terça-feira, 10 de novembro de 2009

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

RAP OU O HUMOR COLORIDO

*Profs....a culpa é deles!*
Neste momento, é óbvio para todos que a culpa do estado a que chegou o ensino (sem querer apontar dedos) é dos professores. Só pode ser deles, aliás. Os alunos estão lá a contragosto, por isso não contam. O ministério muda quase todos os anos, por isso conta ainda menos. Os únicos que se mantêm tempo suficiente no sistema são os professores. Pelo menos os que vão conseguindo escapar com vida. É evidente que a culpa é deles. E, ao contrário do que costuma acontecer nesta coluna, esta não é uma acusação gratuita. Há razões objectivas para que os culpados sejam os professores. Reparem: quando falamos de professores, estamos a falar de pessoas que escolheram uma profissão em que ganham mal, não sabem onde vão ser colocados no ano seguinte e todos os dias arriscam levar um banano de um aluno ou de qualquer um dos seus familiares. O que é que esta gente pode ensinar às nossas crianças? Se eles possuíssem algum tipo de sabedoria, tê-Ia-iam usado em proveito próprio. É sensato entregar a educação dos nossos filhos a pessoas com esta capacidade de discernimento? Parece-me claro que não. A menos que não se trate de falta de juízo mas sim de amor ao sofrimento. O que não posso dizer que me deixe mais tranquilo. Esta gente opta por passar a vida a andar de terra em terra, a fazer contas ao dinheiro e a ensinar o Teorema de Pitágoras a delinquentes que lhes querem bater. Sem nenhum desprimor para com as depravações sexuais -até porque sofro de quase todas -, não sei se o Ministério da Educação devia incentivar este contacto entre crianças e adultos masoquistas. Ser professor, hoje, não é uma vocação; é uma perversão. Antigamente, havia as escolas C+S; hoje, caminhamos para o modelo de escola S/M. Havia os professores sádicos, que espancavam alunos; agora o há os professores masoquistas, que são espancados por eles. Tomando sempre novas qualidades, este mundo. Eu digo-vos que grupo de pessoas produzia excelentes professores: o povo cigano. Já estão habituados ao nomadismo e têm fama de se desenvencilhar bem das escaramuças. Queria ver quantos papás fanfarrões dos subúrbios iam pedir explicações a estes professores. Um cigano em cada escola, é a minha proposta. Já em relação a estes professores que têm sido agredidos, tenho menos esperança. Gente que ensina selvagens filhos de selvagens e, depois de ser agredida, não sabe guiar a polícia até à árvore em que os agressores vivem, claramente, não está preparada para o mundo.

Ricardo Araújo Pereira in Opinião, Boca do Inferno, Revista Visão

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Mais um comentário em forma de post

Urgentemente

É urgente o Amor,
É urgente um barco no mar.

É urgente destruir certas palavras
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.

É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.

Cai o silêncio nos ombros,
e a luz impura até doer.
É urgente o amor,
É urgente permanecer.

Eugénio de Andrade

Porque a vida é breve, e frágil...


Esta é a terceira vez que repito este post num blog. A primeira foi na abertura do primeiro blog. A segunda foi lá pelo meio de um outro. (É que a vida, essa sacana, está-nos sempre a lembrar da sua natureza efémera e impermanente. Deve querer ser ouvida, a vida.)
E a terceira vez é esta. Para ti, Mofina. E para quem perceber o meu codiguês.

REBUÇADOS DE MEL

A morte é uma coisa que faz muito mal à saúde
Nada faz pior à saúde do que a morte

Quando ela ataca não há injecções nem xaropes

Que eliminem os seus efeitos secundários

As pessoas vivas desistem das pessoas que morrem

Deixam de as alimentar e de lhes dar vitaminas

De lhes passar cremes hidratantes na pele

Em vez disso enterram-nas de uma maneira profunda

Como se não houvesse nenhuma forma de as fazer acordar


Para mim, o método mais eficaz para não morrer

É manter os pés e as mãos sempre quentes

Os rebuçados da tosse, como fazem bem a tudo,

Também devem ser bons para evitar a morte


Na nossa mesinha de cabeceira deve existir

Um papagaio verde que esteja sempre a falar

E que saiba de cor todos os versos de Shakespeare

Isso sim, é uma atitude sensata

Mas a vida é uma coisa complicada

Porque está constantemente a avariar

Umas vezes é a corrente eléctrica que falha

Outras é a paisagem dos vales e dos rios que é cortada


De qualquer modo é preciso continuar a respirar

Mesmo que a luz se apague

E nos coloquem à cabeça

Uma pesada jarra de flores


2005

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

MEA CULPA

Enquanto a malta se preocupa em celebrar as bodas de ouro do Astérix, mais um caso de corrupção e fraude fiscal é levada ao conhecimento público. A verdade é que cada vez mais, os crimes cometidos por quadros superiores de empresas públicas, empresas que são dos cidadãos que, cumpridoramente pagam os seus impostos e, infelizmente, dos que não pagam também, são investigados e levadas à tábua da Justiça. Não é menos verdade que a balança que por lá se usa - na Justiça - não é fiável, ainda assim, somos levados a crer que alguém terá mostrado serviço e justificado o salário auferido, não obstante, poder este vir a ser hipotecado por incumprimento das doutrinas do laissez-faire-laissez- passer. Cada vez mais me capacito que este país jamais terá solução à vista. Não, enquanto as pessoas se acomodarem cobardemente e olharem para o lado enquanto são descaradamente roubados, espoliados do fruto do seu trabalho por todos os que têm poder para o fazer. É tão mais fácil, enfiar-se numa fila interminável de alucinados e, assim, garantir a reserva de um milagroso ingresso para um concerto dos U2, que acontecerá daqui a um ano, se acontecer, se entretanto ao atravessar a rua, um desgovernado TGV não nos levar à frente. É tão mais fácil, acomodarmo-nos em frente ao televisor e regalarmo-nos com tapa-olhos “Fedorentos” e não nos incomodarmos com o facto de mais um qualquer ex-membro governamental ter enchido os bolsos ávidos de enriquecimento fácil e rápido, tendo sido cúmplice de exorbitantes roubos aos cofres do Estado. É tão mais simples ocupar o pensamento com discussões fúteis e estéreis sobre a senilidade ou sageza de um qualquer escritor que lança mais um livro polémico, ou ainda sobre a despudorada atitude de uma qualquer artista brasileira para com o povo português e os seus usos e costumes. Gastamos páginas e páginas de palavras escritas e lidas sobre a constituição do novo governo, sobre os desmandos das sucessivas desgovernações a que somos sujeitos, mas nada passa de palavras que se escrevem, se lêem para logo de seguida serem esquecidas e enterradas no conforto do sofá da sala lá de casa. Acusamos o Governo e o Estado da situação económica do país e esquecemos que a culpa mora ao lado, senão dentro da nossa própria casa. Somos culpados pelo fechar de olhos, somos culpados pelo calar da voz, somos culpados pela conivência silenciosa com todos os crimes cometidos contra o direito ao trabalho e do trabalhador e que, invariavelmente, se reflectem na economia do país. Vivemos num gueto de empresários novos-ricos que avolumam riquezas roubando os seus trabalhadores e os dos outros, repetidas vezes e das mais diversas maneiras. E assistimos calados à violação dos seus mais elementares direitos porque o poder é de quem pode e quem pode é quem manda e quem manda é quem tem dinheiro. Dinheiro que nos foi roubado, que nos é roubado todos os dias, com práticas comercias e fiscais ilícitas, roubado do devido salário que nos é sonegado a coberto da farsa da crise do país ainda que saibamos que nem tudo é crise, que nem tudo vai mal. Admitamos de uma vez por todas que todos somos culpados enquanto calarmos, enquanto olharmos para o lado quando temos obrigação de olhar em frente. Mea culpa, mea culpa, mea culpa.

