sábado, 21 de fevereiro de 2009

Apanha-se mais depressa um coxo

Detesto desafios. Quando me lançam um, despacho-o logo, e nisso emprego um esforço inexistente no resto das tarefas de que sou incumbida.
Só é pena este jogo dar direito apenas a 3 mentiras contra 6 verdades. Não se pode negociar?
Um alerta: o que é verdade hoje pode mudar amanhã ou antes.


Então aí vai - parte III:

1. Nunca saio de casa sem me perfumar.
2. Sou tão teimosa que não consigo dar razão a mim própria.
3. Quanto tinha 19 anos encontrei um preservativo à beira-mar e usei-o para guardar conquilhas, pensando que era um saco plástico.
4. O meu 1º acidente de viação foi com uma Puch subtraída sem licença, numas férias de Verão; passei a temporada no Algarve com camisolas de Inverno para esconder da minha mãe as cicatrizes.
5. Sou psicóloga.
6. Na minha Queima das Fitas caí do carro alegórico, tal era a carroça.
7. Nunca sofri amizades defraudadas.
8. Sonho em ganhar no euromilhões.
9. Sou viciada em livros e em cigarros. Leio os primeiros e fumo os segundos - nada de confusões.


Mofina, só faltas tu da Quadratura. Aposto que não consegues dizer uma única verdade.

Mentirosa, eu?!

A Blimunda, que faltou ao encontro das bruxas alegando andar farta de gente desgrenhada e mal cheirosa, vem agora dizer que nos quer conhecer melhor. Descrevam-se, diz ela, mas só têm direito a três mentiras.

Então aí vai:

  1. Nunca digo mentiras.
  2. Nunca quebro as regras estabelecidas.
  3. Nunca dou seguimento a correntes da net.
  4. Nunca apanhei uma bebedeira.
  5. Consigo tocar com o dedo grande do pé na ponta do nariz.
  6. Frequentemente saio do trabalho toda suja de terra (jardineira, né).
  7. Gosto de tirar fotos (esta é uma grande novidade).
  8. O meu autor favorito é Herman Hesse (esta foi para dar um toque erudito à coisa)
  9. Ando a gastar demasiado tempo na net.

Por isso fui. Nove de vocês, que passam por aqui, façam o favor de dar seguimento a isto, assim mandam as regras.

Bom fim de semana, para as minhas companheiras, e para quem por aqui passa.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

SERMAO DE S.PINOQUIO AOS PEIXES

Corre sibilinamente entre os peixinhos do Cértima, que ouviram por entre marulhos, dos peixinhos do Águeda, que por sua vez ouviram dos peixinhos do Vouga, a notícia de que S. Pinóquio rondará as margens deste último a curto prazo, tendo-se até já posto a caminho. Dª Monstra, a Baleia, uma papona irregenerável e avara, terá alegadamente deglutido a Solução para a Crise como moeda de troca pela vida de seu tio Gepeto. S. Pinóquio virá corajoso e armado de eloquência e arrojo, como sempre, até ao seu esconderijo, calcula-se algures acima do Poço de S. Tiago para, a título de mais um sermão aos peixinhos, aproveitar a oportunidade para atirar-se à monstra e assim salvar a Solução. O Grilo falante, sempre consciencioso, foi avisando-o sem, no entanto, colher daí qualquer resultado – S. Pinóquio tenha cuidado, os peixinhos não são confiáveis e estão muito descontentes. Mas ele não faz caso e, como um menino valente e santo, virá sem dúvidas, sem medos, sempre de arma em riste e não se deixando intimidar por coisa alguma. – Eles que nem pensem que conseguirão demover-me dos meus propósitos. Encontrarei D. Monstra e arrancar-lhe-ei ainda que da amálgama das suas vísceras, a maldita Solução. E aí vem, escoltada por um grande grupo de meninos que conseguiram a custo safar-se à transformação total em burros, hasteando as suas orelhas e os seus rabos típicos de quem comete maldades umas atrás das outras mas nem assim se dignam baixar cachimbo. O distrito está em polvorosa: S. Pinóquio e a sua trupe estarão área. Peixinhos do Cértima, camaradas vizinhos e amigos – Alerta! Organizem-se, porra!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

AQUILO QUE O DO SEMÁFORO QUERIA DIZER À BLIMUNDA

"És como um helicóptero. Gira e boa.”

BLIMUNDA A DALTONICA

Ninguém à minha frente, apenas um semáforo. Não estava em mudança de cor. A cor já estava estável quando me aproximei reduzindo a velocidade com a calma e a serenidade que a operação requer. Ouvi uma buzinadela longínqua apesar de ter saído da viatura que me antecedia. Não pensei em nada. Segunda buzinadela e olho pelo retrovisor resmungando com os meus botões - Mas que raio quer este gajo? Será alguém conhecido a tentar dizer-me que está atrás de mim? Burro que nem uma porta! Como quer ele que eu consiga saber quem é se não se vê nada para trás? - Terceira buzinadela. – Dass!!! Que anormal! - Subitamente num fash de presença de espírito vejo uma cor verde a fugir-me do raio de visão passando a laranja ou amarelo dependendo do grau de daltonismo de cada um e depois a vermelho. - Cum caraças! Tou pior! - Afundei-me no assento e esperei pelo regresso do verde agora já sem buzinadelas. Em ponto de embraiagem aguardo o momento de fugir rápido dali. Como seria de esperar, o condutor de trás aproveitou para passar-me ao lado assim que dei pisca para seguir pela via da direita e mudar de sentido. Sabia que vinha lá mimo e veio - nova buzinadela e um “ Dah” gestual. Com um encolher de ombros sorri e soprei-lhe um beijo. E lá foi o homem feliz porque lhe tinham dado oportunidade de fazer mais um “Dah” a uma mulher. PQP!!! Fico nas horas do caraças quando merdas destas me acontecem! Preciso urgentemente de férias!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

OS BONS EM TUDO

Era uma vez um grupo de meninos muito vaidosos e possuidores de um desmedido orgulho na sua fardinha. Pouco lhes importava se pertenciam ou não a uma escolinha onde muitos outros meninos também tinham fardinhas, embora diferentes, mais escuras, sóbrias, menos brilhantes. Quando lhes perguntavam quem eram, onde pertenciam e o que faziam respondiam como se o nome do seu grupo fosse omnipotente, clarividente e grandiloquente – somos os Bons em Tudo.

Ora, como se sabe, os Bons em Tudo prestavam vassalagem ao Director Geral da Escolinha da Grande Nave da Rambóia. Um belo dia o Sr. Director que está lá no Governo a mandar no senhor Director que está na escolinha grande, que por sua vez está na escolinha grande a mandar nos senhores directores que mandam nas escolinhas mais pequenas, lembrou-se de reorganizar os diferentes grupos da Escolinha em Geral. Foi aí que a porca torceu o rabo porque os Bons em Tudo perderam a fardinha clarinha, o chapeuzinho característico, os carrinhos brancos às listas e o pior de tudo o crachá. Isso é que foi uma grande chatice! O seu espírito de grupo veio ao de cima e toca de se manifestarem da forma que melhor sabiam fazer – fazendo nada. Deixaram pura e simplesmente de brincar. Fazem de conta que brincam! Vão para a rua em bandos e deixam-se ficar com os seus ainda carrinhos brancos às listas a ver os outros meninos todos nas suas correrias diárias e em vez de se juntarem e fazerem uma força maior como a daquela menina do Euro e do Scolari que agora não me lembro como se chama, tratam de tirar boas sonecas e esperar que o tempo passe.
Ora isso é que é falar! O país está todo lixado mas os meninos lindos e Bons em Tudo capricham porque deixaram de ser Bons em Tudo passando a ser apenas mais uns meninos que pertencem e obedecem directamente aos seus directores das escolinhas Grande Nave da Rambóia.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

CRONICA ARGUMENTATIVA

Não obstante a minha total concordância com o nosso amigo JG, o que aliás de uma ou outra forma quase sempre acontece (vá-se lá saber porquê), gostaria de tecer alguns comentários sobre o entendimento que fiz da forma como se debateu ontem, no programa “Prós e Contras”, o assunto “Casamento Homossexual”.

É contra séculos de cultura que nos injectam desde cedo que tento cultivar e alimentar na minha natureza a tolerância, a compreensão e o respeito pela diferênça. Admito que não percepciono com a mesma visão a manifestação pública de carinho entre pessoas de sexos opostos e pessoas do mesmo sexo. Nada a fazer! É mais forte do que eu! Causa-me um mau estar que se tem manifestado persistente e de difícil combate.

