das férias (pelas datas não me parece) mas todos os blogues que vou encontrando abriram “falência”. Que se passará? Falta de disponibilidades uns e de motivação outros... Seja como for, tenho mesmo pena é que o Cores da Terra tenha fechado portas ao tempo. Quantas assinaturas seriam precisas para dar corda ao relógio?

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

A REQUIEM FOR THE POST WAR DREAM



The Final Cut - Pink Floyd

O LP foi editado no Reino Unido em 21 de Março de 1983 e nos Estados Unidos em 2 de Abril. The Final Cut chegou a Nº 1 de vendas nas tabelas do Reino Unido e a Nº 6 nos Estados Unidos. Em 23 de Maio de 1983, The Final Cut chegou a disco de ouro e platina e em 31 de Janeiro de 1997 atingiu a dupla platina.Originalmente agendado para ser a banda sonora do filme da banda "The Wall", evoluiu para se tornar em mais um álbum conceitual, marchando contra a guerra e com o subtítulo de "A requiem for the post war dream" ("uma elegia para o sonho do pós-guerra").O álbum parece ser divido em duas histórias separadas que se intercalam.Uma parece ser a visão de Waters sobre os problemas do mundo actual (faixas 1, 5, 7, 9, 11, 12), muitas destas são sobre a Guerra das Malvinas e condenam Margaret Thatcher, Ronald Reagan e Menahem Begin, entre outros. Waters expõe também a sua visão do mundo e termina o álbum com um holocausto nuclear que ele teme poder vir a acontecer.Há também uma pequena história sobre a paranóia de um veterano da II Guerra Mundial (faixas 2, 4, 6 e 10) presumivelmente por ter estado envolvido no bombardeamento a Dresden. As canções também reportam as memórias de Waters sobre a guerra (Your possible pasts), culpando a escola pelos seus problemas (One of the Few, The Hero's Return), lamentando a sua vida (Paranoid eyes) e chegando quase ao suicídio (The final cut).“Not now John” foi editado em single (sendo o verso “fuck all that” dobrado para “stuff all that” e tendo no lado 2 uma versão mais comprida de “The Hero's Return”. Foi também feito um vídeo EP para acompanhamento de quatro das canções do álbum e realizado pelo (na altura) cunhado de Waters.Em 1986, o álbum foi editado em CD. Em 1994 foi reeditado com nova mistura digital. Para comemorar o 21º aniversário do lançamento foi editado em 19 de Março de 2004 com nova mistura e nova embalagem, contendo a faixa “When the tigers broke free”, anteriormente apenas acessível em single ou na banda sonora do Filme “The Wall”.

In: Wikipédia

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

O PONTO "!"

Quisera, um dia, ter veloz e escorreito débito de palavras capazes de exprimir pensamentos meus imunes à sua comunicação, indiferentes ao receptor e suas minudências interpretativas. Missão impossível esta, pois se nem os sinais gráficos destinados a pontuar a escrita estão isentos dos cataclismos da ab-rogação hodierna. Por muito que ensaiemos a fiel manutenção das cartilhas escolares apreendidas e daquilo que entendemos fazer parte integrante daquilo que somos - porque somos aquilo que aprendemos e nada mais - existe sempre uma voz por quem os sinos dobram, que nos ecoa no subconsciente depois de tomado o conhecimento dessas modernas abjecções desenhadas em propostas de lei escritas sem o uso do maléfico sinal, e que tarde ou cedo em lei se converterão. Segundo consta pelos papiros cibernautas e não só, enredos informativos à disposição de quem a tiver, o uso do ponto de exclamação no final de uma frase exclamativa denuncia o histerismo do escritor, ou melhor, daquele que junta letra após letra. Pasme-se. Melhor: Pasme-se! Li algures que esta sinalefa - “!” – se assemelha a qualquer coisa como um foguetório onde a exclamação é a intensidade dos pobres de espírito, como se as pessoas achassem que só são veementes quando desatam aos gritos e que a intensidade de uma frase não devia depender de instrumentos tão desajeitados . Ora, valham-me todos os deuses da escrita, presididos por Toth! Que conste, para que me não chamem histérica, que o ponto de exclamação que acabo de usar pretende tão só exprimir ironia, cumprindo, assim, a sua função. Sendo a pontuação um recurso que permite expressar, pelo uso de um conjunto sistematizado de sinais gráficos, na língua escrita, um conjunto de matizes rítmicas e melódicas características da língua falada, permitam-me que me interrogue: por que carga de águas haverei de me abster de os usar apenas porque um qualquer iluminado que, graças ao demolidor efeito do contágio por osmose do não-é-de-bom-tom, multiplica-se em inúmeros iluminados até se tornar lei, entendem que é de-mau-tom o uso do dito ponto de exclamação que tem tanto poder como o final, o de interrogação ou, ainda, da vírgula? Ainda bem que não é definitivo e irreversível o extermínio a que têm estado sujeitas as pessoas de bom senso e nem toda a gente embarca nestes festivais. Li, no seguimento da primeira leitura sobre a tal abjecção ao ponto de exclamação, esta frase interrogativa, com o devido ponto de interrogação no seu fim: Qual é a fórmula matemática do bom senso ? Pois bem, gostaria, também eu, de obter resposta a esta questão. Será que ainda podemos ter esperança na sua descoberta? Será assim tão problemático e de difícil trato o simples entendimento de que, a haver eventual dolo na interpretação das palavras inseridas ou não em frases devidamente ou não pontuadas, a culpa é da única e exclusiva responsabilidade do leitor. A existirem medos e pudores geradores de embaraços não deveriam estes deixar de ser apelidados de linguísticos para passarem a ser próprios, pessoais e intransmissíveis?

