quarta-feira, 16 de setembro de 2009

QUE CIDADE É ESTA?


Habilitem-se a fabulosos prémios!

Pequena ajuda: Há gente brilhatosamente genuína.
Outra dica: YouTube.
Começa pela letra Q.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

UM POSSÍVEL DIÁLOGO

— Então, como correu a festa do leitão?
— Muito bem, comi um sushi delicioso.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

CANTIGA D'AMOR AO MESTRE

Andava eu pela casa do Mestre, remexendo gavetas e gavetinhas em busca de umas datas que agora não interessam nada, e encontro esta pérola. Regalem-se!

Saphou...
Viciado em derivado de papoila,
Funes foi parar à esquadra.
A guarda, uma forte moçoila
comeu-o na madrugada.
24/9/08 14:04

jorge c. disse...
Mas Funes não se ficou
E com a moral de que não prescinde
Mal a moça se chegou
Tapou-a com uma manta de Minde.
24/9/08 14:28

blimunda disse...
Algemado e em pelota
Clamava por piedade
A guarda afinal velhota
Enganara-o na idade.
24/9/08 14:34

João L. disse...
O comandante do posto chegou
A cena mal começado tinha
Enchendo o peito de ar bradou
Essa manta aí é minha
24/9/08 15:43

blimunda disse...
Ó sô guarda
Aqui d'el rei
Esta gaja não me larga
E eu sou um servo da lei.
24/9/08 16:18

jorge c. disse...
O comandante irritado
Da insubordinação não gostou
E vendo o memorioso ali deitado
Um chuto no cu lhe enfiou
24/9/08 16:22

blimunda disse...
El memorioso vexado
Por tão vil procedimento
Um auto de culpa lavrado
Outorgou ao Destacamento
24/9/08 16:39

João L. disse...
Se não me safo estou feito
Pensou Funes com os seus botões
E vendo o guarda ali a jeito
Agarrou-o pelos colarinhos
24/9/08 17:08

privada disse...
O comandante facista
Ao ver esta realidade
mandou enjaular o artista
pode desrespeito à autoridade
24/9/08 17:21

jorge c. disse...
E novamente por eles enganado
Funes já se mostrava irritado
Pela perfeição da fantasia
Do Guarda Manuel que afinal era Maria.
24/9/08 17:21

blimunda disse...
Protesto! Gritou impertinente
Ninguém me enjaula em vão
Não enrabei o Tenente
Nem tão pouco o Capitão
24/9/08 17:28

blimunda disse...
E o processo correu
P'los gabinetes do MAI
A contra-ordenação prescreveu
E o memorioso nem disse AI
24/9/08 17:55

Funes, o memorioso disse...
Mas que merda vem a ser esta,
Que não se respeita um vice-Deus?
Não importa que seja dia de festa;
Os delírios aqui só podem ser meus.
24/9/08 18:14

pbl disse...
E eu tapo o ouvidão
Mas não consigo cerrar as vistas
E das tripas faço coração
Para ler tantos artistas
24/9/08 19:03

THANKS TO GODMOTHER MAC



Andre Rieu

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

NÃO SE ABSTENHA, FAÇA-SE OUVIR!


A quem já tenha visto os anúncios publicitários que apelam ao voto nas eleições, peço ajuda para (des) classificar tal campanha. É que me faltam as palavras certas...

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

FOR YOU


Será o conhecimento uma razão para não precisar de olhar para o que se se sente. É possível que exista uma maior força do que a da alavanca levantando o mundo. O motor de busca encontra a Luz porque é mais denso do que todas as combinações alfabéticas. Os sonhos quando descodificados também crescem em números redondos. E a vida poderá ser repetida com maiores probabilidades. Encontros e idiomas já esquecidos. Somos das janelas sem lugar. Mas que se demoram na mesma paisagem. No mesmo silêncio murmurado. O que se se sente é que é a razão. E não há mais dúvida nem ciência: Sibilina é a amizade quando se basta.

sábado, 5 de setembro de 2009

MENINAS DO CÉRTIMA





É só adivinhar a qual das Cinderelas pertencem...

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Ai pá! Que foi? Foram cardos.

Boa noite. Eu sou a Manuela Moura Guedes e este NÃO é o Jornal Nacional.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Da Islândia


Num ímpeto súbito de nostalgia lusitana, tento com desespero encontrar El Corte Inglés mais próximo. A Saphou lança-me um olhar vulcânico no qual adivinho, apesar de tudo, uma total resignação. Podia pedir desculpa por ser tão provinciana, mas acho que não faria sentido.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

São flores, Senhor, são flores.

De caminho para o escritório passo num cruzamento rodoviário que junta duas partes da mesma freguesia trespassada pela estrada nacional nº 1 há já tantos anos que desisti de os somar e onde se têm perdido algumas vidas, sobretudo de peões. Há uns meses atrás, talvez um ano que o tempo não se faz rogado em voos nem tem limites de velocidade, as entidades tutelares da responsabilidade rodoviária da zona entenderam, sabe-se lá depois de quantas e quais manifestações populares, que o número de mortes que desconheço sabendo-se, no entanto, que é maior que um, portanto de boa medida, seria suficiente para finalmente plantar-se o equipamento semafórico respectivo no dito cruzamento. Bem, não é este o cerne da questão que me levou a ter vontade de escrever nem mesmo sei sequer se seria sobre alguma coisa já que o que me chamou a atenção terá sido uma manifestação pessoal que poderá significar de forma distinta de pessoa para pessoa.
Uma jarra de flores frescas, um boquet em forma de roda e umas quantas velas acesas embelezavam - se assim se pode chamar ao efeito que o conjunto produziu encostado ao sinal de sentido obrigatório - pela manhã o dito malfadado cruzamento. Estar-se-ia em pleno direito de dizer, caso se tratasse de outro tipo de artigos que não flores acompanhadas de velas, cobras e lagartos. Mas não. Eram mesmo flores, daí não ser de bom-tom dizer-se cobras e lagartos e outros seres rastejantes a preceito. O que eu não queria de forma alguma era maldizer os sentimentos de quem sente a morte de alguém próximo. Também não queria avaliar o quilate dos símbolos, pois se todos nós vivemos agarrados às mais variadas simbologias. Mas caramba! Flores encostadas a rochedos que deixaram escapar farpas mortais arrancadas do seu porto seguro por marés vivas demolidoras? No meio de cruzamentos ou eixos rodoviários que implacavelmente levam a vida dos nossos? Encostadas a gradeamentos que encerram mansões luxuriosas enlutadas ou jardins de zonas residenciais nas quais em vida se viu viver alguém que morreu? Pode até lavar a alma sofredora dos que cá choram as vidas que foram mas, para mim, serve muito melhor o comércio floricultor. Não há dor da perda de alguém querido que se possa amenizar com qualquer flor, palavra, missa ou sorriso. De nada servem os símbolos, a nada servem as flores senão, talvez, a embelezar a vaidade própria de nos sentirmos e mostrarmos infelizes.

Agora é a minha vez




Ferias - Mensagens e Imagens!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

E as colocações?

São, neste preciso momento, 0:38 do dia 28 de Agosto de 2009. Milhares de professores estão com os olhos pregados no site do Ministerio da Educação aguardando em desespero serem informados das suas sortes para o próximo ano lectivo. Muitos ficarão no desemprego e amargurarão a dor de não puderem continuar a pagar a prestação da casa e de se verem na obrigação de a entregar ao banco. Outros, outras dores terão. Serão os filhos a ficar para trás entregues aos cuidados sabe-se lá de quem. Logo se vê. E pegarão no carro e nas bugigangas e partirão à procura de mais uma terra desconhecida, longínqua. A corrida contra o tempo já começou. Há que arranjar alojamento, pagar fortunas por um quarto miserável com direito ao uso do fogão e do frigorífico e nem vale a pena pensar que este ano talvez o proprietário seja um contribuinte honesto e vos passe recibo de renda de casa. E, meu povo, cabeça erguida e sempre em frente que atrás vem gente.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Mázinha sou eu...

... que vos vou dizer, deixem-se de batatada e façam uma coisa útil, indo a esta página, fazendo parte de uma campanha que pretende fazer o maior barulho possível, para que os nossos veneráveis líderes resolvam tomar medidas eficientes na cimeira de Copenhaga sobre alterações climáticas em Dezembro, cujo tratado vai substituir o Protocolo de Quioto.