A minha posição pessoal nada tem a ver com o que ontem constatei durante o debate do programa da Dr.ª Fátima Campos Ferreira que engorda a olhos vistos de semana a semana. A Doutora e não o programa, obviamente.

Não sendo obstativa, para o efeito, a minha posição pessoal conclui que, ou por falta de concretos, irrefutáveis e válidos argumentos ou porque simplesmente são pessoas pouco informadas, os “Contra” manifestaram-se um bando de galinhas tontas sem saber de que lado reclamar a atenção do seu galo. Desde padres a professores universitários, nenhum foi capaz de dizer “coisa com coisa”, alegando, pelo contrário, razões mais do que risíveis e burlescas para defender as suas posições, como exemplarmente alegar que os bissexuais também não podem casar com os dois géneros pelos quais se sentem atraídos sexualmente.
Ora, tal como seria expectável, esta intervenção “universitária” foi prontamente arrasada com a contra-posição de que os homens que se sentem atraídos por um número indefinido de mulheres não se casam com todas elas. Já por seu lado, os eloquentes defensores do “Prós” apresentaram razões coerentes, credíveis e válidas. Honra lhes seja feita. Pelo menos demonstram que sabem o que querem e pelo que lutam.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

UMA MÁXIMA NUMA NÍNIMA!

Quem não namora, dinheiro não atira fora.

COISAMAILINDA!

Ohhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!!!
Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!!!
Xiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!!!!!
Hummmmmmmmmmmmmmmmm!!!!
Para quê mais palavras?
Está tudo dito!
Não o está sempre?!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

FUNES, O MESTRE II

Há coisas que têm mesmo que ser publicitadas. Funes acrescentou hoje uns valentes gigabytes à já titânica consideração que nutro pelo homem que tem anunciado ser.
Sem qualquer tipo de reserva, passado 30 anos, desnuda-se de alto a baixo confessando um amor platónico de uma forma absolutamente reverencial.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

OLHA A MINHA VIDA!

Estes gajos estão a aderir em força à nova táctica do SIS e do Ministério Público, chamando os bois pelos nomes mas na negativa.

Esta é a segunda mensagem que recebo hoje de um tipo/a que se chama “Não é Spam mas sim Alter Ego”

É evidente que adulterei o endereço. Não quero contribuir, de forma alguma, para a desgraça alheia.

“Conheces-me, mas tenho de manter o anonimato. Por favor divulga este blog. Vais perceber a importância dele se leres os seus pequeníssimos textos. É a revolução. O primeiro texto é de apresentação. Sexta-feira começa tudo.
Visita o endereço que anteriormente estava digitado incorrectamente:http://www.omeuttyylerduurden.blogspot.com/
ObrigadoAlter Ego “

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

A BEIRA DO DESEMPREGO

“De Norte a Sul, milhares perdem o emprego. Como resistir? O que fazer para contornar a crise? Centenas de desempregados marcam presença no maior programa da televisão portuguesa. Frente-a-frente: o Ministro do Trabalho, Sindicatos e o maior partido da oposição.” – Este foi o mote de abertura do programa “Prós e Contras” de ontem.
Do público, entre outros que não tive oportunidade de ouvir, verborreou um intitulado empresário, de uma indigente quase inimputável postura que conseguiu granjear a minha solidariedade para com os participantes convidados da bancada principal, a saber, Vieira da Silva, Ministro da Segurança Social, António Borges do PSD, Carvalho da Silva da CGTP, João Proença da UGT, António Saraiva da CIP e Alberto Figueiredo, outro empresário. Senti que, assim como eu, também eles sentiram vergonha. E porquê? Perguntam vocês. Porque tenho vergonha que pessoas que têm obrigação de dignificar levando a sério um problema gravíssimo, se apetrechem com representações teatrais, absolutamente ridículas e que com isso consigam confundir e atormentar ainda mais as vitimas dos desmandos de quem nos governa. O pobre homem, dono de uma chafarica do ramo dos têxteis com 10 empregadas clamava há mais de já-não-me-lembro quantos anos, mais 10 que não conseguia de forma alguma. Esqueceu-se, entretanto, de referir que provavelmente explora as trabalhadoras não permitindo sequer que vão à casa de banho e que as persegue para que produzam como escravas. Esqueceu-se, provavelmente, de referir que não as deixa parar para que possam alimentar-se a meio da manhã, que não se suporta o frio no inverno nem o calor no verão debaixo das telhas de zinco da chafarica. Enfim, uma série de justas causas para que as pessoas se recusem a trabalhar para ele. Atestou ainda que somos um país de ricos e que não há qualquer crise porque ninguém quer trabalhar sendo a culpa do governo que dá tanto de subsídio como ele de salário, salário esse a que é obrigado por lei, nem mais nem menos 1 centavo. E continuou gesticulando e arremessando acusações a torto e a direito, desde às instituições de Guimarães, até aos senhores da bancada principal. Atestou ainda que não paga nem pagará um centavo que seja à segurança social nem ao Estado, que primeiro pagará aos trabalhadores. Esqueceu-se novamente de referir que aos trabalhadores não se esquece ele de descontar os devidos impostos que, por sua vez deveria entregar ao Estado e não entrega. E o desenrolar de puras alarvices foram tantas que continuar a desfiar rosário seria tarefa ingrata para quem escreve e para quem lê.
Não me espanta nem me surpreende que pessoas assim empreguem subjugando outras pessoas àquilo que se possa entender como emprego. O que me espanta e me causa ainda alguma indignação é que instituições como a RTP na pessoa da Dr.ª Fátima Campos Ferreira se aproveitem destas infelizes realidades para dar ênfase, popularidade e audiências a um programa televisivo.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

ATUREM-ME!

Que coisa pavorosa, a par dos toques para telemóveis e outras idiotices que tais, agora o teste da morte assalta-nos por muitos recantos da Internet.

A minha sorte é saber que vou durar, no mínimo, quinhentos e muitos anos. Em miúda perguntei "
Cucu da eira, cucu da ramalheira, quantos anos me dás de solteira"... e o passaroco piou não sei quantas noites consecutivas, como quem diz: Não te casarás, mas grama com estes anos em cima!

sábado, 7 de fevereiro de 2009

METAMORFOSES



Do muito para o pouco

Do pouco para o nada

Do nada para o universo




O mar desfaz-se na praia

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

FALICISMO CRONICO

Faço questão de não comentar esta imagem. Ainda assim consciente de que esta é já uma forma de comentário.

FUNES, O MESTRE!

É dado adquirido que sou fã incondicional de Funes, el memorioso. De entre inúmeras postagens pedagógicas, lúdicas, dogmáticas, pragmáticas, enfim, enriquecedoras a vários níveis, encontrei há tempos esta que hoje me apeteceu reler e partilhar convosco e com a devida vénia ao seu autor, tomar a liberdade de aqui transcrever.
"Do Desejo
Sou masoquista.
Acredito na felicidade pelo eterno sacrifício e pela eterna renúncia. Não pela renúncia ao desejo, à maneira do estóico ou do oriental. Mas, ao invés, pela renúncia, de certo modo platónica, à consumação do desejo que infinitamente se cultiva.
Acredito que ser feliz não é não desejar. É desejar ilimitadamente, sem nunca chegar a ter.
Não creio que seja caminho a todos recomendável."
Funes, el memorioso, 2006-12-05

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

GENIOS DO DISCURSO CONCISO/DIFUSO

Trimmmmmmmm!
(Isto era antigamente quando os telefones não eram os bichos electrónicos de agora)
- Quem fala?
- Olá Joaninha, é a tia. Estás boa?
- Sim
- Olha uma coisa, quando atendes o telefone deves dizer
- Estou. Bom dia. Quem fala?
- Está beeeeem.
- E a escolinha?
- Está boa.
- Tens estudado muito?
- Sim.
- E portas-te bem?
- Sim.
- O mano está bom?
- Não.
- Porquê?
- É chato.
- Olha chama o papá que preciso falar com ele.
- Tá.
- Papáááááááááá.
(...)
- Espera aí.
(...)
- Olha não podes falar com ele agora porque ele não está aqui. Está na casa de banho, sentado na sanita a fazer cócó.

Mai nada!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

O SONHO DO VALENTIM! PIM!