A HUMANIDADE TEVE CADA INVENÇÃO...


Apesar da minha costela de Mafalda, com a falta de dentes, vou ter de engolir.

I'M BACK

Because the diamonds are forever.

Yes, I'm so modest!

terça-feira, 27 de outubro de 2009

AGUENTEM AÍ OS CAVALOS FAXAVOR

Prezados Senhores,

Esta é a oitava carta jurídica de cobrança que recebo de Vossas Senhorias... Sei que não estou em dia com os meus pagamentos. Acontece que eu estou a dever também noutras lojas e todas esperam que eu lhes pague. Contudo, os meus rendimentos mensais só permitem que eu pague duas prestações no fim de cada mês. As outras ficam para o mês seguinte. Estejam cientes de que não sou injusto,daquele tipo que prefere pagar a esta ou aquela empresa em detrimento das demais. Não! Todos os meses quando recebo o meu ordenado, escrevo o nome dos meus credores em pequenos pedaços de papel, que enrolo e coloco dentro de uma caixinha. Depois, olhando para outro lado, retiro dois papéis, que são os dois "Sortudos" que irão receber o meu rico dinheirinho. Os outros, paciência. Ficam para o mês seguinte. Afirmo aos Senhores, com toda certeza, que a sua empresa vem constando todos os meses na minha caixinha. Se não os paguei ainda, é porque os Senhores estão com pouca sorte. Finalmente, faço-lhes uma advertência: Se os Senhores continuarem com essa mania de me enviar cartas de cobrança ameaçadoras e insolentes, como última que recebi, serei obrigado a excluir o nome da vossa Empresa dos sorteios mensais..."

Copiei esta treta d'algures, por aí, na net. Nem vale a pena identificar o sítio porque já são mais que as mães. Como introdução, diz quem a faz proliferar que é uma carta enviada a um operador de telemóveis por parte de um utilizador dos seus serviços. Para mau entendedor, é a carta de um caloteiro ao seu credor. Quando terminei a leitura do texto, primário, até precário talvez, esbocei um sorriso. Pensei: obviamente que estamos perante mais uma corrente milagreira mas, ainda assim, está certo! A ser verdade este puro transboradar de indignação, que se este o não é, haverá inúmeros outros que definitivamente são, tarda nada o prestador do serviço pelo qual lhe é devido o respectivo pagamento ainda leva é nas trombas por pedir o que é seu de direito.

27 OUTUBRO

1807 Carlos IV de Espanha e Napoleão Bonaparte assinaram o tratado de Fontainebleau.
1949 Egas Moniz é agraciado com o primeiro prémio Nobel da medicina.
2002 Lula da Silva tornou-se presidente do Brasil.
1960 Ben E. King gravou dois temas - Spanish Harlem e este

Stand by me

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

CHÁ DAS CINCO SERVIDO ÀS SEIS E TAL


Ainda bem que a pontualidade britânica não faz parte dos nossos hábitos. Imagine-se a seca de chegar a horas ao trabalho!

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

PORQUE JÁ SÓ FALTA MENOS DE UM ANO

CAIM VAI DE FURGONETA

Abel tinha uma fábrica de papel. Com o primeiro guito, comprou uma Famel. O irmão, sócio minoritário, subtraiu trinta meses de salário e pôs-se na alheta... com uma pintinha na testa.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

JARDINS PROIBIDOS

Não são poucas as vezes em que, distraida e erradamente, se atribui ao Brasil a língua brasileira.
Todos sabemos desde cedo que, lingua brasileira só existe dentro das bocas dos animais racionais e irracionais que por lá existem, e que o que por aquele pais tropical abençoado por deus e bonito por natureza se fala é o português. É desculpável. Apesar de já ter sido nosso, o Brasil é um país estrangeiro.

É certo que mal não ia a Portugal se o círculo defeituosamente amassado em toda a sua linha circular, a que se chama Ilha da Madeira não fosse português. Mas é-o. Pelo menos, enquanto os Jardins que por lá desgovernam o rectângulo, governando-se a eles próprios, não se sublevarem definitivamente e zarparem das duas praias paradisíacas, rumo ao continente emproando canhões de guerra e reclamando independência.
Ora então, dizia eu que a Ilha da Madeira é portuguesa e a língua oficial dessa mesma ilha é o português. Parece-me que não há dúvidas, pelo menos para o comum dos mortais portugueses continentais ou insulares, a não ser, para o Mr. Great Musician, Musical Director & Producter Star – Luís Jardim que, fazendo jus ao apelido que carrega - refira-se que é primo em linha directa do faroleiro-mor - ontem em entrevista num programa da 2, cujo nome desconheço, embevecido pelo relato da sua enthusiastic and amazing life, conta um episódio em que contracena na vida real com Mick Jagger, referindo-se ao homem como “ o gajo”. Subitamente, tendo um ataque de bom comportamento e erudição, desculpa-se indagando o entrevistador: - “a palavra gajo não é rude em português, pois não? É que em madeirense é normal”.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

FELICIDADE

Imaginem um rapaz correndo de mota numa estrada secundária. O vento bate-lhe no rosto. O rapaz fecha os olhos e abre os braços, como nos filmes, sentindo-se vivo e em plena comunhão com o universo. Não vê o camião irromper do cruzamento. Morre feliz. A felicidade é quase sempre uma irresponsabilidade. Somos felizes durante os breves instantes em que fechamos os olhos.


In: O vendedor de Passados, José Eduardo Agualusa.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

DIAS DIFICEIS



Com um beijo especial para a NOSSA TERESA!

Se um miminho servir de alguma coisa, deixo-te um miminho!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

NINGUÉM QUIS CASAR COM A CAROCHINHA


Porque já sabe, o João Ratão acaba sempre por cair no caldeirão.

domingo, 11 de outubro de 2009

EUREKA!