Esta campanha é levada a cabo por uma organização de várias ONG, incluindo a Oxfam, a Amnistia Internacional, a WWF, a Greenpeace, Avaaz, ONU, etc., e baseia-se no princípio de que a participação e pressão da sociedade civil sobre os governantes é essencial para que sejam tomadas medidas eficientes para mitigar os efeitos do aquecimento global. O nome da campanha é algo que poderia ser traduzido em português por tic-tac, uma contagem decrescente.

Vá lá, estas coisas podem funcionar. Por muito pequeno que seja o esforço, uma assinatura, um cartaz em Setembro, já é um esforço, melhor que nada.


(Este post vinha mais a propósito na minha bela adormecida, mas acho que lá já não tenho audiência. Hum... será que tenho aqui?)

Ai pobre de mim!

Desde que descobri que o jg tem o calcanhar na careca não perco uma oportunidade para dar uma tacada.

Que tristeza, ao contrário do que pensava, não sou assim tão boazinha.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Outro telegrama da Blimunda

estou com saudades stop
não posso mas estou com todos stop

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Mofina, e se a gente aproveitasse...

... o estar tudo ausente para fazer obras na casa?










Powered by Podbean.com



(Nota nº1: as obras começam ao 2º minuto e são todas feitas com a boca - aproveitando o mote da Mofina)
(Nota nº2: para quem se dê ao trabalho de ouvir a música toda e se pergunte a que propósito vem o tema da Missão Impossível lá pelo meio, o nome da peça é 'As Obras da Casa da Música', pelos Canto Nono)

Fantasia numa tarde de Verão

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

APELO APELATIVO


Pode ser das férias (pelas datas não me parece) mas todos os blogues que vou encontrando abriram “falência”. Que se passará? Falta de disponibilidades uns e de motivação outros... Seja como for, tenho mesmo pena é que o Cores da Terra tenha fechado portas ao tempo. Quantas assinaturas seriam precisas para dar corda ao relógio?

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

A REQUIEM FOR THE POST WAR DREAM



The Final Cut - Pink Floyd

O LP foi editado no Reino Unido em 21 de Março de 1983 e nos Estados Unidos em 2 de Abril. The Final Cut chegou a Nº 1 de vendas nas tabelas do Reino Unido e a Nº 6 nos Estados Unidos. Em 23 de Maio de 1983, The Final Cut chegou a disco de ouro e platina e em 31 de Janeiro de 1997 atingiu a dupla platina.Originalmente agendado para ser a banda sonora do filme da banda "The Wall", evoluiu para se tornar em mais um álbum conceitual, marchando contra a guerra e com o subtítulo de "A requiem for the post war dream" ("uma elegia para o sonho do pós-guerra").O álbum parece ser divido em duas histórias separadas que se intercalam.Uma parece ser a visão de Waters sobre os problemas do mundo actual (faixas 1, 5, 7, 9, 11, 12), muitas destas são sobre a Guerra das Malvinas e condenam Margaret Thatcher, Ronald Reagan e Menahem Begin, entre outros. Waters expõe também a sua visão do mundo e termina o álbum com um holocausto nuclear que ele teme poder vir a acontecer.Há também uma pequena história sobre a paranóia de um veterano da II Guerra Mundial (faixas 2, 4, 6 e 10) presumivelmente por ter estado envolvido no bombardeamento a Dresden. As canções também reportam as memórias de Waters sobre a guerra (Your possible pasts), culpando a escola pelos seus problemas (One of the Few, The Hero's Return), lamentando a sua vida (Paranoid eyes) e chegando quase ao suicídio (The final cut).“Not now John” foi editado em single (sendo o verso “fuck all that” dobrado para “stuff all that” e tendo no lado 2 uma versão mais comprida de “The Hero's Return”. Foi também feito um vídeo EP para acompanhamento de quatro das canções do álbum e realizado pelo (na altura) cunhado de Waters.Em 1986, o álbum foi editado em CD. Em 1994 foi reeditado com nova mistura digital. Para comemorar o 21º aniversário do lançamento foi editado em 19 de Março de 2004 com nova mistura e nova embalagem, contendo a faixa “When the tigers broke free”, anteriormente apenas acessível em single ou na banda sonora do Filme “The Wall”.

In: Wikipédia

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

O PONTO "!"

Quisera, um dia, ter veloz e escorreito débito de palavras capazes de exprimir pensamentos meus imunes à sua comunicação, indiferentes ao receptor e suas minudências interpretativas. Missão impossível esta, pois se nem os sinais gráficos destinados a pontuar a escrita estão isentos dos cataclismos da ab-rogação hodierna. Por muito que ensaiemos a fiel manutenção das cartilhas escolares apreendidas e daquilo que entendemos fazer parte integrante daquilo que somos - porque somos aquilo que aprendemos e nada mais - existe sempre uma voz por quem os sinos dobram, que nos ecoa no subconsciente depois de tomado o conhecimento dessas modernas abjecções desenhadas em propostas de lei escritas sem o uso do maléfico sinal, e que tarde ou cedo em lei se converterão. Segundo consta pelos papiros cibernautas e não só, enredos informativos à disposição de quem a tiver, o uso do ponto de exclamação no final de uma frase exclamativa denuncia o histerismo do escritor, ou melhor, daquele que junta letra após letra. Pasme-se. Melhor: Pasme-se! Li algures que esta sinalefa - “!” – se assemelha a qualquer coisa como um foguetório onde a exclamação é a intensidade dos pobres de espírito, como se as pessoas achassem que só são veementes quando desatam aos gritos e que a intensidade de uma frase não devia depender de instrumentos tão desajeitados . Ora, valham-me todos os deuses da escrita, presididos por Toth! Que conste, para que me não chamem histérica, que o ponto de exclamação que acabo de usar pretende tão só exprimir ironia, cumprindo, assim, a sua função. Sendo a pontuação um recurso que permite expressar, pelo uso de um conjunto sistematizado de sinais gráficos, na língua escrita, um conjunto de matizes rítmicas e melódicas características da língua falada, permitam-me que me interrogue: por que carga de águas haverei de me abster de os usar apenas porque um qualquer iluminado que, graças ao demolidor efeito do contágio por osmose do não-é-de-bom-tom, multiplica-se em inúmeros iluminados até se tornar lei, entendem que é de-mau-tom o uso do dito ponto de exclamação que tem tanto poder como o final, o de interrogação ou, ainda, da vírgula? Ainda bem que não é definitivo e irreversível o extermínio a que têm estado sujeitas as pessoas de bom senso e nem toda a gente embarca nestes festivais. Li, no seguimento da primeira leitura sobre a tal abjecção ao ponto de exclamação, esta frase interrogativa, com o devido ponto de interrogação no seu fim: Qual é a fórmula matemática do bom senso ? Pois bem, gostaria, também eu, de obter resposta a esta questão. Será que ainda podemos ter esperança na sua descoberta? Será assim tão problemático e de difícil trato o simples entendimento de que, a haver eventual dolo na interpretação das palavras inseridas ou não em frases devidamente ou não pontuadas, a culpa é da única e exclusiva responsabilidade do leitor. A existirem medos e pudores geradores de embaraços não deveriam estes deixar de ser apelidados de linguísticos para passarem a ser próprios, pessoais e intransmissíveis?

Quisera, um dia, ter veloz e escorreito débito de palavras capazes de exprimir pensamentos meus imunes à sua comunicação, indiferentes ao receptor e suas minudências interpretativas -Missão Impossível!

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

SILÊNCIO

Nenhuma ideia é imune à sua comunicação. Assim, abstenho-me da sua expressão neste e em qualquer outro lugar, nesta e em qualquer outra hora para que nenhum inexacto entendimento mine a sua verdade! Respiremos silêncio!

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

DE REGRESSO E EM GRANDE ESTILO



GOSTO DAS TUAS EXTENÇÕES DE CABELO, MAS AGORA PÁRA DE DESAFINAR QUE JÁ NEM TE POSSO OUVIR...

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

RESPIRAÇÃO DE PEIXE

Postar nesta altura não tem piada, queria ir embora, deixar a Quadratura para trás das costas, mas ir embora é uma maneira de ficar com os olhos calados e vazios. Se ao menos tivesse um rio que me fizesse rir e não o Cértima que está abafado debaixo de uma espécie de lodo muito verde e seco, tanto que podia virar o seu leito ao contrário como se fazem às claras batidas em castelo.

sábado, 1 de agosto de 2009

QUAL CONCURSO PÚBRICO?