Raios partam os dias pré-estabelecidos para se comemorar seja o que for! Sou completamente avessa a esta treta! Vão ludibriar outra! Lamechices e ró-nhó-nhós servem a mentecaptos! Basta! Pum! Basta! Uma geração que consente deixar-se ludibriar por falsas e fúteis comemorações do dia de (…) é uma geração que nunca o foi! É um coio d’indigentes, d’indignos e de cegos! É uma resma de charlatães e de vendidos, e só pode parir abaixo de zero! Abaixo a geração dos dias de(…)! Morram os dias de(…)! Morram! Pim!
P.S - Esta coisa tem já quase um ano e é uma segunda edição. Para quem não sabe, claro! Não linco porque a gaja não me cobra direitos de autor. A foto não faço ideia de onde caiu.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

COMUNICAÇÃO

Comunicamos aos nossos queridos leitores amigos e menos amigos que, caso se venha a verificar uma ausência generalizada e prolongada, esse fenómeno deve-se ao facto de termos ido todas à bruxa. Não para lhe tomarmos os conselhos mas sim o exemplo.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

IT'S RAINING MEN!

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia verificar-se-á, a partir do dia de hoje, uma significativa alteração das condições climatéricas que se têm vindo a manter há já alguns dias.
Está prevista a queda de uma variante de granizo com dimensões verdadeiramente teratológicas que arrasará sem dó nem piedade culturas superiormente concebidas e estabelecidas.
Devem, portanto, os grupos de riscos sensíveis a este estado meteorológico – os referidos detentores de cultura superiormente concebida e estabelecida, vulgo mulheres - tomar as devidas precauções no sentido de se precaverem com dispositivos de preferência à base de titânio, de carbureto de tungstênio e até diamante, e, assim, protegerem-se do impacto que, inevitavelmente, resultará da precipitação desta estranha forma de precipitação, composta por pedras de gelo que podem medir desde os 150 aos 190 cm.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

DASSSSSS

Atenção que isto é para se ler aos berros.

DASSSSSSS!
PQP ESTA MERDA!
VOU FAZER EXTENSÕES E DAR VOLUME AO CABELO!

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

É DO TEMPO...

No comércio nada se vende, nada se compra, tudo se penhora.
Na política nada melhora, nada se realiza, tudo se promete.
Na família todos se entendem, todos tocam música, ninguém lava a loiça.
Na arte grandes vidas, pequenos dramas, tudo acaba numa instalação.
Na internet milhares de nicks, montes de links, que grande confusão.
Na cabeça nada cresce, nada existe, tudo se posteja.

sábado, 24 de janeiro de 2009

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

O QUE É DEMAIS É MOLÉSTIA!

É bem verdade que nada é original. Já pensei desatar a inventar palavras nunca antes proferidas e que ninguém entenda até que alguém lhes ache alguma graça e se atreva a repeti-las uma e outra e ainda outra vez até que acabem encaixando a curto prazo no vocabulário corrente e a longo no dicionário. É óbvio e evidente que terá alguém que se lembrar de lhes dar um significado aceitável, corrente e mais ou menos substanciado para que a coisa entre na moda. É esta minha falta de iniciativa que me tolhe e me impede de fazer postagens. Por todo o lado se lê “coisas” sobre Obama, sobre Israel e a Faixa de Gaza e sobre o diabo a 7. Sempre uns tentando antecipar-se a outros e dizer mais e melhor que todos. Confesso, estou cansada e nem estou para aí virada. Será talvez mérito desta meteorologia multi-depressiva. Ok, está no tempo dela, mas o que é demais é moléstia!

PUERICULTURA

Já se sabe, agora os bebés já nascem de olhos abertos, e logo nas primeiras semanas ficam todos vivaços e reguilas. A causa só pode ser uma: Os ninhos que as cegonhas fazem nos postes de alta tensão.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

domingo, 18 de janeiro de 2009

MANAGEMENT GENIUS

Foi numa conferência intitulada “ A Libertação da Sociedade Civil”, pasme-se, que o popular líder da comunicação social e presidente do grupo Impresa, para quem não sabe, Dr. Francisco Pinto Balsemão, lançou o mais risível e absurdo, no meu modesto entender, repto ao governo: benefícios fiscais em matéria de IRC para as empresas que aumentem o seu investimento publicitário em 2009. E adianta, como se não fosse, por si só, facilmente compreensível o alcance e objectivo prático desta proposta: "Não se trata de mais um subsídio, mas de um incentivo às empresas que, em vez de se deixarem mergulhar na crise e começar a cortar pelo mais fácil, a publicidade, façam um esforço de investimento no sector".

Apesar de não ser pessoa de sorriso fácil, não me coibi de largar uma valente gargalhada ao ouvir tamanho dislate. Ainda assim, dando a respectiva margem de crédito que, por natureza, dou a todas as alminhas e no sentido de encontrar o fio condutor das boas intenções de tamanha patranha, tentei desmantelar a coisa, spot por spot. Senão vejamos: não basta ser já o papalvo do consumidor bombardeado com publicidade enganosa e menos enganosa por todos os poros, teria ainda que pagar para o ser? E com que finalidade? Dinamizar a economia? Certo! E é assim que se dinamiza a economia? A enganar o Zé Povo e a conduzir as famílias ao consumismo exacerbado que as levou à situação de falência em que se encontram neste momento?

Apliquemos este cenário à vida real e visualizemos a cena na praça de peixe da Costa Nova.
- Quanto é?
- São 8 aeros freguesa.
- 8 euros? Mas ali está escrito que a dourada está a 7 euros o quilo!
- Ó minha santa, o que está a mais é o preço do meu pregão.

Há de facto verdadeiros cérebros empresariais! Quem teria tamanha eficiência e pujança empreendedora para propor a um governo a aplicação do dinheiro dos contribuintes em mais valias para as grandes empresas e que se resume ao pré-pagamento da sua própria burla comercial? É de génio, convenhamos! Primeiro os banqueiros, depois as empresas de comunicação social! Caso para perguntar: qual será a próxima associação criminosa que vai pedir e, quiçá, obter incentivos à produção? O gang do multibanco? Este talvez não, visto que foi aparentemente desmantelado. Outros farão pleno uso do seu direito ao assalto do bolso dos papalvos contribuintes através da magnânima, beneficente e incentivadora política do nosso governo.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

CAUTELA COM OS AMORES

É de um homem supostamente incauto em matéria de amores que se ouve o apelo – Jovens portuguesas, cautela com os amores muçulmanos! Pensem duas vezes antes de se meterem em montes de sarilhos que nem Alá sabe como sair deles.

Ora meu caro Cardeal, não posso anuir mais com Sua Eminência. Tivesse a minha voz o santo eco e a graciosidade que tem a sua e diria mais ainda - Jovens de todo o mundo, muita cautela! Pensem duas mil vezes antes de se meterem em sarilhos com os amores independentemente do credo, sexo ou cor que tiverem.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

QUAL EPOPEIA DOS DESCOBRIMENTOS QUAL QUÊ!


Depois da consagração do CR7, para nos sentirmos os maiores, só nos falta que o cão de água português seja o escolhido da Casa Branca.

Estou em pulgas...

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Só por existir
Só por duvidar
Tenho duas almas em guerra
E sei que nenhuma vai ganhar

Só por ter dois sóis
Só por hesitar
Fiz a cama na encruzilhada
E chamei casa a esse lugar

E anda sempre alguém por lá
Junto à tempestade
Onde os pés não têm chão
E as mãos perdem a razão

Só por inventar
Só por destruir
Tenho as chaves do céu e do inferno
E deixo o tempo decidir

E anda sempre alguém por lá
Junto à tempestade
Onde os pés não têm chão
E as mãos perdem a razão

Só por existir
Só por duvidar
Tenho duas almas em guerra
E sei que nenhuma vai ganhar
Eu sei que nenhuma vai ganhar




Jorge Palma



So - Jorge Palma

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

QUE FRRRIIIO

”Porque se quiséssemos um termo de comparação para a vida, o melhor seria o de um metropolitano, atravessando o túnel a cinquenta milhas à hora — e deixando-nos do outro lado sem um gancho sequer de cabalo! Cuspidos aos pés de Deus, inteiramente nus! Rolando por campos de tojo como embrulhos de papel pardo atirados para dentro de um marco de correio! E os cabelos puxados para trás pelo vento como a cauda de um cavalo nas corridas! Sim, são coisas destas que podem dar uma ideia da rapidez da vida, a destruição e reconstrução perpetuas: tudo tão contigente, tão apenas por acaso… ”

Virginia Woolf in «A CASA ASSOMBRADA»

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

NINGUÉM LHO TINHA DITO

“ Também o fuzilado esperava no outro extremo do pátio, sangrando lentamente. - Não lhe tinham contado, meu tenente? Todos sabem disso. Não. Ninguém lhe tinha contado. Na Escola de Oficiais fora treinado para lutar contra países vizinhos ou contra qualquer filho da puta que invadisse o território nacional. Também o treinaram para combater os meliantes, para os perseguir sem piedade e dar-lhe caça sem trégua, de modo que os homens decentes, as mulheres e as crianças pudessem caminhar tranquilos pela rua. Essa era a sua missão. Mas ninguém lhe disse que teria de dar cabo de um homem amarrado para fazê-lo falar, não lhe ensinaram nada disso, e agora o mundo estava a virar-se do avesso e ele tinha de ir dar um tiro de misericórdia naquele infeliz que nem sequer se queixava. Não. Ninguém lho tinha dito.”