Que rápida e perspicaz a nossa sócia Teresa Arquimedes...

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

COMOVENTE



Duelo de Banjo x Violão do filme "Amargo Pesadelo"


Dizem que o vídeo é uma cena verídica.

O garoto não é actor, é apenas um autista que residia no local onde estavam as ser feitas as filmagens de "Amargo Pesadelo"... A equipe parou mum posto de gasolina para abastecer e aconteceu a cena mais marcante que o director teve a felicidade de encaixar no filme.

Reparem na expressão do garoto.

No início está triste, mas à medida que toca seu banjo ele cresce com a música e vai se deixando levar por ela, até transformar sua expressão num sorriso iluminado, contaminando todos com sua alegria, a alegria de um autista que é resgatada por alguns momentos, graças a um violão forasteiro.

O garoto brilha, cresce e exibe o sorriso preso nas dobras da sua deficiência, que a magia da música traz à superfície. Depois, ele volta para dentro de si, deixando sua parcela de beleza eternizada "por acaso" no filme Amargo Pesadelo (1972)

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

AQUI D'EL REI!

Em menos de 5 minutos as carrinhas do comício e do circo já me fizeram dores de cabeça com os seus altifalantes a anunciar artistas, malabaristas, políticos, equilibristas, anacondas, burros amestrados...

domingo, 4 de outubro de 2009

ÁLVARO MATIAS


Quanto pode custar um presunto? Ler a resposta no histórico aqui.

sábado, 3 de outubro de 2009

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Gondomar, Gondomar, Gondomar...


Ele há cada electrodoméstico!

teresa g. será ecológico? huummmm...

Sapatos Voadores

Diz a Sapo Notícias que um estudante turco atirou hoje um sapato, que não era sapato mas sim sapatilha, contra o Director-Geral do Fundo Monetário Internacional, Dominique Strauss-Kahn, enquanto este fazia um discurso no encontro anual da organização. O sapato-sapatilha acabou por não atingir Dominique Strauss-Kahn, aterrando aos seus pés. Ora, a meu ver, trata-se de um estudante-cábula de má performance, caso contrário, saberia que a inovação é a base da arte do arremesso. Era um destes que deveria ter atirado.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

PAULO XVI

Quase todos os dias se baralha com o nome Bento.
— O Papa?
— Não, o da bola.

Espero que a minha santa paciência produza bons frutos e a conversa mude.
— O da bola?
— Não, o outro.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Uma Semente



Luis Portugal

Se houvesse uma semente
Que eu pudesse semear
Eu fazia um canteiro
No melhor do meu jardim
Protegia-o da geada
Dava-lhe o sol a beijar
Tratava do meu canteiro
Como se fosse de mim

E se a flor tivesse as cores
E os reflexos da tua voz
Se tivesse o mesmo cheiro
E o porte que já te vi
Acreditas que eu teria
Plantada no meu jardim
Pintada na minha alma
Se não te posso ter a ti

domingo, 27 de setembro de 2009

terça-feira, 22 de setembro de 2009

O Candidato Vi Tór

Ora nem mais, Privada! É o nosso Vi Tór de Barrô. Desculpa lá o mau jeito mas a culpa foi tua que lembraste o nome ao santo.


Mal não faz
Pior não fica
Vi Tór de Barrô
O candidato com pica!

Vi Tór a Primeiro! Vi Tór ao Poleiro!
O nome Cardoso já conta na lista de Aveiro
É de Barrô e sobra-lhe pêlo na venta
Agora só falta o Vi Tór em S. Benta

Bem Regressado V.C

É ele, é ele! O barroense mais conceituado do país logo a seguir ao boliqueimense que o ladeia. Para quem não sabe devo informar que, já neste famoso encontro presidencial, o nosso Victor Cardoso advertira Sua Excelência o Sr. PR que deveria acautelar-se com as escutas. É que ele há escutas por todo o lado, e dos bons! Quem não vai muito à bola com esta cena escutista é o seu mui distinto parente Funes que, sempre que vem a Barrô, lhe dá nas orelhas. Sexa o Sr. PR aprendeu com o Mestre Funes a desprezar o escutismo. Em contrapartida, o nosso V.C., glorioso escuta, dispende horas preciosas dos seus dias escutando. Eu também Victor, fala que eu escuto. Escutei-o durante largos meses e posso dizer que a ele devo a criação da "Blimunda". Bem haja amigo, e volta sempre.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

WALKING ON A DREAM



I can’t do well when I think you’re gonna leave me
But I know I try
Are you gonna leave me now
Can’t you be believing now

Empire of the Sun - We are The People

POR APROXIMAÇÃO, DECLARO A SAPHOU A VENCEDORA!



Saphou demonstrou tem o pensamento menos condicionado.

Brilhatosamente! Mais fácil não podia ser...

Concurso efectuado na presença do Governo Civil.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

QUE CIDADE É ESTA?


Habilitem-se a fabulosos prémios!

Pequena ajuda: Há gente brilhatosamente genuína.
Outra dica: YouTube.
Começa pela letra Q.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

UM POSSÍVEL DIÁLOGO

— Então, como correu a festa do leitão?
— Muito bem, comi um sushi delicioso.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

CANTIGA D'AMOR AO MESTRE

Andava eu pela casa do Mestre, remexendo gavetas e gavetinhas em busca de umas datas que agora não interessam nada, e encontro esta pérola. Regalem-se!

Saphou...
Viciado em derivado de papoila,
Funes foi parar à esquadra.
A guarda, uma forte moçoila
comeu-o na madrugada.
24/9/08 14:04

jorge c. disse...
Mas Funes não se ficou
E com a moral de que não prescinde
Mal a moça se chegou
Tapou-a com uma manta de Minde.
24/9/08 14:28

blimunda disse...
Algemado e em pelota
Clamava por piedade
A guarda afinal velhota
Enganara-o na idade.
24/9/08 14:34

João L. disse...
O comandante do posto chegou
A cena mal começado tinha
Enchendo o peito de ar bradou
Essa manta aí é minha
24/9/08 15:43

blimunda disse...
Ó sô guarda
Aqui d'el rei
Esta gaja não me larga
E eu sou um servo da lei.
24/9/08 16:18

jorge c. disse...
O comandante irritado
Da insubordinação não gostou
E vendo o memorioso ali deitado
Um chuto no cu lhe enfiou
24/9/08 16:22

blimunda disse...
El memorioso vexado
Por tão vil procedimento
Um auto de culpa lavrado
Outorgou ao Destacamento
24/9/08 16:39