Antes que a Blimunda dê por nada, vamos lá alcatroar a margem do Cértima. Privada, com o cilindro, faxfavor!

sexta-feira, 31 de julho de 2009

ESTRANHO MODO DE SER

Estranho modo de ser este que nos aglutina os sentidos e nos destina a existências que não conhecemos e, ainda assim, nos preenchem e nos entregam àquilo que sempre suspeitamos não ter perdido. Que vidas separadas são estas que tanto se tocam e se imiscuem nos seus mais recônditos jardins proibidos? Como se de nada se acurasse, cuida-se o sentimento, apartado pela distância euclidiana e, contudo, alcançável ao toque da mão que se estica procurando amparo e equilíbrio. Não poucas vezes me questiono sobre a sanidade deste querer, deste sentir. Sei que sou eu que assim me sinto, ainda assim, são eles que conseguem orvalhar a aridez da minha alma com a sua sabedoria e grandeza de espírito. A dor da solidão minorou-se quando me viram sem me olhar e pespegou-se-me a sede insaciável de lhes penetrar na vida que não tenho e que é deles mas que me doam como se doa um sorriso a uma criança. Sei que vos tenho enquanto me quiserem. Sei que sou vossa enquanto mo permitirem. Estarei convosco para onde fôr e ver-vos-ei na beira das estradas que palmilhar. Limparei as lágrimas que se soltarem sabendo que é vossa a dor que me acanha o peito mas levantarei os olhos sem demora porque sei que vos terei quando acordar.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

terça-feira, 28 de julho de 2009

AS PALAVRAS E OS HOMENS

Há uma frase que diz que as mulheres se distinguem pelo que fazem, os homens pelo que levam as mulheres a fazer. Se não for bem assim, passou, neste momento, a sê-lo, porque cada um faz das palavras aquilo que melhor lhe aprouver e beneficiar.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

O HOMEM QUE FOI TORNEIRO

Chamam provocação ao género insubmisso que teima em debater-se e contestar afirmações do tipo-“Uma fulana que dá umas quecas com quem lhe apetecer, pelas mais diversas razões que só a ela dizem respeito, é uma galdéria. Se os fulanos que alinharem com ela lhe derem uns trocos ou umas prendas, passa de galdéria a vaquita. Mas se assentar o rabo num estabelecimento para servir a clientela, passa a prostituta. Curiosamente se optar pela berma da estrada, é uma triste.” Eu chamo-lhe indignação!
Que moralidade é esta que nos venda os olhos como pala de asno e nos empossa de todo o poder de julgar e condenar. Que sabemos nós da vida, da razão ou da falta dela de indivíduos que se deitam ou não por esta ou por outra razão, para lhes adjudicarmos o título de galdéria, vadia, vaca maior ou menor ou ainda prostituta por assentar o rabo num estabelecimento e servir clientela. Julgo da maior oportunidade e de profícua acuidade a aclaração da significação dos termos “estabelecimento” e “clientela”. Para melhor nos situramos diria que assenta como luva de pelica ao termo “estabelecimento” a definição de acto ou efeito de estabelecer morada fixa. Talvez tudo se resuma a um código de regras mercantilistas pré-estabelecidas pelo “bicho social”. Dizem-me que uma mulher que se desprende do seu próprio corpo e o oferece em troca de benesses pecuniárias é uma prostitua enquanto que outra que faz exactamente o mesmo em troca da paz familiar é uma boa esposa. A mulher que se sujeita aos desmandos e violência física e psíquica do homem que supostamente a deveria proteger da maldade de outros homens, é uma prostituta que tem um proxeneta, a outra que faz exactamente o mesmo ao abrigo de uma “coisa” a que chamaram casamento e debaixo de outra a que alguém entendeu designar por “lar” é uma coitada sujeita à violência doméstica apensa ao estatuto do marido, que a todos confunde mas que todos aceitam cobardemente. É um problema de homens, diz Saramago, a quem algumas mentes eleitas e supra-inteligentes chamam “torneiro” como se “torneiro” fosse o maior dos nomes ultrajantes e insultuosos. Como se ser torneiro seja sinónimo de poucas faculdades mentais e espirituais. São estes homens que sem o menor dos pudores e com a mesma bitola tanto qualificam um ser humano de galdéria e vaquita como de torneiro que fazem o quórum dos tribunais das ruas e dos que se situam para lá dos portões de cada um de nós e, assim, autenticam todos os desvarios dos homens que pelo simples facto de o serem, são soberanos no juízo alheio. O mais risível destes comportamentos soberanos é a auto-complacência consigo mesmos porque, ainda assim, auto inocentam-se afirmando que não pretendem pregar qualquer moralidade. Eu diria que não pretendem porque entendem ser essa moralidade intrínseca a si mesmos e obvia aos outros e não terem que a pregar porque se não é perceptível é porque os outros são desprovidos da sua enormíssima e inatingível sabedoria.
Tudo isto tem a impotância que tem unicamente porque é um problema de homens. Em caso de não ser passível de perda total das glândulas do escroto para quem as tem, sugiro a leitura deste texto do homem que foi torneiro. Quem as não tem lerá, certamente, sem qualquer prurido ainda que não seja apreciadora do escritor nessa mesma qualidade ou ainda como homem.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

DA GENIALIDADE

De mim se há-de dizer que depois da morte de Jesus me arrependi do que chamavam os meus infames pecados de prostituta e me converti em penitente até ao fim da vida, e isso não é verdade. Subiram-me despida aos altares, coberta unicamente pela cabeleira que me desce até aos joelhos, com os seios murchos e a boca desdentada, e se é certo que os anos acabaram por ressequir a lisa tersura da minha pele, isso só sucedeu porque neste mundo nada pode prevalecer contra o tempo, não porque eu tivesse desprezado e ofendido o mesmo corpo que Jesus desejou e possuiu. Quem aquelas falsidades vier a dizer de mim nada sabe de amor. Deixei de ser prostituta no dia em que Jesus entrou na minha casa trazendo-me a ferida do seu pé para que eu a curasse, mas dessas obras humanas a que chamam pecados de luxúria não teria eu que me arrepender se foi como prostituta que o meu amado me conheceu e, tendo provado o meu corpo e sabido de que vivia, não me virou as costas. Quando diantes de todos os discípulos Jesus me beijava uma e muitas vezes, eles perguntaram-lhe porque me queria mais a mim que a eles, e Jesus respondeu: “A que se deve que eu não vos queira tanto como a ela?” Eles não souberam que dizer porque nunca seriam capazes de amar Jesus com o mesmo absoluto amor com que eu o amava. Depois de Lázaro ter morrido, o desgosto e a tristeza de Jesus foram tais que, uma noite, debaixo do lençol que tapava a nossa nudez, eu lhe disse: “Não posso alcançar-te onde estás porque te fechaste atrás de uma porta que não é para forças humanas”, e ele disse, queixa e gemido de animal que se escondeu para sofrer: “Ainda que não possas entrar, não te afastes de mim, tem-me sempre estendida a tua mão mesmo quando não puderes ver-me, se não o fizeres esquecer-me-ei da vida, ou ela me esquecerá”. E quando, alguns dias passados, Jesus foi reunir-se com os discípulos, eu, que caminhava a seu lado, disse-lhe: “Olharei a tua sombra se não quiseres que te olhe a ti”, e ele respondeu: “Quero estar onde estiver a minha sombra se lá é que estiverem os teus olhos”. Amávamo-nos e dizíamos palavras como estas, não apenas por serem belas e verdadeiras, se é possível serem uma coisa e outra ao mesmo tempo, mas porque pressentíamos que o tempo das sombras estava a chegar e era preciso que começássemos a acostumar-nos, ainda juntos, à escuridão da ausência definitiva. Vi Jesus ressuscitado e no primeiro momento julguei que aquele homem era o cuidador do jardim onde o túmulo se encontrava, mas hoje sei que não o verei nunca dos altares onde me puseram, por mais altos que eles sejam, por mais perto do céu que alcancem, por mais adornados de flores e olorosos de perfumes. A morte não foi o que nos separou, separou-nos para todo o sempre a eternidade. Naquele tempo, abraçados um ao outro, unidas pelo espírito e pela carne as nossas bocas, nem Jesus era então o que dele se proclamava, nem eu era o que de mim se escarnecia. Jesus, comigo, não foi o Filho de Deus, e eu, com ele, não fui a prostituta Maria de Magdala, fomos unicamente aquele homem e esta mulher, ambos estremecidos de amor e a quem o mundo rodeava como um abutre babado de sangue. Disseram alguns que Jesus havia expulsado sete demónios das minha entranhas, mas também isso não verdade. O que Jesus fez, sim, foi despertar os sete anjos que dentro da minha alma dormiam à espera de que ele me viesse pedir socorro: “Ajuda-me”. Foram os anjos que lhe curaram o pé, eles foram os que me guiaram as mãos trementes e limparam o pus da ferida, foram os que me puseram nos lábios a pergunta sem a qual Jesus não poderia ajudar-me a mim: “Sabes quem eu sou, o que faço, de que vivo”, e ele respondeu: “Sei”, “Não tiveste que olhar e ficaste a saber tudo”, disse eu, e ele respondeu: “Não sei nada”, e eu insisti: “Que sou prostituta”, “Isso sei”, “Que me deito com homens por dinheiro”, “Sim”, “Então sabes tudo de mim” e ele, com voz tranquila, como a lisa superfície de um lago murmurando, disse: “Sei só isso”. Então, eu ainda ignorava que ele fosse o filho de Deus, nem sequer imaginava que Deus quisesse ter um filho, mas, nesse instante, com a luz deslumbrante do entendimento pelo espírito, percebi que somente um verdadeiro Filho do Homem poderia ter pronunciado aquelas três palavras simples: “Sei só isso”. Ficámos a olhar um para o outro, nem tínhamos dado por que os anjos se tinham retirado já, e a partir dessa hora, pela palavra e pelo silêncio, pela noite e pelo dia, pelo sol e pela lua, pela presença e pela ausência, comecei a dizer a Jesus quem eu era, e ainda me faltava muito para chegar ao fundo de mim mesma quando o mataram. Sou Maria de Magdala e amei. Não há mais nada para dizer.