“De Amor e de Sombra” – Isabel Allende.

São milhões e milhões os anos de histórias de guerras que assombram a humanidade. Hoje como ontem e como, sem dúvida, amanhã, outros relatos se seguirão. As atrocidades que nos descrevem provocam ondas do mais violento e indignado repúdio pela guerra e suas consequências mas nunca o suficiente para as evitarmos.

Ensinam-nos a honrar e a defender com a própria vida uma estéril bandeira, grávida de simbolismo, vácua de realismo, seja ela da pátria, da arma militar, do partido ou do clube de futebol. Enquanto o letrado povo ensina, treina, instrui, o povo raso captura, destrói e mata desconhecendo que é a si próprio que tortura e executa, porque não, ninguém lho tinha dito.

E é sempre da morte que se trata!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

PARA QUE NÃO FALTE NADA ÀS NOSSAS VISITAS

É só pedir...

MUITO RISO POUCO SISO!

Tudo vai bem quando está bem. Para o nosso PM nada estará mal, nem a célebre divergência presidencial relativamente ao já famoso Estatuto dos Açores e a grave alteração aos poderes constitucionais do PR levada a cabo com esta promulgação obrigatória, nem a crise que ora não é nossa ora já é, nem tão pouco a recessão que ora nunca será nossa ora se inicia já a seguir. Parece que foi hoje. Estamos, portanto em recessão, seja lá isso o que for. Quer queiramos quer não, de uma ou de outra maneira, estamos todos lixados, mas o nosso admirável, recto, intransigente e bem disposto primeiro-ministro ri-se até à lágrima. Lágrima não que o homem deve ser seco que nem um figo, mas até a vermelhidão dos olhos.

José Sócrates acompanhado pelo ministro da Defesa, Nuno Severiano Teixeira e pelo chefe de Estado Maior do Exército, general Pinto Ramalho, ouve as Janeiras entoadas pelos estudantes do Colégio Militar, do Instituto de Odivelas e do Instituto Militar dos Pupilos do Exército e, num acesso de gentileza, resolve promover Nuno Severiano Teixeira à patente de general, o que provoca um riso desmedido e despropositado aos dois ministros.

Quando do alto do seu sisudo militarismo, o general propriamente dito diz, a jeito de “ qual é a piada?”, a Nuno Severiano que “não lhe ficava mal”, a patente, claro está, que o muito riso já começava a cheirara mal, este responde, a jeito de “ desculpe lá o mau jeito” que não senhor não ficava nada mal mas que a marinha é que podia ficar melindrada.

Confesso que não entendi a piada e continuo na dúvida sem saber a razão de tal suposição ministerial. Por que carga de águas ficaria a Marinha melindrada? Será possível que o nosso ministro da defesa não saiba que a Marinha não tem generais e que a patente que se lhe equipara é a de Almirante. Não percebi! Ou é o meu sentido de humor que anda pelas ruas da amargura ou então estamos cada vez pior.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

EI-LOS!


Rápido... antes que fiques sem nenhum...

GRANDE ENTREVISTA

Tirando a penca do nariz, alterado o penteado puxado para a frente, tirando o sorrisinho irritante, desligando o som sempre que estiver a falar, e esquecendo que se chama José e tudo o que há para esquecer, não é que o homem até é todo jeitoso!?!?!?

Que susto...

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

E VENHA DAÍ MAIS UM!

Desenganem-se os que esperavam que o meu período de ausência tivesse sido vaticínio de suposta incubação de sabedoria e desenvoltura intelectual. Contrariamente ao expectável, depois de tanto brilho e fogo de artifício, sinto-me nada renovada, tão-pouco renascida pelo simples facto de se ter iniciado um novo ano. E pronto, aturem-me estéril de ideias e vazia de assuntos porque eles são tantos e tão deprimentes que prefiro ignorá-los. Qual aviltante avestruz!

E cá estou eu: a mesma resmungona, refilona e respondona mas sempre cheia de energia e gavinha para enfrentar o que der e vier E de peito feito.

E além do mais, há já alguns anos que não faço anos nem festejo reveillons. Somam-se apenas os dias! E venha daí mais um!

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

SUA INFLUENZA


Já não há respeito nenhum, que coisa. Em anos anteriores eu ameaçava:

— Coisa feia, não te chegues a mim senão mordo-te!

O certo é que a espantava e ela ia embora, espirrar para outras paragens. Desta vez, porém, chegou todo galhofeira e como que quem, “sua velhota, já não tens imunidade para me fazeres peito”, atacou-me sem dó nem consideração.

Mas eu vingo-me, deixa estar!

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

PEQUENAS DIFERENÇAS



Há geografias muito complicadas, por isso, tudo o que é longe fica em casco de rolha. Mas uma coisa parece certa, é que por enquanto o Dakar situa-se no deserto da Patagónia. E não me mandem abaixo de Braga porque a culpa não é minha.

sábado, 27 de dezembro de 2008

YESTERDAY

Qual a década que estamos a viver? pergunta-se Carlota enquanto espera o sinal verde dos peões. O número 6236 persegue-a há várias noites consecutivas e agora não dá mais para hesitar. Será o bilhete premiado na lotaria de fim de ano! Mas a luz verde demora a abria e o cauteleiro, do outro lado da rua, perdeu-se no meio da multidão. Num impulso imprudente, Carlota corre por uma aberta de trânsito, mas a distância é mal calculada. Duas horas depois, a etiqueta número 6236 estará atada ao dedo grande do pé.
Carlota não chegou a esclarecer a sua dúvida e os amigos apenas sabem que ela era fascinada pelos míticos anos sessenta dos Beatles.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

FIQUEM BEM!

Nada tenho contra a tradição e não desgosto de festas que promovem o calor humano e que, quanto mais não seja embora talvez a custo, ajudam as pessoas a lembrar que, afinal, o universo não se resume à individualidade de cada um.

Do que não gosto nem suporto é de palavras de circunstância, palavras vazias de sentido, palavras que são ditas porque são de ser. Palavras que à semelhança dos ritos, se sobrepõem ao verdadeiro espírito da ocasião. Desprezo palavras de pesar ou pêsames, palavras de encorajamento, palavras de felicitações, palavras de votos, palavras que atestam falsos sentimentos.

As pessoas que me conhecem e que gostam de mim sabem, sem que tenha que o atestar com expressão, que desejo o melhor a todas as pessoas, agora e em qualquer hora, seja Natal ou Carnaval. Desejo tudo de bom às que me respeitam e que me elevam aos píncaros da auto-estima assim como a aquelas que tentam humilhar-me pela exibição da única faculdade que lhes dá esse direito - o poder de poder determinar o saldo da minha conta bancária - às que me julgam enorme e às que se acham enormes e com autoridade moral para julgar a minha própria moralidade. Não sinto qualquer necessidade de exprimir estes meus desejos a ninguém em especial nem em qualquer especial ocasião, assim como não sinto de os receber. São, portanto, valores e desejos intemporais e universais. Fiquem bem!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

UMA PORTA ENTREABERTA


Hoje, o dia adiado que há-de vir...

As palavras nunca dizem o que querem dizer
E é tramado não ter mais do que as palavras
Para pôr na mesa, para jogar com a vida na boca.

A verdade é tão frágil, tão louca!

É mais fácil fechar os olhos
Para nos olharmos de frente,
E mesmo assim vale a pena o abraço...

Agora só nos falta viver o que vivemos,
É que afinal já temos tudo...

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

COM LAÇO NO TELHADO

A Câmara de Lisboa tem à venda não sei quantos palácios e com preços de saldo! Aqui fica a sugestão para quem ainda não fez as compras de Natal. Não sei é se fazem entregas ao domicílio...

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

TOCAM OS SINOS!