João L. disse...
Se não me safo estou feito
Pensou Funes com os seus botões
E vendo o guarda ali a jeito
Agarrou-o pelos colarinhos
24/9/08 17:08

privada disse...
O comandante facista
Ao ver esta realidade
mandou enjaular o artista
pode desrespeito à autoridade
24/9/08 17:21

jorge c. disse...
E novamente por eles enganado
Funes já se mostrava irritado
Pela perfeição da fantasia
Do Guarda Manuel que afinal era Maria.
24/9/08 17:21

blimunda disse...
Protesto! Gritou impertinente
Ninguém me enjaula em vão
Não enrabei o Tenente
Nem tão pouco o Capitão
24/9/08 17:28

blimunda disse...
E o processo correu
P'los gabinetes do MAI
A contra-ordenação prescreveu
E o memorioso nem disse AI
24/9/08 17:55

Funes, o memorioso disse...
Mas que merda vem a ser esta,
Que não se respeita um vice-Deus?
Não importa que seja dia de festa;
Os delírios aqui só podem ser meus.
24/9/08 18:14

pbl disse...
E eu tapo o ouvidão
Mas não consigo cerrar as vistas
E das tripas faço coração
Para ler tantos artistas
24/9/08 19:03

THANKS TO GODMOTHER MAC



Andre Rieu

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

NÃO SE ABSTENHA, FAÇA-SE OUVIR!


A quem já tenha visto os anúncios publicitários que apelam ao voto nas eleições, peço ajuda para (des) classificar tal campanha. É que me faltam as palavras certas...

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

FOR YOU


Será o conhecimento uma razão para não precisar de olhar para o que se se sente. É possível que exista uma maior força do que a da alavanca levantando o mundo. O motor de busca encontra a Luz porque é mais denso do que todas as combinações alfabéticas. Os sonhos quando descodificados também crescem em números redondos. E a vida poderá ser repetida com maiores probabilidades. Encontros e idiomas já esquecidos. Somos das janelas sem lugar. Mas que se demoram na mesma paisagem. No mesmo silêncio murmurado. O que se se sente é que é a razão. E não há mais dúvida nem ciência: Sibilina é a amizade quando se basta.

sábado, 5 de setembro de 2009

MENINAS DO CÉRTIMA





É só adivinhar a qual das Cinderelas pertencem...

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Ai pá! Que foi? Foram cardos.

Boa noite. Eu sou a Manuela Moura Guedes e este NÃO é o Jornal Nacional.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Da Islândia


Num ímpeto súbito de nostalgia lusitana, tento com desespero encontrar El Corte Inglés mais próximo. A Saphou lança-me um olhar vulcânico no qual adivinho, apesar de tudo, uma total resignação. Podia pedir desculpa por ser tão provinciana, mas acho que não faria sentido.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

São flores, Senhor, são flores.

De caminho para o escritório passo num cruzamento rodoviário que junta duas partes da mesma freguesia trespassada pela estrada nacional nº 1 há já tantos anos que desisti de os somar e onde se têm perdido algumas vidas, sobretudo de peões. Há uns meses atrás, talvez um ano que o tempo não se faz rogado em voos nem tem limites de velocidade, as entidades tutelares da responsabilidade rodoviária da zona entenderam, sabe-se lá depois de quantas e quais manifestações populares, que o número de mortes que desconheço sabendo-se, no entanto, que é maior que um, portanto de boa medida, seria suficiente para finalmente plantar-se o equipamento semafórico respectivo no dito cruzamento. Bem, não é este o cerne da questão que me levou a ter vontade de escrever nem mesmo sei sequer se seria sobre alguma coisa já que o que me chamou a atenção terá sido uma manifestação pessoal que poderá significar de forma distinta de pessoa para pessoa.
Uma jarra de flores frescas, um boquet em forma de roda e umas quantas velas acesas embelezavam - se assim se pode chamar ao efeito que o conjunto produziu encostado ao sinal de sentido obrigatório - pela manhã o dito malfadado cruzamento. Estar-se-ia em pleno direito de dizer, caso se tratasse de outro tipo de artigos que não flores acompanhadas de velas, cobras e lagartos. Mas não. Eram mesmo flores, daí não ser de bom-tom dizer-se cobras e lagartos e outros seres rastejantes a preceito. O que eu não queria de forma alguma era maldizer os sentimentos de quem sente a morte de alguém próximo. Também não queria avaliar o quilate dos símbolos, pois se todos nós vivemos agarrados às mais variadas simbologias. Mas caramba! Flores encostadas a rochedos que deixaram escapar farpas mortais arrancadas do seu porto seguro por marés vivas demolidoras? No meio de cruzamentos ou eixos rodoviários que implacavelmente levam a vida dos nossos? Encostadas a gradeamentos que encerram mansões luxuriosas enlutadas ou jardins de zonas residenciais nas quais em vida se viu viver alguém que morreu? Pode até lavar a alma sofredora dos que cá choram as vidas que foram mas, para mim, serve muito melhor o comércio floricultor. Não há dor da perda de alguém querido que se possa amenizar com qualquer flor, palavra, missa ou sorriso. De nada servem os símbolos, a nada servem as flores senão, talvez, a embelezar a vaidade própria de nos sentirmos e mostrarmos infelizes.

Agora é a minha vez




Ferias - Mensagens e Imagens!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

E as colocações?

São, neste preciso momento, 0:38 do dia 28 de Agosto de 2009. Milhares de professores estão com os olhos pregados no site do Ministerio da Educação aguardando em desespero serem informados das suas sortes para o próximo ano lectivo. Muitos ficarão no desemprego e amargurarão a dor de não puderem continuar a pagar a prestação da casa e de se verem na obrigação de a entregar ao banco. Outros, outras dores terão. Serão os filhos a ficar para trás entregues aos cuidados sabe-se lá de quem. Logo se vê. E pegarão no carro e nas bugigangas e partirão à procura de mais uma terra desconhecida, longínqua. A corrida contra o tempo já começou. Há que arranjar alojamento, pagar fortunas por um quarto miserável com direito ao uso do fogão e do frigorífico e nem vale a pena pensar que este ano talvez o proprietário seja um contribuinte honesto e vos passe recibo de renda de casa. E, meu povo, cabeça erguida e sempre em frente que atrás vem gente.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Mázinha sou eu...

... que vos vou dizer, deixem-se de batatada e façam uma coisa útil, indo a esta página, fazendo parte de uma campanha que pretende fazer o maior barulho possível, para que os nossos veneráveis líderes resolvam tomar medidas eficientes na cimeira de Copenhaga sobre alterações climáticas em Dezembro, cujo tratado vai substituir o Protocolo de Quioto.

Esta campanha é levada a cabo por uma organização de várias ONG, incluindo a Oxfam, a Amnistia Internacional, a WWF, a Greenpeace, Avaaz, ONU, etc., e baseia-se no princípio de que a participação e pressão da sociedade civil sobre os governantes é essencial para que sejam tomadas medidas eficientes para mitigar os efeitos do aquecimento global. O nome da campanha é algo que poderia ser traduzido em português por tic-tac, uma contagem decrescente.