terça-feira, 21 de julho de 2009

BABOOSHKA



Decorria o ano civil de 1980 e terminava o lectivo. Estávamos, portanto, em finais de Junho ou início de Julho - falha-se-me já a memória - e as festas dos finalistas do 9º ano preparavam-se com o êxtase e empenhamento de quem não mais teria 14 anos. À Rita coube-lhe o playback da Kate Bush. Gótica como nunca, trajada de véus esvoaçantes, deambulava ao som da “Babooshka” pelo polivalente apinhado de malta compondo uma massa uniforme envolvida por aquela mística melodia. Chegara, enfim, o seu ansiado showtime e, em pura sintonia de gestos coreográficos, deu voz ao corpo agitando o dedo indicador no ar em semi-circulo e bamboleando as nádegas ao ritmo do “Tragedy”. Foi lindo de morrer! O espectáculo prosseguiu com um concerto da Adelaide Ferreira - her-self. A “Baby Suicida” fez as delícias das mentes perversas dos rapazotes e a noite entrou-nos alma adentro habitando as fantasias e os delírios juvenis! E a década de 80 lá fora à espreita!

domingo, 19 de julho de 2009

quinta-feira, 16 de julho de 2009

UM MIMO PARA MINIE



Presentinho de boas-vindas...

FILHOSES, CREPES E TRIPAS!











Só provando!!!


EXALTEMOS MORAL

“Eram quatro horas de uma tarde de Verão quando a equipa da Revista País Positivo foi ao encontro, na Fundição de Oeiras, de Isaltino Morais, Presidente da Câmara Municipal de Oeiras. O encontro deveu-se aquando das comemorações dos 250 anos do concelho e é indelével a doce forma como a autarquia se empenha em iniciativas como a que nos preparamos para assistir. Estamos à porta da Fundição de Oeiras, com Isaltino Morais preparado para nos fazer uma visita guiada por uma das maiores exposições jamais realizadas sobre um concelho: “Celebrar Oeiras – Passado, presente e futuro”. Entremos então…”

Neste romanceado artigo podemos ainda ler uma citação daquele Presidente. - “Winston Churchill costumava dizer que: «é sempre avisado olhar em frente, mas difícil é olhar para além do que se pode ver». Por mim concluo que Churchill teria gostado de viver em Oeiras. Eu gosto e muito.”

Pois, então não havia de gostar?! Até porque conseguiu a proeza de aprender a olhar para além do que se pode ver, por nós, os outros, aqueles que pautam a sua conduta social, política e económica por práticas honestas e à vista de todos os olhares.
Ele há gajos cá cuma lata!!!

quarta-feira, 15 de julho de 2009

NAO ESTOU CÁ PARA NINGUEM



Não me peçam para mostrar serviço porque não estou disponível para nada senão para uma boa massagem. Estou, no entanto, receptiva à visualização de CV’s em PowerPoint

terça-feira, 14 de julho de 2009

TAMBÉM TENHO ATAQUES DE SAUDADES



Claro que a música era outra, olháááá bolachinha americana...

AS GARAGENS DAS FERIAS GRANDES





Don't play that song for me
Cause it brings back memories

sábado, 11 de julho de 2009

sexta-feira, 10 de julho de 2009

DEVO ESTAR COM FEBRE

Apenas numa semana, o macabro bate várias vezes na mesma tecla e se ainda é possível ir até Guimarães para tentar ganhar um magnífico prémio, a oportunidade de ser sorteado para assistir ao funeral do MJ já passou. A menos que se repita a cerimónia ou... que tudo não tenha passado de uma operação de marketing e o artista continue vivinho da Silva! Uma ideia perturbadora com certeza, por isso, nada melhor que aproveitar o conselho do Funes e apanhar a gripe já, enquanto há tempo.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

ANTES DE CASTRIL, O CERTIMA!


Privada, antes de agendares a visita a Castril, sai para fora cá dentro e vem tomar um xiripiti ao 100stress. É só seguir sempre em frente pela rua do Carril, desembocas no CCB – Centro Cultural de Barrô, para os amigos "Titanic" e lá estarei à tua espera. Caso não possas despender do teu tempo precioso mandarei o nosso A7 para te recolher no Sá Carneiro. Enviarei à Ana a documentação necessária ao voo. Não te preocupes com o escaldão do encontro. Temos logo ali em baixo as águas do Cértima onde poderemos refrescar o corpo cálido da ardente ansiedade que o atormenta. Traz a Saphou! O Mestre já conhece mas se pedir muito deixa que vos acompanhe.


quarta-feira, 8 de julho de 2009

FUNES E SARAMAGO

"Algumas pessoas levam a vida à procura da infância que perderam. Creio que sou uma delas. " - José Saramago

Comecei a ler Saramago pelo “Evangelho Segundo Jesus Cristo”. Dos dezoito, salvo erro, romances seus publicados li sete. Espero, oportunamente, ler os restantes. Admiro-lhe o estilo. Há dias li um livro de Italo Calvino e estranhei o paralelismo estético que pude conferir entre ambos. Numa recente pesquisa sobre o segundo, constato que também este pertenceu ao Partido Comunista, desta feita, Italiano, tendo renunciado à filiação em 1957. Não faço ideia de quando o fez Saramago. Estranho a coincidência e acabo por recear a tendência para escritores de esquerda. Não por ter alguma coisa contra aquela ideologia mas unicamente por sempre tentar evitar o tendencialismo generalizado seja em que área for. Nos últimos tempos tenho mergulhado em Isabel Allende e, não obstante não lhe conhecer filiação política, todos sabemos que a sua obra é marcada essencialmente pela contestação à ditadura implantada no Chile em 1973 e que derrubou o Presidente Salvador Allende, primo de seu pai, também ele do partido comunista.

Mas não era sobre isto que eu pretendia falar mas sim sobre a auto-determinação que cada um de nós tem em escolher esta ou aquela terra para viver e sobre o direito que todos temos em coabitar com este ou aquele povo sob as demandas deste ou daquele governo, bem como de manisfestar, pela via que melhor nos convier, este ou aquele desagrado face aos comportamentos dos outros para connosco.
Tem-me feito alguma confusão mental o desprezo com que algumas pessoas, felizmente não tenho ouvido muitas, se referem a José Saramago. Achei uma certa graça a um texto que o Mestre Funes escreveu qualificando-o de rebelde oficial e exemplificando essa rebeldia com a questão que alegadamente Saramago terá retoricamente colocado - “Prémio Nobel, e depois?”.
O Mestre denuncia, assim, a falsa modéstia de Saramago acusando-o de não pretender senão provocar o exacto efeito contrário. Não querendo, de forma alguma, entrar em conflito ideológico com o Mestre, até porque sem falsa modéstia, perderia à primeira volta todos os meus suados feijões, gostaria de traçar um paralelo entre algum conteúdo do que escreveu sobre o nobel da literatura e o que escreveu sobre si mesmo neste post.