Quisera, um dia, ter veloz e escorreito débito de palavras capazes de exprimir pensamentos meus imunes à sua comunicação, indiferentes ao receptor e suas minudências interpretativas -Missão Impossível!

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

SILÊNCIO

Nenhuma ideia é imune à sua comunicação. Assim, abstenho-me da sua expressão neste e em qualquer outro lugar, nesta e em qualquer outra hora para que nenhum inexacto entendimento mine a sua verdade! Respiremos silêncio!

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

DE REGRESSO E EM GRANDE ESTILO



GOSTO DAS TUAS EXTENÇÕES DE CABELO, MAS AGORA PÁRA DE DESAFINAR QUE JÁ NEM TE POSSO OUVIR...

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

RESPIRAÇÃO DE PEIXE

Postar nesta altura não tem piada, queria ir embora, deixar a Quadratura para trás das costas, mas ir embora é uma maneira de ficar com os olhos calados e vazios. Se ao menos tivesse um rio que me fizesse rir e não o Cértima que está abafado debaixo de uma espécie de lodo muito verde e seco, tanto que podia virar o seu leito ao contrário como se fazem às claras batidas em castelo.

sábado, 1 de agosto de 2009

QUAL CONCURSO PÚBRICO?


Antes que a Blimunda dê por nada, vamos lá alcatroar a margem do Cértima. Privada, com o cilindro, faxfavor!

sexta-feira, 31 de julho de 2009

ESTRANHO MODO DE SER

Estranho modo de ser este que nos aglutina os sentidos e nos destina a existências que não conhecemos e, ainda assim, nos preenchem e nos entregam àquilo que sempre suspeitamos não ter perdido. Que vidas separadas são estas que tanto se tocam e se imiscuem nos seus mais recônditos jardins proibidos? Como se de nada se acurasse, cuida-se o sentimento, apartado pela distância euclidiana e, contudo, alcançável ao toque da mão que se estica procurando amparo e equilíbrio. Não poucas vezes me questiono sobre a sanidade deste querer, deste sentir. Sei que sou eu que assim me sinto, ainda assim, são eles que conseguem orvalhar a aridez da minha alma com a sua sabedoria e grandeza de espírito. A dor da solidão minorou-se quando me viram sem me olhar e pespegou-se-me a sede insaciável de lhes penetrar na vida que não tenho e que é deles mas que me doam como se doa um sorriso a uma criança. Sei que vos tenho enquanto me quiserem. Sei que sou vossa enquanto mo permitirem. Estarei convosco para onde fôr e ver-vos-ei na beira das estradas que palmilhar. Limparei as lágrimas que se soltarem sabendo que é vossa a dor que me acanha o peito mas levantarei os olhos sem demora porque sei que vos terei quando acordar.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

terça-feira, 28 de julho de 2009

AS PALAVRAS E OS HOMENS

Há uma frase que diz que as mulheres se distinguem pelo que fazem, os homens pelo que levam as mulheres a fazer. Se não for bem assim, passou, neste momento, a sê-lo, porque cada um faz das palavras aquilo que melhor lhe aprouver e beneficiar.