Vá lá, estas coisas podem funcionar. Por muito pequeno que seja o esforço, uma assinatura, um cartaz em Setembro, já é um esforço, melhor que nada.


(Este post vinha mais a propósito na minha bela adormecida, mas acho que lá já não tenho audiência. Hum... será que tenho aqui?)

Ai pobre de mim!

Desde que descobri que o jg tem o calcanhar na careca não perco uma oportunidade para dar uma tacada.

Que tristeza, ao contrário do que pensava, não sou assim tão boazinha.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Outro telegrama da Blimunda

estou com saudades stop
não posso mas estou com todos stop

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Mofina, e se a gente aproveitasse...

... o estar tudo ausente para fazer obras na casa?










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(Nota nº1: as obras começam ao 2º minuto e são todas feitas com a boca - aproveitando o mote da Mofina)
(Nota nº2: para quem se dê ao trabalho de ouvir a música toda e se pergunte a que propósito vem o tema da Missão Impossível lá pelo meio, o nome da peça é 'As Obras da Casa da Música', pelos Canto Nono)

Fantasia numa tarde de Verão

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

APELO APELATIVO


Pode ser das férias (pelas datas não me parece) mas todos os blogues que vou encontrando abriram “falência”. Que se passará? Falta de disponibilidades uns e de motivação outros... Seja como for, tenho mesmo pena é que o Cores da Terra tenha fechado portas ao tempo. Quantas assinaturas seriam precisas para dar corda ao relógio?

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

A REQUIEM FOR THE POST WAR DREAM



The Final Cut - Pink Floyd

O LP foi editado no Reino Unido em 21 de Março de 1983 e nos Estados Unidos em 2 de Abril. The Final Cut chegou a Nº 1 de vendas nas tabelas do Reino Unido e a Nº 6 nos Estados Unidos. Em 23 de Maio de 1983, The Final Cut chegou a disco de ouro e platina e em 31 de Janeiro de 1997 atingiu a dupla platina.Originalmente agendado para ser a banda sonora do filme da banda "The Wall", evoluiu para se tornar em mais um álbum conceitual, marchando contra a guerra e com o subtítulo de "A requiem for the post war dream" ("uma elegia para o sonho do pós-guerra").O álbum parece ser divido em duas histórias separadas que se intercalam.Uma parece ser a visão de Waters sobre os problemas do mundo actual (faixas 1, 5, 7, 9, 11, 12), muitas destas são sobre a Guerra das Malvinas e condenam Margaret Thatcher, Ronald Reagan e Menahem Begin, entre outros. Waters expõe também a sua visão do mundo e termina o álbum com um holocausto nuclear que ele teme poder vir a acontecer.Há também uma pequena história sobre a paranóia de um veterano da II Guerra Mundial (faixas 2, 4, 6 e 10) presumivelmente por ter estado envolvido no bombardeamento a Dresden. As canções também reportam as memórias de Waters sobre a guerra (Your possible pasts), culpando a escola pelos seus problemas (One of the Few, The Hero's Return), lamentando a sua vida (Paranoid eyes) e chegando quase ao suicídio (The final cut).“Not now John” foi editado em single (sendo o verso “fuck all that” dobrado para “stuff all that” e tendo no lado 2 uma versão mais comprida de “The Hero's Return”. Foi também feito um vídeo EP para acompanhamento de quatro das canções do álbum e realizado pelo (na altura) cunhado de Waters.Em 1986, o álbum foi editado em CD. Em 1994 foi reeditado com nova mistura digital. Para comemorar o 21º aniversário do lançamento foi editado em 19 de Março de 2004 com nova mistura e nova embalagem, contendo a faixa “When the tigers broke free”, anteriormente apenas acessível em single ou na banda sonora do Filme “The Wall”.

In: Wikipédia

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

O PONTO "!"

Quisera, um dia, ter veloz e escorreito débito de palavras capazes de exprimir pensamentos meus imunes à sua comunicação, indiferentes ao receptor e suas minudências interpretativas. Missão impossível esta, pois se nem os sinais gráficos destinados a pontuar a escrita estão isentos dos cataclismos da ab-rogação hodierna. Por muito que ensaiemos a fiel manutenção das cartilhas escolares apreendidas e daquilo que entendemos fazer parte integrante daquilo que somos - porque somos aquilo que aprendemos e nada mais - existe sempre uma voz por quem os sinos dobram, que nos ecoa no subconsciente depois de tomado o conhecimento dessas modernas abjecções desenhadas em propostas de lei escritas sem o uso do maléfico sinal, e que tarde ou cedo em lei se converterão. Segundo consta pelos papiros cibernautas e não só, enredos informativos à disposição de quem a tiver, o uso do ponto de exclamação no final de uma frase exclamativa denuncia o histerismo do escritor, ou melhor, daquele que junta letra após letra. Pasme-se. Melhor: Pasme-se! Li algures que esta sinalefa - “!” – se assemelha a qualquer coisa como um foguetório onde a exclamação é a intensidade dos pobres de espírito, como se as pessoas achassem que só são veementes quando desatam aos gritos e que a intensidade de uma frase não devia depender de instrumentos tão desajeitados . Ora, valham-me todos os deuses da escrita, presididos por Toth! Que conste, para que me não chamem histérica, que o ponto de exclamação que acabo de usar pretende tão só exprimir ironia, cumprindo, assim, a sua função. Sendo a pontuação um recurso que permite expressar, pelo uso de um conjunto sistematizado de sinais gráficos, na língua escrita, um conjunto de matizes rítmicas e melódicas características da língua falada, permitam-me que me interrogue: por que carga de águas haverei de me abster de os usar apenas porque um qualquer iluminado que, graças ao demolidor efeito do contágio por osmose do não-é-de-bom-tom, multiplica-se em inúmeros iluminados até se tornar lei, entendem que é de-mau-tom o uso do dito ponto de exclamação que tem tanto poder como o final, o de interrogação ou, ainda, da vírgula? Ainda bem que não é definitivo e irreversível o extermínio a que têm estado sujeitas as pessoas de bom senso e nem toda a gente embarca nestes festivais. Li, no seguimento da primeira leitura sobre a tal abjecção ao ponto de exclamação, esta frase interrogativa, com o devido ponto de interrogação no seu fim: Qual é a fórmula matemática do bom senso ? Pois bem, gostaria, também eu, de obter resposta a esta questão. Será que ainda podemos ter esperança na sua descoberta? Será assim tão problemático e de difícil trato o simples entendimento de que, a haver eventual dolo na interpretação das palavras inseridas ou não em frases devidamente ou não pontuadas, a culpa é da única e exclusiva responsabilidade do leitor. A existirem medos e pudores geradores de embaraços não deveriam estes deixar de ser apelidados de linguísticos para passarem a ser próprios, pessoais e intransmissíveis?