Citando Funes: “A blogosfera abunda em mediocridade. De um modo geral, "Funes, el memorioso" eleva-se um pouco acima dessa geral mediocridade. Este, este e este post formam mesmo um conjunto genial. Expliquei aqui porquê. Não espero que essa explicação convença muita gente. É-me indiferente. Eu sei que é um conjunto genial e orgulho-me dele.”; e ainda: “Não sou um escritor repentista. O pensamento e a forma não me saem à primeira. Escrevo, re-escrevo, risco, deito fora e começo de novo. Pertenço àquele grupo de literatos que, numa entrevista a um jornal literário, poria um ar pungente e superior, confessando ser senhor de uma escrita sofrida.” Em jeito de cereja no topo do bolo diz ainda: “Repito, a ver se percebem desta vez: os Vossos comentários são-me absolutamente indiferentes. Não alteram os meus estados de alma. Mas aceito dinheiro.”

Assim, de repente, parece que o Mestre adopta uma postura completamente oposta à delatada por si em relação a Saramago quando este pergunta: “prémio nobel, e depois?”. Quanto a mim, não passa de aparência porque na essência se um peca por propositada falsa modéstia ao ponto de provocar o desejado efeito contrário, o outro pecará por excesso de desprezo pelos potenciais premiadores da sua escrita, provocando de modo igual o desejado efeito contrário ao intrinsecamente presente na sua afirmação. Pela sua ordem de ideias, Mestre, e pelo meu entendimento não vejo diferênça entre os dois - Saramago e Funes.

Não me seria difícil entender se na primeira oportunidade e com a vantagem de não constar do seu curriculum nobel algum, o Mestre – escritor apenas - se pusesse a léguas dos seus conterrâneos leitores por quem nutre declarada indiferença e cujas críticas não alteram os seus estados de alma de literato não repentista de ar pungente e sofredor, senhor confesso de uma escrita sofrida a qualquer revista literária, ar esse antípoda ao ar superior e pedante, por si denunciado, de José Saramago - escritor consagrado e Nobel da literatura - auto declarado um português calado e discreto que um dia apareceu por Castril levado pela mão da pessoa a quem mais quer no mundo.

sábado, 4 de julho de 2009

NASCIDA A 4 DE JULHO




DD e os seus excepcionais predicados:

— Orelhas bonitinhas (acho... porque nunca reparei)
— Sobrinho que é um pão, um gato, um regalo prós olhos...
— Super-Sobrinha, fada do lar, da música e etc que até enerva...

— Filho mais querido do mundo!!!!!!!!

quinta-feira, 2 de julho de 2009

FELINAMENTE PERIGOSA

Estou capaz de arranhar ou matar alguém de tanta raiva que sinto. Perdi uns valentes minutos a escrever um texto interessante sobre a ocorrência felídea desta madrugada e o estupor do sistema foi-se abaixo levando a rasto todo o material criteriosamente selecionado para impressionar e divertir os meus fãs que clamam a minha presença.
Privada, porra pá, ainda não foi desta! E agora não sei quando terei de novo tempo!

domingo, 28 de junho de 2009

Home

Lembrei-me, a propósito da discussão sobre a morte do Michael Jackson, de trazer para aqui um filme fantástico que saiu no dia 5 de Junho, sobre a nossa relação com a Terra, a nossa casa, da qual que dependemos intrinsecamente, mas cuja dependência ignoramos largamente. Este filme, da autoria de Yann Arthus-Bertrand, autor das famosas fotos aéreas de paisagens de vários locais do planeta, não tem fins lucrativos e foi patrocinado por empresas ou marcas como a Fnac, a La Redoute, a Puma, o grupo Gucci, Balenciaga, etc. Embora para estas empresas seja uma questão de 'esverdear' a marca, o facto diz bastante sobre a importância dos assuntos que são discutidos no filme.

Com imagens belíssimas, mostra a forma como evoluiu a nossa relação com a terra, o ecossistema global do qual dependemos, como nos distanciámos dela no sentido em que deixámos de compreender essa relação, e as consequências do nosso modo de vida, resultando no estado actual de desequilíbrio ecológico grave. Mostra também como é urgente reverter este processo, e como isso depende da consciência, da vontade, e da acção de todos.

O filme é bastante longo, mais de uma hora e meia. No entanto pode perfeitamente ser visto por partes. Vejam, vale a pena. Não é mais uma questão 'dos ecologistas' é uma questão de todos nós. Da consciência do que é dito aqui, da capacidade que tivermos para agir, depende a sobrevivência da nossa civilização. Nada do que é dito no filme é ficção. É verdade que há processos de feedback negativo que até agora compensaram os desequilíbrios que fomos introduzindo, que em breve podem passar a feed back positivo, isto é, a acelerar o processo de aquecimento global sem possibilidades de reversão. Isso está cientificamente comprovado, e está a preocupar bastante a comunidade científica. É necessário que passe a preocupar a população em geral para que se comece a agir. E ainda há tempo para agir, mas começa a ser cada vez mais curto. O filme acaba precisamente com a mensagem de esperança, que ainda é possível. Mas 'é demasiado tarde para sermos pessimistas'

O que deixo aqui é o trailer, já que não é possível colocar o filme 'embebido'. O filme em português pode ser visto aqui. Para usufruir em pleno da beleza das imagens coloquem em HQ e ecrã completo. Vejam por favor, levem uma semana, um mês, mas vejam, mostrem aos vossos filhos, a quem tiver disposição para o ver. Vale a pena.



Filme Home em português.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

UNDER THE MOONLIGHT!

Nos muitos enredos desta vida que nos é dada sem que a solicitemos e que vamos sorvendo em cada preciosa gota de água de que é composto o oxigénio que nos sustenta o ser, o valor que temos é aquele que nos é atribuído pelo reconhecimento que os outros têm de nós, independentemente do valor pessoal que possamos intrinsecamente e genuinamente possuir.

Quando uma empresa reconhece a mais-valia de um empregado e o reconhece gratificando-o devidamente pelos serviços prestados, esse empregado tende a melhorar cada vez mais os seus serviços para que o mérito que lhe é reconhecido não seja frívolo e vão mas sim digno e duradouro.

Ser um ícone musical de uma geração não significa unicamente cantar bem. Significa que um incalculável número de pessoas acreditaram, sonharam e alimentaram as suas vidas com a vida de outra pessoa, elevando assim o valor da última aos píncaros do estrelato e do incomensurável mundo da fantástica e luxuosa vida a que quase todos nós, mortais humanos, haurimos. Um mundo capaz de proporcionar o inefável alívio da riqueza e do poder, válvulas benéficas para o esvaziamento de todas as mágoas, pesares e desgostos


Jimi Hendrix, Bob Marley, Janis Joplin, Jim Morrison, Elvis Presley, Elis Regina entre muitos outros cujos nome, neste momento, não consigo recordar não souberam estar à altura da estima que lhes foi adjudicada, auto-destruindo-se sem prévia permissão e ratificação daqueles que foram os seus fundíbulos para o êxito. Nenhum deles tinha o direito de o fazer, a nenhum deles posso inocentar e indultar o facto de terem abandonado aqueles que deles precisavam para se completarem.
Michael Jackson, encontrava-se há já algum tempo à porta do clube aguardando sinal para poder entrar. Passou a pertencer, desde ontem, ao inexorável clube.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

UM DESAFIO


Entrega-se a quem provar pertencer-lhe.

Em opção, há um magnífico prémio para quem provar que me pertence.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

EXTRA, NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA

Incrível, o SEA LIFE, recém inaugurado no Porto, acabou de ser vítima de vandalismo. Desapareceu um belíssimo atum do tanque central. Sabe-se já, pelas câmaras de videovigilancia, que o suspeito estará encapotado de escuteiro. Agradece-se a ajuda de quem tiver mais informações.

terça-feira, 23 de junho de 2009

O SOLE MIO!