Mais enjoativas do que os doces de Natal são as campanhas de solidariedade que se acumulam nesta época.
Porém, a atitude mais ignóbil é o aproveitamento camuflado, são os engodos muito bem montados para nos sacar pela lágrima, e em simultâneo, pela moeda.
De destacar os programas televisivos que, sem nenhum pejo, usam elaborados ardis para nos endrominar. O Natal é o mote para a pratica de boas acções, sendo que o número telefónico 760 é a causa de todas as causas. Passado no rodapé como se nada fosse... Tão acessível às nossas carteiras, apenas 60 cêntimos + IVA, 50 dos quais revertem directamente para a causa em causa. (Então e o resto, incluindo o IVA, vai para onde? Não interessa.).
Para que não haja duvidas, faz-se, por exemplo, a reportagem com as cadeiras de rodas e andarilhos entregues aos idosos. Ah, muito bem!
Ajuda-se assim o Estado e demitir-se das suas verdadeiras funções. Coitado do Estado, tem bancos para salvar, não pode desperdiçar recursos em bagatelas...

ATÉ JÁ

Quando o trabalho aperta e o sentido de inexorabilidade desperta apercebemo-nos que apesar do tempo ser o que dele fazemos e que, por mais que disso tenhamos vontade, não volta atrás. A verdade é que há urgências que não podem, não devem, ser deixadas ao abandono e à mercê do toque implacável do tiquetaque. Vou estando à espreita, esgueirando os olhares que a odiosa responsabilidade, essa enfadonha fada dos seres imputáveis, me permitir.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

ECOLOGIA A QUANTO OBRIGAS


"Pardon”, uma marca de roupa oferece aos seus clientes, desde o início de Dezembro, um saco em que se pode ver a primeira-dama francesa nua."Práticos, divertidos e ecológicos, estes sacos, servem para tudo. Podem ser usados para ir à praia ou ir às compras. Resumindo, dão para tudo o que quisermos", afirma a empresa no seu site. Eu era menina para acrescentar que dão ainda para aquilo que os meninos estão, neste preciso momento, a cogitar. Ora nem mais! É que serve para isso mesmo! Digam lá que, multiplicando pelos milhões de adolescentes e solitários onanistas franceses, não serve para poupar umas consideráveis quantias do precioso e, cada vez mais, escasso “argent” em revista da especialidade! Bauésavapanon?

A VIDA EM APNEIA

Ensonada estica o braço e cala a voz decapadora de sonos que se esganiça da geringonça radiofónica do lado esgueira-se do quente dos lençóis cambaleante entra na casa de banho senta-se na sanita não precisam de saber para quê nem porquê dirige-se ao lavatório lava os dentes põe a água do chuveiro a correr tira o pijama toma o seu banho enxuga-se arrepiada penteia-se e seca o cabelo veste-se e dirige-se à cozinha coloca a taça de leite no micro-ondas retira-a coloca-lhe os cereais senta-se à mesa come os cereais levanta-se deposita a taça vazia na banca liga a máquina de café aquece a chávena no micro-ondas tira o café toma o café fuma um maldito cigarro dirige-se ao quarto das crianças mais um calvário para despertá-las do sono quinze minutos passados vence e finalmente rouba-as aos braços de Morfeu faz-lhes a higiene despe-lhes o pijama veste-as dá-lhes o pequeno almoço depois de ligar a televisão da cozinha para verem os bonecos enquanto comem prepara os lanches faz as camas pensa no que há-de fazer para o jantar vai ao congelador retira o saco de alimentos destinados à refeição nocturna coloca-o na parte debaixo do friogorifico pega nas mochilas e arrasta as crianças que resmungam porque não querem desligar a televisão descem as escadas entram no carro e finalmente não tendo em linha conta os passos autómatos esquecidos a este relato cada um enfiado o melhor que consegue dentro do seu casaco anti-inverno saem de casa.

Pedimos desculpa pela interrupção o programa segue dentro de momentos sendo certo que do tempo dos momentos nada mais sabemos de que tem tanto tempo quanto o tempo tempo tem.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

LAST CHRISTMAS



Não há volta! Não há Natal sem o "Last Christmas" dos "Wham"!

Há coisas que de tão recorrentes até enervam!
Mesmo assim continuo a gostar de ouvir.

VIOLÊNCIA OU EDUCAÇÃO

Há cerca de duas semanas relatei em post um episódio entre um adulto e uma criança intranquila e rebelde ao qual dei o título de “Educação ou Violência”. Não referi, no entanto, que a reacção à bofetada que a criança infligiu ao adulto como resposta à sua advertência verbal foi devolver-lhe a bofetada, evidentemente com a intensidade adequada à idade da criança. O caso foi, como seria de esperar, polémico. Depois das devidas explicações e pedidos de desculpa ao grupo de educadores incluindo os progenitores o adulto encerrou a questão de bem com a sua consciência.

Passadas as mesmas duas semanas, a criança dá de caras, pela primeira vez depois do incidente, com o mesmo adulto. De olhar tímido e apreensivo a criança estancou a sua correria ao deparar-se com a pessoa que lhe dera uma bofetada há uns dias atrás, esta por sua vez, abraçando o seu próprio filho. Apercebendo-se do constrangimento da criança, o adulto chamou-o dizendo-lhe que era seu amigo e que podia aproximar-se porque gostava muito dele. A criança, aliviada aproximou-se e disse-lhe: “Mas eu bati-te e belisquei-te.” O adulto abraçou-o e disse-lhe: “Pois foi e sabes que isso não se deve fazer nunca”. A criança acena afirmativamente com a cabecita e pergunta com a maior simplicidade e honestidade: “ E tu desculpas-me?”.

É irrelevante o relato da restante conversa porque o essencial está dito. Criança e adulto desculparam-se mutuamente e acabou ali, antes de começar, uma guerra. Estou certa de que aquela criança não voltará a esquecer a bofetada que recebeu em troca da que deu. Estou certa de que o objectivo daquela bofetada foi atingido e, mais do que tudo, estou certa de que foi educação e nunca violência. Estou certa, ainda, de que se os adultos entre si tivessem a imensurável sabedoria e desinteressada humildade das crianças a vida seria muito mais aprazível para todos, crianças e adultos.

O MENINO REAL




Todos os meninos são diferentes, mas uns são mais diferentes que outros.
Conheço um menino que revelou ser este o seu maior desejo: ter uma mãe que gostasse dele. Tem 6 anos.
Não inveja os outros meninos; apenas olha embevecido para as mães que vão buscar os seus colegas à escola, que os abraçam no reencontro diário.
No Natal, vou oferecer-lhe um casaco quentinho e um jogo a que tem direito. E vou continuar a sorrir-lhe com carinho todas as vezes que o encontrar.
Vou também pedir ao Pai Natal que lhe preserve, pelo menos, o pai que o tem criado e dedicado o amor difícil dos solitários.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

OPEN YOUR EYES



Mais um produto da minha auto-determinada reciclagem induzida pelo meu amigo drummer: Open your eyes?! No problem! Here I am with my open eyes and ears. E não é que gosto! Cooooool Steve!!!

Trance - uma das vertentes da música electrónica que surgiu em inícios dos anos 90. Deriva do house e do techno embora com alguma melodia. A grande maioria das músicas trance são calmas, produzindo um estado de alma energético e constante. Acentuado pelas batidas repetitivas e pelas melodias progressivas que levam um gajo a um estado de quase transe, dizem eles, e de libertação espiritual. Doutor, diga de sua justiça. Ainda não experimentei, mas sou gaja para isso e para muito mais! Para já fiquem-se com o “Open your Eyes – Insigma”

PALAVRA SUPREMA

sábado, 6 de dezembro de 2008

Das cidades, dos homens e do vento


Todas as glórias são iguais, embora umas sejam mais iguais do que outras. Efémeras, ilusórias. As das cidades, como as dos homens. Não valem a beleza do voo de uma ave, o esplendor quieto e silencioso de uma árvore velha.

De vez em quando é preciso sentar à beira de um rio, tentando ouvir as respostas que pairam no vento.

Se um dia me esquecer disto, por favor, lembrem-me.




quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

SECOND DEATH & SECOND OPINION







“Entre Deus e o Diabo” trouxe-me à memória o meu amigo baterista da “Second Death” - banda inglesa de heavy metal. Estranho?! Bizarro?! Os preconceitos são o que são! Não consigo ouvir por mais de 5 minutos acordes de heavy metal. Enerva-me, cansa-me, confunde-me a alma. Sempre achei que o dito estilo musical exorta a violência. Ele diz-me que é um equívoco, que se trata exactamente do oposto. Condena e tem como principal fundamento denunciar actos violentos. Certo é que o aspecto sujo, desleixado, desinteressado da maioria dos amantes de heavy metal, vulgo punks, contraria a amabilidade, a sensibilidade e a humanidade de quase todos os rockers, heavy e menos heavy, punks e até motards que tenho tido o privilégio de conhecer. Daí o meu viva à diversidade e à diferênça.