Quisera, um dia, ter veloz e escorreito débito de palavras capazes de exprimir pensamentos meus imunes à sua comunicação, indiferentes ao receptor e suas minudências interpretativas -Missão Impossível!

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

SILÊNCIO

Nenhuma ideia é imune à sua comunicação. Assim, abstenho-me da sua expressão neste e em qualquer outro lugar, nesta e em qualquer outra hora para que nenhum inexacto entendimento mine a sua verdade! Respiremos silêncio!

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

DE REGRESSO E EM GRANDE ESTILO



GOSTO DAS TUAS EXTENÇÕES DE CABELO, MAS AGORA PÁRA DE DESAFINAR QUE JÁ NEM TE POSSO OUVIR...

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

RESPIRAÇÃO DE PEIXE

Postar nesta altura não tem piada, queria ir embora, deixar a Quadratura para trás das costas, mas ir embora é uma maneira de ficar com os olhos calados e vazios. Se ao menos tivesse um rio que me fizesse rir e não o Cértima que está abafado debaixo de uma espécie de lodo muito verde e seco, tanto que podia virar o seu leito ao contrário como se fazem às claras batidas em castelo.

sábado, 1 de agosto de 2009

QUAL CONCURSO PÚBRICO?


Antes que a Blimunda dê por nada, vamos lá alcatroar a margem do Cértima. Privada, com o cilindro, faxfavor!

sexta-feira, 31 de julho de 2009

ESTRANHO MODO DE SER

Estranho modo de ser este que nos aglutina os sentidos e nos destina a existências que não conhecemos e, ainda assim, nos preenchem e nos entregam àquilo que sempre suspeitamos não ter perdido. Que vidas separadas são estas que tanto se tocam e se imiscuem nos seus mais recônditos jardins proibidos? Como se de nada se acurasse, cuida-se o sentimento, apartado pela distância euclidiana e, contudo, alcançável ao toque da mão que se estica procurando amparo e equilíbrio. Não poucas vezes me questiono sobre a sanidade deste querer, deste sentir. Sei que sou eu que assim me sinto, ainda assim, são eles que conseguem orvalhar a aridez da minha alma com a sua sabedoria e grandeza de espírito. A dor da solidão minorou-se quando me viram sem me olhar e pespegou-se-me a sede insaciável de lhes penetrar na vida que não tenho e que é deles mas que me doam como se doa um sorriso a uma criança. Sei que vos tenho enquanto me quiserem. Sei que sou vossa enquanto mo permitirem. Estarei convosco para onde fôr e ver-vos-ei na beira das estradas que palmilhar. Limparei as lágrimas que se soltarem sabendo que é vossa a dor que me acanha o peito mas levantarei os olhos sem demora porque sei que vos terei quando acordar.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

terça-feira, 28 de julho de 2009

AS PALAVRAS E OS HOMENS

Há uma frase que diz que as mulheres se distinguem pelo que fazem, os homens pelo que levam as mulheres a fazer. Se não for bem assim, passou, neste momento, a sê-lo, porque cada um faz das palavras aquilo que melhor lhe aprouver e beneficiar.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

O HOMEM QUE FOI TORNEIRO

Chamam provocação ao género insubmisso que teima em debater-se e contestar afirmações do tipo-“Uma fulana que dá umas quecas com quem lhe apetecer, pelas mais diversas razões que só a ela dizem respeito, é uma galdéria. Se os fulanos que alinharem com ela lhe derem uns trocos ou umas prendas, passa de galdéria a vaquita. Mas se assentar o rabo num estabelecimento para servir a clientela, passa a prostituta. Curiosamente se optar pela berma da estrada, é uma triste.” Eu chamo-lhe indignação!
Que moralidade é esta que nos venda os olhos como pala de asno e nos empossa de todo o poder de julgar e condenar. Que sabemos nós da vida, da razão ou da falta dela de indivíduos que se deitam ou não por esta ou por outra razão, para lhes adjudicarmos o título de galdéria, vadia, vaca maior ou menor ou ainda prostituta por assentar o rabo num estabelecimento e servir clientela. Julgo da maior oportunidade e de profícua acuidade a aclaração da significação dos termos “estabelecimento” e “clientela”. Para melhor nos situramos diria que assenta como luva de pelica ao termo “estabelecimento” a definição de acto ou efeito de estabelecer morada fixa. Talvez tudo se resuma a um código de regras mercantilistas pré-estabelecidas pelo “bicho social”. Dizem-me que uma mulher que se desprende do seu próprio corpo e o oferece em troca de benesses pecuniárias é uma prostitua enquanto que outra que faz exactamente o mesmo em troca da paz familiar é uma boa esposa. A mulher que se sujeita aos desmandos e violência física e psíquica do homem que supostamente a deveria proteger da maldade de outros homens, é uma prostituta que tem um proxeneta, a outra que faz exactamente o mesmo ao abrigo de uma “coisa” a que chamaram casamento e debaixo de outra a que alguém entendeu designar por “lar” é uma coitada sujeita à violência doméstica apensa ao estatuto do marido, que a todos confunde mas que todos aceitam cobardemente. É um problema de homens, diz Saramago, a quem algumas mentes eleitas e supra-inteligentes chamam “torneiro” como se “torneiro” fosse o maior dos nomes ultrajantes e insultuosos. Como se ser torneiro seja sinónimo de poucas faculdades mentais e espirituais. São estes homens que sem o menor dos pudores e com a mesma bitola tanto qualificam um ser humano de galdéria e vaquita como de torneiro que fazem o quórum dos tribunais das ruas e dos que se situam para lá dos portões de cada um de nós e, assim, autenticam todos os desvarios dos homens que pelo simples facto de o serem, são soberanos no juízo alheio. O mais risível destes comportamentos soberanos é a auto-complacência consigo mesmos porque, ainda assim, auto inocentam-se afirmando que não pretendem pregar qualquer moralidade. Eu diria que não pretendem porque entendem ser essa moralidade intrínseca a si mesmos e obvia aos outros e não terem que a pregar porque se não é perceptível é porque os outros são desprovidos da sua enormíssima e inatingível sabedoria.
Tudo isto tem a impotância que tem unicamente porque é um problema de homens. Em caso de não ser passível de perda total das glândulas do escroto para quem as tem, sugiro a leitura deste texto do homem que foi torneiro. Quem as não tem lerá, certamente, sem qualquer prurido ainda que não seja apreciadora do escritor nessa mesma qualidade ou ainda como homem.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