Éramos sete casais num sabático almoço solarengo. Os elementos masculinos todos pertencentes à mesma instituição pública encarregam-se de não descurar da poluição sonora da sala. Como não podia deixar de ser até pela consistência organizacional, as conversas dominantes desembocavam sempre nos mesmos assuntos. A maioria das mulheres enfastiada com o tema que as persegue como se de epiderme se tratasse, sempre que acontece um destes encontros distancia-se e acanha-se em conversas menores sobre os seus empregos e assuntos levianos e corriqueiros de menor importância face a auto-proclamada magistralidade profissional dos seus maridos. Por abominar de forma hercúlea conversas revisteiras e tertúlias cor-de-rosa é frequente ver-me toda a tarde entre os homens. Devo dizer que o que ouvi pouco ou nada acrescentou ao meu conhecimento há já muito adquirido mas quando as mesmas palavras são proferidas por pessoas detentoras de saber de ciência feito os seus significados ganham outras dimensões. Um dos assuntos largamente debatido foi "Despesa e Orçamentos Públicos”. Não é difícil entender-se de que forma se pode delapidar os cofres de um país economicamente saudável. Enquanto a administração pública integrar nos seus quadros homens e mulheres desprovidos da consciência do bem colectivo e que por ser colectivo é de cada um de nós, homens e mulheres que recusem manusear os dinheiros públicos como se manuseassem a sua própria conta bancária, enquanto existirem homens e mulheres que, por ser público ou do Estado, entendem que é para esbanjar e dividir ilicitamente por baixo do pano, este país nunca avançará. Enquanto existirem homens e mulheres que não estranhem e viabilizem obras ratificando orçamentos de 20.000,00 euros para envernizar meia dúzia de portas de madeira, este país à beira mar plantado bem pode rezar ao Deus Sol Invictus ou ao seu homólogo Hélios para que ilumine o santo turismo nacional benfeitor e salvador das muitas crises presentes e futuras que este país nunca avançará!

"... acorda, S. João, acorda, que amanhã é o teu dia..."


[s+joao.jpg]





(Música: Toques do Caramulo, adaptação de música tradicional das abas serranas do Caramulo, pela D'orfeu.)

(Ah, e não percam o 'Povo que lavas no Rio Águeda')

Aviso à navegação: não ando por aqui hoje, mas se tudo tiver corrido como previsto, o blogger publicou um post agendado anteriormente. O traidor, que trata uns como filhos e outros como enteados.

Seja como for... divirtam-se.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

UM ABAFO DESTES!

Socoooooooooorro! Saphou, trate de lavar o carro que já não posso mais com este calor. Não há quem consiga trabalhar, nem blogar, nem falar, nem comer, nem...nada! Jasus!!!!!!

quinta-feira, 18 de junho de 2009

BLACK IS BLACK - LOS BRAVOS


BLACK IN BLACK - ACDC

ALÔ ALÔ BRAZIU!

Parece, se o pregrador neocounter não mentir, que os nossos irmãos e/ou irmãs (salvo seja) brasileiras nos têm visitado com alguma frequência diária. Como disso não tenho qualquer prova senão pelos algarismos apostos no quadradinho mal amanhado que se encontra do lado direito do quadratura, quero, desde já, deixar um caloroso abraço a todos esses amigos e docinhos com ou sem laçarote e convidá-los a fazerem-se notar com qualquer mensagem ou comentário. Serão sempre bem vindos! Gentche, nada di spame , viu!

quarta-feira, 17 de junho de 2009

EXECUTIVE GENIUS

Os directores, gestores e administradores das empresas devem ser compensados à medida da sua competência e dos resultados financeiros que derivam da sua actuação pessoal, directa ou indirectamente. Ok, nada de novo! Parece-me, no entanto, altamente discutível o valor que se deve pagar, sobretudo se se tiver em linha de conta o factor justiça, sendo certo que justiça não passa de um conceito abstracto e que de salário se pode ter uma percepção sensorial.
Quando uma empresa prospera a olhos vistos e apresenta lucros consideráveis, os primeiros e quase sempre únicos a serem agraciados pelo feito são esses mesmos directores, gestores e administradores. A graça, na maioria dos casos das grandes empresas como a Bristish Airways, traduz-se em somas avultadas e incompreensíveis para um trabalhador médio.
Quando o processo se inverte, os mesmos directores, gestores e administradores, a quem são pagas somas escandalosas, desprendem-se de todo e qualquer pudor moral, puxam dos seus galões de executivos e tentam mostrar mais serviço do "bom" daí resultando o conhecimento público de propostas indecentes feitas àqueles que têm que se amanhar com um ou dois míseros salários mínimos, para que deles abdiquem em proveito dos esvaziados cofres da empresa, vá-se lá saber porquê ou por quem.
Pois pronto, apetece-me rir, sei lá! Está bem que o génio deu o exemplo e já informou os milhares de trabalhadores que auferem um ou dois salários mínimos que também abdicará do seu. Digno de registo, sem dúvida! Este senhor de nome Willie Walsh é um verdadeiro altruísta e eu quando for grande quero ser como ele e dar-me ao luxo de abdicar de um mês do meu salário de cerca de 70 mil euros. Já se fosse trabalhadora média da BA e me propusessem abdicar do meu ordenado de valor equivalente a um ou dois salários mínimos, do qual depende o religioso cumprimento das obrigações a que mensalmente sou chamada a cumprir, mandava este génio da direcção executiva da BA para a sua mother fucker! (Não asssenta tão bem como para a puta que o pariu mas acontece que o gajo é beef e podia não apanhar à primeira)

terça-feira, 16 de junho de 2009

hã?!!!!!



Loja de rebuçados

ESCOLHAM VOCES O TITULO!

Hoje é dia de postar docinhos, uns descascados outros com casca! O meu docinho eleito é, evidentemente, o da Saphou. Por acaso também achei graça ao burro do Sr. Carvalho mas a dormência letárgica da moçoila exibindo os ovos estrelados ao léu faz-me uma certa confusão e fujo de lá porque tenho medo do contágio. Pensei que já não dou sinais de vida há uns dias. Talvez não seja pior mostrar que ainda bulo. Acho que vou arranjar uma gaja, salvo seja, bem boa, melhor que a deles e vou postá-la. Não demorou muito o quebranto – Ora bolas, não posso! É que eu, cheiinha de ciúmes do Capitão que tem uma ajudanta, resolvi arranjar uma para mim também. Mas é claro que sim, seus totós! Uma ajudante mas do sexo masculino ora! Não posso pôr-me a sacar gajas nuas da net que o puto está sempre de olho e o que é que o miúdo vai pensar?!! Ainda me acusam de coisas estranhas e tal! Não, não posso! Alguma coisa se arranjará! Boa! Será mesmo a casinha às avessas! Um docinho a quem primeiro disser onde se situa!

terça-feira, 9 de junho de 2009

SEXO E AMOR!

SÁBIO CIDADÃO COMUM!

Vamos lá a ver se nos entendemos! Há pessoas difíceis de entender ou talvez não sejam senão pessoas que primam pela incongruência de valores e opiniões. Ou, quem sabe, são pessoas que avaliam de acordo com o que melhor lhes convêm. Senão vejamos: quando os professores se manifestam por discordarem da apresentação de objectivos individuais e da avaliação de desempenho impostas pelo actual ministério da educação, não passam de uma corja de malandros que não quer é trabalhar, e que não se digna exercer as funções para as quais o Estado as contratou. Se os agentes de autoridade, mais conhecidos pelo cidadão comum como “polícias”, exercem e cumprem as funções para as quais o ministério da administração interna do mesmo Estado os contratou, não passam de uma corja de parasitas sociais que nada produzem, a menos que se estabeleça que passar multas é produzir. Restará ao cidadão comum saber que, se aqueles “parasitas” não produzirem seja por uma ou por outra via, têm os senhores “polícias” dos “polícias” à coca com a apresentação de objectivos individuais e colectivos e respectiva avaliação de desempenho com as devidas e inerentes consequências. E nem passa pela cabeça do cidadão comum quais serão! Como nos é fácil, a nós - cidadão comum - avaliar com a maior das celeridades o mérito com que determinados empregados da função pública, especialmente aqueles por quem nutrimos ódios de estimação, exercem as suas funções, ainda que não tenhamos a menor noção dos requisitos necessários e imprescindíveis para que tal avaliação possa ter algum fundamento ou qualquer crédito.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

COME A PAPA PAULINHO COME A PAPA!

E não é que o "puto" tomou as palavras do ministro à letra e deu de comer papa maizena à fartazana! Agora já lhes olha os calcanhares de alto! E um dia da caça, outro do caçador!

sexta-feira, 5 de junho de 2009

E AUTORIDADE MORAL?