Hey Steve! This is for you, man!

FOBIAS IDEATIVAS

"Estou actualmente atravessando uma daquelas crises a que, quando se dão na agricultura, se costuma chamar "crise de abundância".

Tenho a alma num estado de rapidez ideativa tão intenso que preciso fazer da minha atenção um caderno de apontamentos, e, ainda assim, tantas são as folhas que tenho a encher que algumas se perdem, por elas serem tantas, e outras se não podem ler depois, por com mais que muita pressa escritas. As ideias que perco causam-me uma tortura imensa, sobrevivem-se nessa tortura escuramente outras. V. dificilmente imaginará que a Rua do Arsenal, em matéria de movimento, tem sido a minha pobre cabeça. Versos ingleses, portugueses, raciocínios, temas, projectos, fragmentos de coisas que não sei o que são, cartas que não sei como começam ou acabam, relâmpagos de críticas, murmúrios de metafísicas... toda uma literatura, meu caro Mário, que vai da bruma - para a bruma - pela bruma...

Destaco de coisas psíquicas de que tenho sido o lugar o seguinte fenômeno que julgo curioso. V. sabe, creio, que de várias fobias que tive guardo unicamente a assaz infantil mas terrivelmente torturadora fobia das trovoadas. O outro dia o céu ameaçava chuva e eu ia a caminho de casa e por tarde não havia carros. Afinal não houve trovoada, mas esteve iminente e começou a chover — aqueles pingos graves, quentes e espaçados — ia eu ainda a meio caminho entre a Baixa e minha casa. Atirei-me para casa com o andar mais próximo do correr que pude achar, com a tortura mental que V. calcula, perturbadíssimo, confrangido eu todo. E neste estado de espírito encontro-me a compor um soneto — acabei-o uns passos antes de chegar ao portão de minha casa —, a compor um soneto de uma tristeza suave, calma, que parece escrito por um crepúsculo de céu limpo. E o soneto é não só calmo, mas também mais ligado e conexo que algumas coisas que eu tenho escrito. O fenômeno curioso do desdobramento é a coisa que habitualmente tenho, mas nunca o tinha sentido neste grau de intensidade... "

Carta de Fernando Pessoa ao amigo Mário Beirão, 1 de Fevereiro de 1913

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

SER PROFESSOR

À minha amiga Valentina com 60 anos, professora de Latim e Português que, com grande desgosto, pedirá reforma antecipada no final deste ano lectivo por não aguentar mais o descalabro do ensino e das medidas do actual ministério. À minha amiga Valentina que, nada mais tendo a perder, está hoje em Lisboa, debaixo do temporal que se sente, a lutar pelos direitos e deveres dos seus colegas em início ou meio de carreira. À minha amiga Valentina que quando eu era aluna já era professora e que como professora soube cativar a minha amizade e admiração por ela como pessoa.

Ser professor é ser artista,
malabarista,
pintor, escultor, doutor,
musicólogo, psicólogo...
É ser mãe, pai, irmã e avó,
é ser palhaço, estilhaço,
É ser ciência, paciência...
É ser informação,
é ser acção.
É ser bússola, é ser farol.
É ser luz, é ser sol.
Incompreendido?... Muito.
Defendido? Nunca.
O seu filho passou?...
Claro, é um génio.
Não passou?
O professor não ensinou.

Autor Desconhecido

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

SERÁ?

É UM DESCONSOLO!

Ora nem mais! Vamos lá juntar aqui meia dúzia de gente idónea e honesta para salvar as parcas economias dos depositantes e demais credores do BPP. Sublinhe-se que o depósito mínimo do dito banco ascende, pasme-se, a 250.000 euros. Súcia de bandalhos e malfeitores! À falta de inspiração e tempo vou num instante ao quiosque da Mac buscar meia dúzia de insultos e já volto.

“Malandros, energúmenos, filhos de um deus mesmo muito menor, flibusteiros, valentões, sacripantas, mongas, estupores, esperem aí que tenho de respirar...Anormais, indecentes, bestas completas, camelos que nem mastigam, vacas secas, iletrados, inconscientes, prostitutos, anomalias idiossincráticas”.

Com é que se atrevem a empenhar 45 euros de cada cidadão português, veja-se que muitos nem sonham o que é ter 45 euros na mão em toda uma vida, para emprestar a esta corja de larápios da pior espécie?!!! Depois ainda há quem se admire por haver pessoas que queiram cantar ideologias ainda que utópicas! Que alternativas temos nós, a quem calam a voz, que não sabemos senão trautear, e mesmo assim, trauteamos ao som da música que nos dão ainda que mal nos caiba no ouvido?! Apaputakiuspariu corja de ladrões! Este país é um desconsolo!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

UM DIÁLOGO CHEIO DE ALEGRIA

— Olá, que cara de alegria é essa?
— Nem imaginas, acabei de fazer uma compra fantástica!
— Conta, conta..
— Mais uma nova antiguidade.
— Oh, parabéns! Mas tens a certeza de que é uma antiguidade e não uma velharia?'
— Claro que sim, até tenho aqui o certificado de garantia.
— Óptimo!... Ainda assim, quando o prazo da garantia terminar, não há o perigo da peça envelhecer?
— Posso ficar descansada, a loja faz excelentes trabalhos de restauro...

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

ALTO E PÁRA O BAILE!!



Acabei de encontrar...


Darei ao povo o meu poema.
Eu lhe darei a flor e a pedra
cada minuto cada tristeza
uma azagaia contra a dura sorte
a minha raiva acesa em cada noite.
Eu lhe darei a flor e a pedra.
E a minha vida. E a minha morte."


MANUEL ALEGRE

ESPANTA-PARDAIS

JUNK FOLDER

Cum caneco! Cum caraças! Cum raio que os carregue, corja de tarados e taradas, comedores da santa quietude empresarial e divino esforço profissional. Está uma pessoa muito compenetrada na sua obrigação de execução exemplar e dedicada ao trabalho e é bombardeada com torpedos destes. Atentai no calibre do assédio.

“Olá! Acabámos de nos abrirmos. O nosso endereço na rede... Temos vídeos e fotos a qualquer gosto, incluindo hard kor, chuva de ouro, zoofilia, etc. Estais limitados apenas por sua fantasia. Montes de pornografia clássica dos anos 70 e 80. Entra, pois a velocidade de carga não está limitada. www.nacionalpussilga"


Não fosse eu uma pessoa compenetrada e bem resolvida a vários níveis, outros nem tanto mas isso agora não interessa nada, já estava de olho posto no tal “nacionalpussilga". Estes gajos não desarmam mesmo! Será difícil perceber que se eu estivesse interessada nessa coisa do “nacionalpussilga” não estaria até agora à espera que uns energúmenos desclassificados ma pusessem olho adentro, salvo seja?

Ainda assim há coisas que me fazem uma certa confusão mental: “Acabámos de nos abrirmos”. Esta declaração referir-se-á exactamente a quê? Só pode ser ao que estão a pensar e que eu pensei também assim que pus os olhos no url. Pois! Tem lógica! Só mesmo à vimada! Desavergonhadas! Galdérias! Se fossem mas era cavar terra!

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

O CIRCO DA ALEGRIA

A IDADE DO FRIO

Apetecia-me comer uma viola
Daquelas que se punham na árvore de Natal,
Recordar o tempo em que a minha avó
Cobria o chão com palha limpa
E tudo cheirava a fantasia....

Os serões punham sombra na parede,
O fogo ardia ao ritmo das palavras
E eu acreditava nas histórias de assustar
(tinha a certeza que debaixo das camas
viviam bichos que gostavam de pés de crianças....
por isso era bom dormir com a luz acesa!).
Gostava do cheiro do alecrim
Nas horas de trovoada,
Santa Bárbara sempre esquecida!

Apetecia-me esse sabor puro das manhãs
Quando o leite e o café
Eram aquecidos ao borralho.
Os dias acordavam assim,
Com essa infância aberta para a claridade,
A relva aparecia coberta por geada transparente
E era bom deitar fumo pela boca!