DA GENIALIDADE

De mim se há-de dizer que depois da morte de Jesus me arrependi do que chamavam os meus infames pecados de prostituta e me converti em penitente até ao fim da vida, e isso não é verdade. Subiram-me despida aos altares, coberta unicamente pela cabeleira que me desce até aos joelhos, com os seios murchos e a boca desdentada, e se é certo que os anos acabaram por ressequir a lisa tersura da minha pele, isso só sucedeu porque neste mundo nada pode prevalecer contra o tempo, não porque eu tivesse desprezado e ofendido o mesmo corpo que Jesus desejou e possuiu. Quem aquelas falsidades vier a dizer de mim nada sabe de amor. Deixei de ser prostituta no dia em que Jesus entrou na minha casa trazendo-me a ferida do seu pé para que eu a curasse, mas dessas obras humanas a que chamam pecados de luxúria não teria eu que me arrepender se foi como prostituta que o meu amado me conheceu e, tendo provado o meu corpo e sabido de que vivia, não me virou as costas. Quando diantes de todos os discípulos Jesus me beijava uma e muitas vezes, eles perguntaram-lhe porque me queria mais a mim que a eles, e Jesus respondeu: “A que se deve que eu não vos queira tanto como a ela?” Eles não souberam que dizer porque nunca seriam capazes de amar Jesus com o mesmo absoluto amor com que eu o amava. Depois de Lázaro ter morrido, o desgosto e a tristeza de Jesus foram tais que, uma noite, debaixo do lençol que tapava a nossa nudez, eu lhe disse: “Não posso alcançar-te onde estás porque te fechaste atrás de uma porta que não é para forças humanas”, e ele disse, queixa e gemido de animal que se escondeu para sofrer: “Ainda que não possas entrar, não te afastes de mim, tem-me sempre estendida a tua mão mesmo quando não puderes ver-me, se não o fizeres esquecer-me-ei da vida, ou ela me esquecerá”. E quando, alguns dias passados, Jesus foi reunir-se com os discípulos, eu, que caminhava a seu lado, disse-lhe: “Olharei a tua sombra se não quiseres que te olhe a ti”, e ele respondeu: “Quero estar onde estiver a minha sombra se lá é que estiverem os teus olhos”. Amávamo-nos e dizíamos palavras como estas, não apenas por serem belas e verdadeiras, se é possível serem uma coisa e outra ao mesmo tempo, mas porque pressentíamos que o tempo das sombras estava a chegar e era preciso que começássemos a acostumar-nos, ainda juntos, à escuridão da ausência definitiva. Vi Jesus ressuscitado e no primeiro momento julguei que aquele homem era o cuidador do jardim onde o túmulo se encontrava, mas hoje sei que não o verei nunca dos altares onde me puseram, por mais altos que eles sejam, por mais perto do céu que alcancem, por mais adornados de flores e olorosos de perfumes. A morte não foi o que nos separou, separou-nos para todo o sempre a eternidade. Naquele tempo, abraçados um ao outro, unidas pelo espírito e pela carne as nossas bocas, nem Jesus era então o que dele se proclamava, nem eu era o que de mim se escarnecia. Jesus, comigo, não foi o Filho de Deus, e eu, com ele, não fui a prostituta Maria de Magdala, fomos unicamente aquele homem e esta mulher, ambos estremecidos de amor e a quem o mundo rodeava como um abutre babado de sangue. Disseram alguns que Jesus havia expulsado sete demónios das minha entranhas, mas também isso não verdade. O que Jesus fez, sim, foi despertar os sete anjos que dentro da minha alma dormiam à espera de que ele me viesse pedir socorro: “Ajuda-me”. Foram os anjos que lhe curaram o pé, eles foram os que me guiaram as mãos trementes e limparam o pus da ferida, foram os que me puseram nos lábios a pergunta sem a qual Jesus não poderia ajudar-me a mim: “Sabes quem eu sou, o que faço, de que vivo”, e ele respondeu: “Sei”, “Não tiveste que olhar e ficaste a saber tudo”, disse eu, e ele respondeu: “Não sei nada”, e eu insisti: “Que sou prostituta”, “Isso sei”, “Que me deito com homens por dinheiro”, “Sim”, “Então sabes tudo de mim” e ele, com voz tranquila, como a lisa superfície de um lago murmurando, disse: “Sei só isso”. Então, eu ainda ignorava que ele fosse o filho de Deus, nem sequer imaginava que Deus quisesse ter um filho, mas, nesse instante, com a luz deslumbrante do entendimento pelo espírito, percebi que somente um verdadeiro Filho do Homem poderia ter pronunciado aquelas três palavras simples: “Sei só isso”. Ficámos a olhar um para o outro, nem tínhamos dado por que os anjos se tinham retirado já, e a partir dessa hora, pela palavra e pelo silêncio, pela noite e pelo dia, pelo sol e pela lua, pela presença e pela ausência, comecei a dizer a Jesus quem eu era, e ainda me faltava muito para chegar ao fundo de mim mesma quando o mataram. Sou Maria de Magdala e amei. Não há mais nada para dizer.

terça-feira, 21 de julho de 2009

BABOOSHKA



Decorria o ano civil de 1980 e terminava o lectivo. Estávamos, portanto, em finais de Junho ou início de Julho - falha-se-me já a memória - e as festas dos finalistas do 9º ano preparavam-se com o êxtase e empenhamento de quem não mais teria 14 anos. À Rita coube-lhe o playback da Kate Bush. Gótica como nunca, trajada de véus esvoaçantes, deambulava ao som da “Babooshka” pelo polivalente apinhado de malta compondo uma massa uniforme envolvida por aquela mística melodia. Chegara, enfim, o seu ansiado showtime e, em pura sintonia de gestos coreográficos, deu voz ao corpo agitando o dedo indicador no ar em semi-circulo e bamboleando as nádegas ao ritmo do “Tragedy”. Foi lindo de morrer! O espectáculo prosseguiu com um concerto da Adelaide Ferreira - her-self. A “Baby Suicida” fez as delícias das mentes perversas dos rapazotes e a noite entrou-nos alma adentro habitando as fantasias e os delírios juvenis! E a década de 80 lá fora à espreita!

domingo, 19 de julho de 2009

quinta-feira, 16 de julho de 2009

UM MIMO PARA MINIE



Presentinho de boas-vindas...

FILHOSES, CREPES E TRIPAS!











Só provando!!!


EXALTEMOS MORAL

“Eram quatro horas de uma tarde de Verão quando a equipa da Revista País Positivo foi ao encontro, na Fundição de Oeiras, de Isaltino Morais, Presidente da Câmara Municipal de Oeiras. O encontro deveu-se aquando das comemorações dos 250 anos do concelho e é indelével a doce forma como a autarquia se empenha em iniciativas como a que nos preparamos para assistir. Estamos à porta da Fundição de Oeiras, com Isaltino Morais preparado para nos fazer uma visita guiada por uma das maiores exposições jamais realizadas sobre um concelho: “Celebrar Oeiras – Passado, presente e futuro”. Entremos então…”

Neste romanceado artigo podemos ainda ler uma citação daquele Presidente. - “Winston Churchill costumava dizer que: «é sempre avisado olhar em frente, mas difícil é olhar para além do que se pode ver». Por mim concluo que Churchill teria gostado de viver em Oeiras. Eu gosto e muito.”