Consta que terá afirmado que o governo não pode ceder às exigências dos professores, devendo antes abrir processos disciplinares a todos aqueles que ponham em causa a concretização da avaliação dos docentes tal como foi congeminada pelo Ministério da Educação? E autoridade moral, Senhor Professor?

quinta-feira, 4 de junho de 2009

UMA COISA QUE ÀS VEZES SABE TÃO BEM

Ai, ai, ai, ai que estou tão mal. Tenho o mail desengonçado. Sou tão infortunada.

IS TODAY THOR'S DAY?

Descia a rua empunhando o Mjolnir que o papá Odinot lhe havia oferecido. Ao virar a esquina da Caixa Geral de Depósitos para a Eugénio Ribeiro deu de fuças com o publicitário mais famoso da cidade. Perscrutando-lhe a figura de alto a baixo, o alto para o baixo, e com voz rouca, mais para o sensualibidinoso, questionou-o - Olha lá ó minorca, quéssa merda de andares a comer mais do eu? Quero saber onde é que está a vaca que me é destinada comer no dia de hoje! Acabrunhado pelo vulto que se erguia uns palmos acima do normal e de porte megagigantado pela penumbra respondeu baixinho. – Poderoso Tórpit tende piedade! Eu não a comi e perdi-a de vista. Se me deixar dar uma volta nas esplanadas da praça do município garanto-lhe que, a esta hora, sou gajo para lhe arranjar uma manada. Mas só depois da corrida de galgos de Fiães. Ouvi dizer que vai estar lá a Angelina Joli!

quarta-feira, 3 de junho de 2009

RICO

Não era um rapaz atraente, ainda hoje o não é, verdade seja dita. Para o baixote, muito aquém do Francisco que na altura fazia as delícias das “meninas-bem” da cidade quando ia para o parque jogar ténis. Calado o suficiente para não dar nas vistas, metido consigo mesmo sentava-se dois lugares atrás de mim na fila situada mais à direita. Do meu lugar não era difícil visionar a aplicação extremosa que dedicava à preparação das bolinhas de papel que atirava aos colegas. Na aula de Inglês brilhou imitando Kevin Currie quando aprendemos os tempos verbais entoando “The logical Song” dos Supertramp. Nunca se fez rogado ao croissant com fiambre que a pretexto de ter que ir à casa de banho porque não se aguentava mais, um de nós comprava no bar à-vez-à-vez. Nas aulas de filosofia era aplicado e não tirava os olhos da professora, aliás como os restantes alunos machos. Era um pedaço de professora! Boa como o milho e ainda por cima loira. Não tenho ideia de que fosse burra. Acho que não era. Eu era boa a filosofia. Quando, no 11º ano, visitámos o museu de arte antiga e eu, graças à feijoada da minha tia, vomitei os encerados todos, foi um tipo porreiro e fez-me o grande favor de não me deixar em paz o resto do dia. Não me lembro se tinha boas notas a jornalismo mas regra geral era um aluno mediano. Acabou-se o liceu e perdi-lhe o rasto, como perdi o da maioria dos colegas dos meus 10 e 11º ano no Liceu José Estevão. Fiquei boquiaberta quando, uns anos mais tarde, o vi a fazer uma reportagem na Sic. Caramba, pá! O Carlos Rico seguiu jornalismo e está na Sic!

SAPHOU SOPHRIDA



Sometimes - Reamonn


São vezes demais as vezes em que a voz nos grita de dentro
Mentiras que sonhos esmagam em céus incandescentes
Devaneios implorados, concedidos, desmedidos, trucidados
Semeados em desnudas mentes condoídas do mais bravio desalento

São vezes de menos as vezes em que a voz nos grita por dentro
Palavras que elevam a força e joelhos aprumam estoicamente
Olhos descrentes nos olhos de quem vilmente nos mente
Vida assim suplicada é vida amargurada e o sonho é a quem pertence

Fonte de Inspiração: "Saphou Sophrida".

terça-feira, 2 de junho de 2009

A DESORDEM DA ORDEM!

Como ditam as leis dos antepassados duas Comissões do Judas - Lugar de Baixo e Lugar de cima da Freguesia de Travassô no Concelho de Águeda - enfrentam-se no adro da igreja fazendo fortes critica a muitos dos comportamentos das pessoas da aldeia. É usando da palavra de forma sarcástica e levando o público ao riso durante as acusações de ambos os lugares que são expostas publicamente factos da vida reservada de cada individuo ou grupo. O Judas é queimado em praça pública depois de lido o missal de criticas à comunidade e da tradicional leitura do Testamento, onde todos os solteiros da freguesia recebem a "herança" devida e advinda dos “podres” e as “carecas” são descobertas e alvo de paródia e sátira. Dois palcos de grandes dimensões servem de base a todo este teatro onde os sócios de cada comissão assumem as personagens como sendo a sua própria pele e dão vida aos mais ridículos fantoches.

Ontem, achei-me a assistir à “Queima do Judas” de Travassô, durante o programa “Prós e Contras”. Estava lá tudo: o palco, o judas, os juízes acusadores e até os bois. A cada emissão do programa que assisto mais me convenço que também este é para eliminar da minha ínfima lista “programas televisivos que merecem a pena”.

É, para mim, deplorável assistir ao “lavar de roupa suja” e ao exibir de vaidades e orgulhos do bem feito por mim simultâneo ao equivalente apontar de dedo do mal feito por ti e do até comungo das tuas razões mas di-lo-ia de forma mais eloquente e diplomática e não da forma arruaceira e grosseira que o dizes, em praça pública e seja em que contexto fôr.

Independentemente das razões que possam eventualmente assistir a qualquer um dos advogados intervenientes, quanto a mim, perderam toda a razão quando aceitaram participar num programa televisivo com propósitos de enxovalho e de aumento de audiências, para debater a actual situação da sua Ordem. Se o intuito foi credibilizar a idoneidade da classe presumivelmente destruída ou ferida de morte pelo seu Bastonário, não atingiram o objectivo a que se propuseram.

Pergunto-me como poderemos nós, cidadãos dependentes da capacidade de defesa de homens que não têm inteligência nem aptidão para se defenderem dos ataques dos seus pares em sede própria, colocar as nossas vidas nas suas mãos inábeis e incapazes?

segunda-feira, 1 de junho de 2009

SOU MESMA PARVA

Em poucos mais de dez quilómetros, fico com a sensação de que os outdoors só me pedem para votar nos candidatos que mais lata têm para irem mendigar / sorripar fundos europeus.

E eu a julgar que a união dos países comunitários tinha como objectivo fundamental o esforço conjunto para um mundo melhor.

DIA 1 DE JUNHO!

Quando Fernando sétimo usava paletó
Quando Fernando sétimo usava paletó
Quando Fernando sétimo usava paletó
Paletó! Usava paletó!

Quanda Farnada sátama asava palatá
Quanda Farnada sátama asava palatá
Quanda Farnada sátama asava palatá
Palatá! Asava palatá!

Quende Fernende séteme eseve peleté
Quende Fernende séteme eseve peleté
Quende Fernende séteme eseve peleté
Peleté! Eseve peleté!

Quindi Firnindi sitimi isivi piliti
Quindi Firnindi sitimi isivi piliti
Quindi Firnindi sitimi isivi piliti
Piliti! Isivi piliti!

Quondo Fornondo sotomo osovo polotó
Quondo Fornondo sotomo osovo polotó
Quondo Fornondo sotomo osovo polotó
Polotó! Osovo polotó!

Qundu Furnundu sutumu usuvu pulutu
Qundu Furnundu sutumu usuvu pulutu
Qundu Furnundu sutumu usuvu pulutu
Pulutu! Usuvu pulutu!

O CORPO

O corpo é uma farda! O corpo é milícia armada! O corpo é acção violenta! O corpo é reivindicação de poder! O corpo está em guerra! O corpo afirma-se como sujeito! O corpo é um fim e não um meio! O corpo significa! Comunica! Grita! Contesta! Subverte!
"Se Numa Noite de Inverno Um Viajante" - Italo Calvino
Ou não!

sexta-feira, 29 de maio de 2009

SEXPEXTAPA-FEIPEIRAPA!