O tanque enchia-se de navios de sabão
E era bom andar de carapuço
Embrulhada em xailes de lã,
Ter as mãos frias
E a esperança doce das maçãs!

terça-feira, 25 de novembro de 2008

EDUCAÇÃO OU VIOLÊNCIA
























Foto desviada de lusitaniavox.blogspot.com

Numa sociedade transpirando violência por todos os poros, onde reina a impunidade, onde, por vezes, premiamos prevaricadores e criminosos, onde impera o salve-se quem puder, uma criança cujo comportamento se rege pela mesma violência, é chamada a atenção, verbalmente, por alguém que não tem a seu cargo a sua educação mas que se sente na obrigação, como adulto, de a educar. Ressalve-se que esta falta de educação colide com a educação e o bem estar das suas próprias crianças. Em resposta imediata a essa chamada de atenção verbal, o pivete de cinco anos espeta uma bofetada no adulto que a adverte. Questiono-me sobre qual seria a atitude imediata e passível de ser considerada acertada a tomar pelo adulto visado? Já agora dava-me jeito a vossa opinião.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

CHUVA, CHUVA, CHUVINHA!

Mas porque carga de águas, passo a redundância, é que as pessoas hão-de sempre queixar-se dos dias de chuva?

- Bom dia. Ai que chuvinha tão chata! Que dia triste, não é?

Mas será que toda a gente tem que dizer o mesmo? Cambada de vinis riscados! Pois eu hoje estou muito bem disposta. Até está de chuva e tudo? Rega-me as árvores e a relva e até a alma. Porque é que eu haveria de estar aborrecida? Não estou, pronto! Estou até muito bem disposta. Homessa!!! Hoje nem sinto inveja nem nada! Dos que pululam livremente ao sol quando está sol.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Olho sobre azul

Já alguma vez se sentiram num túnel de via única, sem desvios, vistas ou alternativas? Onde nem sequer o GPS funciona?
Não sei se é argumento suficiente para me ilibar das prolongadas ausências, mas poderá explicar a tal "via láctea" em que me encontro.




«Viver com um autista é desafiar constantemente os padrões estabelecidos para a normalidade. Deixamos de nos guiar pelas prioridades dos “outros”, mas também passamos a não ser entendidos em quase todas as atitudes que tomamos diariamente.
Já me vou habituando a que as outras mães e pais não percebam porque é que deixei de frequentar grande parte dos espaços públicos, ou porque é que dou almoço ao Tiago em casa, antes de ir a um casamento, ou porque é que tenho de estar a vigiar constantemente o Tiago, mesmo durante as brincadeiras ao ar livre, em espaços abertos. Há uma ignorância generalizada em relação às PEA (Perturbações do Espectro do Autismo), por um lado por se tratar de uma deficiência não-visível no aspecto físico, por outro lado por ter características tão ambíguas, em grande parte misteriosas, por vezes até inexplicáveis.

Por muito que eu tente explicar aos amigos e familiares, é sempre com uma grande dose de cepticismo que os mais compreensivos acabam por entender que o Tiago (como todos os outros indivíduos com autismo) fica com as estruturas mentais todas descontroladas quando recebe demasiados estímulos visuais e sonoros ao mesmo tempo; que a alimentação é um drama que quase todas as mães de autistas têm de enfrentar, porque eles são selectivos e qualquer transtorno pode arruinar o dia ou mesmo a semana; que os indivíduos com PEA não têm noção do perigo, pelo que facilmente avançam sobre um abismo, uma janela aberta, uma piscina, uma estrada cheia de trânsito.

Outra das grandes dificuldades do dia-a-dia é enfrentar os olhares de censura, ou mesmo até os comentários desagradáveis, daqueles desconhecidos que assistem a uma grande cena de gritos e agitação, por exemplo, num supermercado ou qualquer outro espaço público com centenas de estímulos. Na ausência de qualquer deficiência física, o que os outros vêm é uma criança birrenta, mal-educada, mimada, que armou uma monumental gritaria, e uma mãe “incapaz de dar educação ao filho”.
Como explicar que aqueles gritos são a expressão possível de um qualquer mau-estar? Como fazer os outros entender que aquela criança não é capaz sequer de entender as emoções que está a sentir, quanto mais explicá-las a um adulto?
O autista tem a sua mente de tal forma compartimentada, que um qualquer desvio, por muito pequeno que nos pareça, pode perturbar-lhe toda a ordem. Um som inesperado ou desagradável, uma cor fora de contexto, um objecto que não está onde devia, pode chegar a provocar-lhe dor física, de tal forma o perturba e desorienta.

É a forma como eles vêm o mundo que está errada? Há forma certa para organizar o mundo? De todas as vezes que penso nestas questões – e noutras que obrigatoriamente se encadeiam – concluo que, como mãe do Tiago, me tornei uma pessoa muito mais rica que a maioria das que conheço. Aprendi com o Tiago a observar pormenores que escapam aos outros. Descobri que a mentira não cabe nos padrões dos autistas – o que eles mostram é aquilo que está a passar-se lá dentro, nem mais nem menos. Eles não entendem como é possível fingir, nem trocar os nomes às coisas. Se o Tiago me abraça (felizmente, ele não rejeita o contacto físico), isso só pode significar que naquele momento ele sentiu um grande afecto pela mãe… e nada mais podia fazer senão demonstrá-lo.
Que clareza!
É mau não ser igual aos outros? Não! É só mais difícil.»


Excerto de um texto que escrevi, para colaborar num trabalho de formação.

ATCHIMMMM

Ai que friiiiiiio!!!!

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Sorry?



Rectificação à rectificação que rectifiquei.

O QUER DIZER SALVO SEJA?



Então, aqui estou publicamente para rectificar perante a DD que não nos virou nada as costas, anda é numa via láctea diferente. Porquê esta música? Foi a primeira que me veio à mão (salvo seja).

OS AZARES DA MANUELA

Não têm sido poucas as vezes que oiço pessoas já maduras em idade afirmarem que os anos passados lhes conferem o direito a dizer tudo o que pensam. Ora, sabendo que a verdade, na maior parte das vezes, é incómoda e causa dor e que o mau estar e a dor provocam perdas irreparáveis, as pessoas abstêm-se muitas vezes da verdade durante grande parte dos gloriosos anos das suas vidas.

No limiar da vida, no topo da escada, num tempo em que já pouco ou nada se pode perder por já se ter perdido tudo o que se teme perder, as pessoas ganham-se o direito de verbalizar os seus pensamentos sem filtros, sem medos. Já não podem perder o emprego, o amigo, o namorado ou marido, nem os filhos. Já não podem perder o dourado dos seus anos, porque os anos já se perderam. E a verdade dos seus pensamentos, ideologias ou fantasias, surge do alto da sua indiferença ao incómodo que possam provocar aos outros. Julgo ser esta a razão pela qual é tão enriquecedor ouvir ou ler pessoas livres em idade e sóbrias em inteligência independentemente do seu nível social ou intelectual.

Como bem sabemos, em política, reina a mentira descarada. O politicamente correcto implica filtragens constantes e sucessivas às verbalizações de pensamentos, ideias e ideologias, sob pena de haver colisões drásticas e irreversíveis na vida político-social do momento. Julgo ser este o grande problema do PSD. Tiveram o azar de escolher alguém para Presidente a quem a idade conferiu o direito à verbalização livre dos seus pensamento, ideias e ideologias e esqueceram-se de lhe colocar filtros para que seja politicamente correcta, compreendida e aceite pela sociedade política e social do momento.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

DOS AFETOS

”-Como aprendeste a ler? – Perguntou a rapariga a certa altura.
-Como todas as outras pessoas -respondeu o rapaz – Na escola.
-E, se sabes ler, então por que és apenas um pastor?
O rapaz deu uma desculpa qualquer para não responder àquela pergunta. Tinha a certeza de que a rapariga jamais entenderia. Continuou a contar as suas histórias de viagem, e os pequenos olhos mouros abriam-se e fechavam-se de espanto e surpresa. Á medida que o tempo foi passando, o rapaz começou a desejar que aquele dia não acabasse nunca, que o pai da jovem ficasse ocupado por muito tempo e o mandasse esperar durante três dias. Percebeu que estava a sentir uma coisa que nunca tinha sentido antes: vontade de ficar a morar numa única cidade para sempre. Com a menina dos cabelos negros, os dias nunca seriam iguais.
Mas o comerciante finalmente chegou e mandou que ele tosquiasse quatro ovelhas. Depois, pagou-lhe o que era devido, e pediu-lhe que voltasse no ano seguinte.
Agora faltavam apenas quatro dias para chegar de novo à mesma cidade. Estava excitado e ao mesmo tempo inseguro: talvez a menina já o tivesse esquecido. Por ali passavam muitos pastores para vender lã.
-Não tem importância – disse o rapaz para as suas ovelhas. - Eu também conheço outras meninas noutras cidades.
Mas no fundo do seu coração, ele sabia que tinha importância. E que tanto os pastores, como os marinheiros, como os caixeiros-viajantes, sempre conheciam uma cidade onde havia alguém capaz de fazer com que esquecessem a alegria de viajar livremente pelo mundo."