Pois, então não havia de gostar?! Até porque conseguiu a proeza de aprender a olhar para além do que se pode ver, por nós, os outros, aqueles que pautam a sua conduta social, política e económica por práticas honestas e à vista de todos os olhares.
Ele há gajos cá cuma lata!!!

quarta-feira, 15 de julho de 2009

NAO ESTOU CÁ PARA NINGUEM



Não me peçam para mostrar serviço porque não estou disponível para nada senão para uma boa massagem. Estou, no entanto, receptiva à visualização de CV’s em PowerPoint

terça-feira, 14 de julho de 2009

TAMBÉM TENHO ATAQUES DE SAUDADES



Claro que a música era outra, olháááá bolachinha americana...

AS GARAGENS DAS FERIAS GRANDES





Don't play that song for me
Cause it brings back memories

sábado, 11 de julho de 2009

sexta-feira, 10 de julho de 2009

DEVO ESTAR COM FEBRE

Apenas numa semana, o macabro bate várias vezes na mesma tecla e se ainda é possível ir até Guimarães para tentar ganhar um magnífico prémio, a oportunidade de ser sorteado para assistir ao funeral do MJ já passou. A menos que se repita a cerimónia ou... que tudo não tenha passado de uma operação de marketing e o artista continue vivinho da Silva! Uma ideia perturbadora com certeza, por isso, nada melhor que aproveitar o conselho do Funes e apanhar a gripe já, enquanto há tempo.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

ANTES DE CASTRIL, O CERTIMA!


Privada, antes de agendares a visita a Castril, sai para fora cá dentro e vem tomar um xiripiti ao 100stress. É só seguir sempre em frente pela rua do Carril, desembocas no CCB – Centro Cultural de Barrô, para os amigos "Titanic" e lá estarei à tua espera. Caso não possas despender do teu tempo precioso mandarei o nosso A7 para te recolher no Sá Carneiro. Enviarei à Ana a documentação necessária ao voo. Não te preocupes com o escaldão do encontro. Temos logo ali em baixo as águas do Cértima onde poderemos refrescar o corpo cálido da ardente ansiedade que o atormenta. Traz a Saphou! O Mestre já conhece mas se pedir muito deixa que vos acompanhe.


quarta-feira, 8 de julho de 2009

FUNES E SARAMAGO

"Algumas pessoas levam a vida à procura da infância que perderam. Creio que sou uma delas. " - José Saramago

Comecei a ler Saramago pelo “Evangelho Segundo Jesus Cristo”. Dos dezoito, salvo erro, romances seus publicados li sete. Espero, oportunamente, ler os restantes. Admiro-lhe o estilo. Há dias li um livro de Italo Calvino e estranhei o paralelismo estético que pude conferir entre ambos. Numa recente pesquisa sobre o segundo, constato que também este pertenceu ao Partido Comunista, desta feita, Italiano, tendo renunciado à filiação em 1957. Não faço ideia de quando o fez Saramago. Estranho a coincidência e acabo por recear a tendência para escritores de esquerda. Não por ter alguma coisa contra aquela ideologia mas unicamente por sempre tentar evitar o tendencialismo generalizado seja em que área for. Nos últimos tempos tenho mergulhado em Isabel Allende e, não obstante não lhe conhecer filiação política, todos sabemos que a sua obra é marcada essencialmente pela contestação à ditadura implantada no Chile em 1973 e que derrubou o Presidente Salvador Allende, primo de seu pai, também ele do partido comunista.

Mas não era sobre isto que eu pretendia falar mas sim sobre a auto-determinação que cada um de nós tem em escolher esta ou aquela terra para viver e sobre o direito que todos temos em coabitar com este ou aquele povo sob as demandas deste ou daquele governo, bem como de manisfestar, pela via que melhor nos convier, este ou aquele desagrado face aos comportamentos dos outros para connosco.
Tem-me feito alguma confusão mental o desprezo com que algumas pessoas, felizmente não tenho ouvido muitas, se referem a José Saramago. Achei uma certa graça a um texto que o Mestre Funes escreveu qualificando-o de rebelde oficial e exemplificando essa rebeldia com a questão que alegadamente Saramago terá retoricamente colocado - “Prémio Nobel, e depois?”.
O Mestre denuncia, assim, a falsa modéstia de Saramago acusando-o de não pretender senão provocar o exacto efeito contrário. Não querendo, de forma alguma, entrar em conflito ideológico com o Mestre, até porque sem falsa modéstia, perderia à primeira volta todos os meus suados feijões, gostaria de traçar um paralelo entre algum conteúdo do que escreveu sobre o nobel da literatura e o que escreveu sobre si mesmo neste post.

Citando Funes: “A blogosfera abunda em mediocridade. De um modo geral, "Funes, el memorioso" eleva-se um pouco acima dessa geral mediocridade. Este, este e este post formam mesmo um conjunto genial. Expliquei aqui porquê. Não espero que essa explicação convença muita gente. É-me indiferente. Eu sei que é um conjunto genial e orgulho-me dele.”; e ainda: “Não sou um escritor repentista. O pensamento e a forma não me saem à primeira. Escrevo, re-escrevo, risco, deito fora e começo de novo. Pertenço àquele grupo de literatos que, numa entrevista a um jornal literário, poria um ar pungente e superior, confessando ser senhor de uma escrita sofrida.” Em jeito de cereja no topo do bolo diz ainda: “Repito, a ver se percebem desta vez: os Vossos comentários são-me absolutamente indiferentes. Não alteram os meus estados de alma. Mas aceito dinheiro.”

Assim, de repente, parece que o Mestre adopta uma postura completamente oposta à delatada por si em relação a Saramago quando este pergunta: “prémio nobel, e depois?”. Quanto a mim, não passa de aparência porque na essência se um peca por propositada falsa modéstia ao ponto de provocar o desejado efeito contrário, o outro pecará por excesso de desprezo pelos potenciais premiadores da sua escrita, provocando de modo igual o desejado efeito contrário ao intrinsecamente presente na sua afirmação. Pela sua ordem de ideias, Mestre, e pelo meu entendimento não vejo diferênça entre os dois - Saramago e Funes.

Não me seria difícil entender se na primeira oportunidade e com a vantagem de não constar do seu curriculum nobel algum, o Mestre – escritor apenas - se pusesse a léguas dos seus conterrâneos leitores por quem nutre declarada indiferença e cujas críticas não alteram os seus estados de alma de literato não repentista de ar pungente e sofredor, senhor confesso de uma escrita sofrida a qualquer revista literária, ar esse antípoda ao ar superior e pedante, por si denunciado, de José Saramago - escritor consagrado e Nobel da literatura - auto declarado um português calado e discreto que um dia apareceu por Castril levado pela mão da pessoa a quem mais quer no mundo.