Hopojepe épé sexpextapa-feipeirapa epe eupeu espestoupou cheipeiapa depe traprabapolhopo, copomomo empem topodaspas as sexpextaspas-feipeirapa. Nãopão tepenhopo tempempopo paparapa vospos apatupurarpar. Maispais tarpardepe talpalvezpez volpoltepe paparapa vospos darpar umpum beipeijipinhopo.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

A BOSTA DE VACA, SEU ATÍLIO

NUVEM PASSAGEIRA?!



Eh pá, às vezes basta uma música assim para nos devolver à idade da inocência e ter vontade de defecar em todo quanto seja sanfona, pandilha ou bisbórria!

Eu sou nuvem passageira
Que com o vento se vai
Eu sou como um cristal bonito
Que se quebra quando cai

Não adianta escrever meu nome numa pedra
Pois essa pedra em pó vai se transformar
Você não vê que a vida corre contra o tempo
Sou um castelo de areia na beira do mar

A lua cheia convida para um longo beijo
Mas o relógio te cobra o dia de amanhã
Estou sozinho, perdido e louco no meu leito
E a namorada analisada por sobre o divã

Por isso agora o que eu quero é dançar na chuva
Não quero nem saber de me fazer ou me matar
Eu vou deixar em dia a vida e a minha energia
Sou um castelo de areia na beira do mar.

GRANDE BISBÓRRIA

Ora pois então!Agora que o homem recuperou a memória, agora que a corrida estoirou e os animais se lançam num esforço, agora que todos eles aplaudem a violência em jogo, agora que eles picam os cavalos violando todas as leis, agora que eles passam ao assalto e fazem-no por qualquer preço, já tudo são confissões e apontar de dedos. E o que até agora não poderia ter sido de forma alguma evitado pela entidade fiscalizadora, subitamente manifestou-se como uma falha do Banco de Portugal na pessoa do seu Governador. Parece-me que não poderiam ter escolhido melhor nome para o anunciar - Sanfona! Grande pandilha!

quarta-feira, 27 de maio de 2009

VI CLARAMENTO VISTO

É do conhecimento geral, pelo menos daqueles que têm obrigação de estar devidamente informados, que para se conseguir legalmente um visto internacional é necessário e imprescindível uma carta convite de uma qualquer entidade, autenticada e avalisada pelo serviço de imigração do país terceiro que se queira visitar, classe de país a que pertencem todos os que não fazem parte do Espaço Schengen mas não forçosamente pertencentes ao denominado terceiro mundo. Pronto, não foi enviado atempadamente. Qual é a espiga? É só uma ineficiência administrativa ou incompetência dos intervenientes na tal viagem ao circo, mais nada! Não! Não se trata de uma ofensiva a leste com intuitos políticos conflituosos capazes de despoletar uma guerra entre os países envolvidos no circo. Vamos lá a sossegar o facho, pessoal! Ainda não é desta que vamos pôr as nossas FA a fazer pela vida rentabilizando os 51,5 milhões investidos nos 37 Leopards 2 A6!

segunda-feira, 25 de maio de 2009

FRASE DO DIA II

O aspecto em que a cópula e a leitura mais se parecem é que dentro delas se abrem tempos e espaços diferentes do tempo e do espaço medíveis.

FRASE DO DIA

Ninguém é insubstituível, mas uns são mais insubstituíveis do que outros.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

EU CONFESSO!

Quando a mente é assolada pelo vácuo e parece impossível discorrer sobre o que quer que seja, todos os temas se apresentam de exíguo valor. Não obstante ter como princípio nada dizer quando não sei o que dizer, a vontade irreprimível de estar com eles vence e as palavras vão saindo contrafeitas. Hoje nada direi senão que já não sei estar sem a sábia loquacidade do Mestre, a atrevida jocosidade do JG, a heróica vida-poesia da Mofina, o espirituoso criticismo da Saphou, o cartesiano cepticismo da Mac, a jubilosa constância do Privada, a virtual presença da DD, e a eco poesia da Teresa. Confesso que os tenho entranhados, na medida em que o podem estar.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

INDIGNAÇÃO OU HIPOCRISIA?

É peremptório e de ciência feita, o conhecimento de que há bons e maus elementos em todas as profissões. Quando a falta de profissionalismo ou de competência se verifica em funções que lidam directamente com a vida do ser humano, as consequências podem ser mais graves. Sou de opinião que a execução desses ofícios deve ser cuidadosamente vigiada e, em caso de sinais adversos aos expectáveis ou de comprovado erro, sejam tomadas as devidas e justas providências no sentido do erro ser reparado.
Quando há um caso ou outro que, seja pelo motivo que for, assola de forma persistente, irritante e abusiva os meios de comunicação social, evito fazer comentários por entender que fazendo-os, serei mais um dos muitos ecos a acidular o que já de si é suficientemente corrosivo.
Hoje suspendo a minha tendência apenas para dizer que, e sem ser nada de novo, estou farta deste plasmar da consciência colectiva pela comunicação social. É que o barro de que, segundo os santos evangelhos, todos nós somos feitos deixa-se moldar de forma repugnante e embarga na arca da hipocrisia e do fait-divers social sempre que um caso destes acontece.
A professora de quem se fala da EB Sá Couto de Espinho é manifestamente uma pessoa mal formada, mal-educada e de má índole. Dificilmente sairia deste ser humano uma boa professora. Esta minha conclusão advém da audição dos registos que foram expostos publicamente e que o país inteiro já teve oportunidade de ouvir. A senhora falhou como professora, ou seja como formadora académica e educadora de crianças ou jovens. Cabe às entidades competentes averiguar se a situação foi pontual ou é se é recorrente e tomar as devidas e adequadas providências. E sê-lo-á feito, não tenho a menor dúvida.
O que me causa náuseas neste processo todo, além do já citado circo das televisões e jornais, é o festival de entendidos pareceres de psicólogos e pedopsiquiatras que têm acorrido aos media e que, pelos vistos, segundo os mesmos noticiaram, estão já a assistir os adolescentes atacados pela presumível insanidade da docente e tratando os eventuais presentes e futuros traumas provocados pelo ataque. Ora, tenhamos santa paciência! Ter-me-á faltado algum pormenor? Terá a senhora abusado sexualmente ou violado algum deles? Será possível que a hipocrisia que conduz as pessoas a toda esta euforia lhes tolhe o raciocínio para que não vejam que estes adolescentes estão cansados de percorrer todos os sites de sexo que lhe são permitidos pelos agora indignados pais e restantes educadores, ou seja, por todos nós. Que o vernáculo é uso corrente no seu dia-a-dia incluindo com os pais e que palavras como íman, sonhos molhados, virgindade, linguado são flores nas suas conversas? É grave a atitude da professora? É, errou como docente. Deve ser punida? Com certeza que deve. Agora daí até vitimizarem os adolescentes de forma a carregarem com eles ao colo até a um gabinete de psicologia e etiquetarem a professora como a “Nova Monstra de Espinho”, haja santa paciência! Não tenho a menor pachorra para a hipocrisia.

MY NAME IS FREE

terça-feira, 19 de maio de 2009

ENSAIANDO O CONCRETISMO



mama
ama
ma
a
mana
ana
na
a
mama
ama
ma
a
mama


mama ama ma a mana ana na a mama

D.SEBASTIÃO VOLTARÁ OU NÃO?!

Reza a história que quando Salazar disse ao então ministro do Ultramar que era preciso mudar de política ultramarina, Adriano Moreira respondeu que o que era preciso era mudar de ministro. Agora diz que não é preciso mudar de governo mas sim de povo.
Não me é difícil entender o que o Professor pretende dizer com esta afirmação e que vem de encontro ao que tenho dito. O problema não está em ser-se rosa, laranja, vermelho ou até de todas as cores do arco-íris. O problema está na mentalidade deste povo que mente, que defrauda, que não pensa senão no próprio bem em detrimento do bem comum. E é deste povo que saem os governantes. Todos nós sabemos que esta é a regra do jogo assim como todos nós sabemos que dificilmente mudará. Talvez, quem sabe, num dia de nevoeiro!

segunda-feira, 18 de maio de 2009

COM OU SEM SENTIDO!

E se eu desatasse a escrever palavras umas seguidas das outras?

"Cansaço apneia desfocagem maleita frio bloqueio geral sonolência persistente tempo que não pára inutilmente usado fará falta estudar filhos casa jardim sol quente paredes gélidas razão de ser suspiro ansiedade fúria perorar debrum auto-compassivo fintar pancadas desvairadamente solto vapor em tom monocórdico irreprimível subterfúgios linguísticos".

Faria algum sentido?