O alquimista, Paulo Coelho

Este excerto do livro que ontem iniciei dedico-o à minha pastora favorita com um agradecimento especial porque também ela é, para mim, muito especial.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

EXPLICAÇÃO

Partilhamos a vida real com as pessoas do nosso quotidiano: família, vizinhos, amigos, colegas de trabalhos... É gente conhecida aquela com quem cruzamos à hora do café, na ida aos correio, ao cruzar a rua... O nosso nome às vezes é bem lembrado, outras, ficar no aflorar da memória e ainda que não venha, está mesmo ali, debaixo da língua.
Mas eis que chegamos ao tempo da realidade virtual e tudo se transforma. Quem somos nós neste universo paralelo?
Trio, mais uma no cantinho! Essa flor tem tudo a ver comigo, Mofina dos ovos chocos. Porém, é a Blimunda que fica exposta às pedras que por mãos cobardes e traiçoeiras são atiradas, é a Jardineira que mora um pouco mais acima do leito deste rio, é a DD que nos virou as costas e nunca mais aparece.
E é do nosso mútuo desconhecimento que se criam laços de inexplicáveis afinidades, laços que não sendo de sangue, por sublime coindência, acabam por ter o mesmo código genético.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

A princesa

Anda aí uma linguaruda a ameaçar pôr as pessoas a um canto. Antes que me façam alguma intimação, resolvi tentar adoçar as bocas com um post.

Para as minhas sócias, amantes de livros e viagens, aqui fica um excerto do livro Viagem ao país da manhã’ de Herman Hesse. E mais uns complementos.


"E, cada um de nós, parecendo seguir ideais e fins comuns e lutar sob uma mesma bandeira, levava individualmente no seu coração, como força mais íntima e último consolo, o seu próprio sonho louco de infância. No que diz respeito ao meu próprio objectivo e destino de viagem, sobre o qual tinha sido interrogado pela Cátedra Suprema antes da minha admissão, era de natureza simples, ao passo que alguns dos outros irmãos se tinham colocado objectivos, que eu podia, evidentemente, respeitar bastante, mas não entender plenamente. Um, por exemplo, procurava tesouros e não tinha outra coisa na mente senão a conquista de um tesouro sublime, que ele chamava ‘Tao’, um outro, no entanto, tinha mesmo metido na cabeça capturar uma certa serpente, à qual ele conferia poderes mágicos e que chamava Kundalini. Em contrapartida, o meu próprio objectivo de viagem e vida, que já desde os anos tardios da adolescência se me apresentava em sonhos, era o seguinte: ver a bela princesa Fatme e, porventura, conquistar o seu amor."




Da ópera ‘A Flauta Mágica’ de Mozart, a ária em que Tamino sabe da existência da princesa Pamina através do seu retrato, se apaixona por ela e deseja encontrá-la.



(...)
E, se bem que seja obscuro
Tudo pela estrada fora,
E falso, ele vem seguro,
E vencendo estrada e muro,
Chega onde em sono ela mora

(...)

FP, Eros e Psique

HINO À ALEGRIA



Tem de ser em enguilês!

O AMOR NOS TEMPOS DE COLERA

"- E até quando pensa o Senhor que podemos continuar neste ir e vir dum caralho? – perguntou-lhe.
Florentino Ariza tinha a resposta preparada há já cinquenta e três anos, sete meses e onze dias com todas as noites.
- Toda a vida – disse."

"Amor nos Tempos de Cólera" - Gabriel García Márquez

Li “Cem anos de Solidão”, se a memória não me atraiçoa, há uns quinze anos. Num tempo em que o meu poder analítico e introspectivo se centraria mais em frivolidades extasiantes da vida prática, não obstante o prazer que me provocou a leitura do livro, confesso que não terei sabido extrair dele mais do que isso. O prazer da leitura. Vou relê-lo brevemente.

“Amor nos Tempos de Cólera” encheu-me as medidas. A ficção move-se dentro do imaginário do leitor a uma velocidade vertiginosa desembocando num final feliz contra todas as reais expectativas geradas pelo decorrer inexorável do tempo. O amor platónico de Florentino auto-alimenta-se, obstinadamente, de esperança sem o menor indício de presente ou futura aceitação e retribuição, depois de repudiado pela sua “Deusa Coroada” e subsiste nas suas primeiríssimas forma e grandeza, até ao dia em que, finalmente, passado meio século, virá a completar-se na alma e no corpo de Firmina quando ambos são já septuagenários. Numa idade em que o amor é considerado obsceno ambos fazem pleno uso de direito do seu livre arbítrio para, finalmente, viverem o resto dos seus dias como lhes dá na real gana.

Como em todas as boas obras, perdi-me algures entre a ficção e a realidade e continuo sem saber onde estou.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

DESGRAÇA

Mais vale cair em graça que ser engraçado!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

BOAS LEMBRANÇAS!

MARIA MADALENA

Maria madalena é uma personagem que foi dada a conhecer, pelo catecismo católico como uma mulher pecadora. Uma prostitua a quem Jesus Cristo deu a mão, por piedade e que ter-se-á convertido aos bons ensinamentos do Mestre. Aquando do seu apedrejamento em praça pública, Jesus veio em sua defesa, incitando aqueles que não tivessem pecados a atirar a primeira pedra. Esta é a versão da Igreja Católica. A versão dos Templários, e das ordens que lhes sucederam, mostram-nos Madalena como uma mulher sublime, sagrada, a outra metade de Jesus. Foi o pilar do Sagrado Feminino.

Não sou uma mulher de fé, daí que não acredito cegamente, sem questionar, seja no que for. Subscrevo, na minha maior insignificância, a posição aristotélica de que a dúvida é o princípio da sabedoria. Contrariamente a esta posição existem os dogmáticos, fiéis seguidores da doutrina cristã, que nem eles sabem de que forma lhes foi dada a conhecer. São homens de fé, pessoas que se auto-definem como “de bem” e que pelo seu carácter de bons cristãos, não se inibem em acatar e divulgar como verdades absolutas, ideias que se lhes afiguram, pela leitura de meia dúzia de tretas que lhes chega aos olhos, por um qualquer meio.

A esses cristãos, fiéis e que n’Ele confiam sem pestanejar e a cujos ensinamentos, que não são d’Ele mas de homens que, prepotentemente, se fizeram na voz d’Ele, a quem seguem com subserviência canina, ofereço a sabedoria de um outro génio - Orson Welles: “É preciso ter dúvidas. Só os estúpidos têm uma confiança absoluta em si mesmos.”

ANONIMATO

Se alguém falar de Joseph Ratzinger, George W. Bush ou de Bin Laden, a maioria de nós saberá relacionar o nome a uma personalidade. Mas saberemos nós alguma coisa mais sobre estas pessoas? Quanto a mim, pouco ou nada sabemos daquilo que, efectivamente, são. O mesmo se aplicará a muitos ilustres conhecidos e outras tantos desconhecidos. Nada do que nos chega ao conhecimento é retrato daquilo que somos. Damos aos outros partes segmentadas de nós, amanhadas segundo aquilo que se nos afigura mais conveniente. Isto é: palha aos burros, papas e bolos aos tolos, e, talvez um pouco mais do que isso aos outros.

O novo mundo da blogosfera tem como motor principal uma espécie de código deontológico que se rege pela ausência de BI substituída pela existência de um nome que se veio a designar de “nick”. Os inter-agentes relacionam-se por meio do seu uso, e, habitualmente, mantêm-no nas suas intervenções. O nick identifica o blogueiro. Pode ser que tenha alguma coisa da pessoa que o usa, mas não é o seu BI. Segundo o meu ponto de vista, o bom cumprimento do dito código deontológico blogueiro implica que se use sempre o mesmo nick, por forma a que se possa identificar um comentário ou uma postagem, com determinada personagem. Ora, assim sendo, comentários anónimos são de ninguém. Existe, portanto, uma não identificação com qualquer personagem, mas sim uma forma de se escrever banalidades ou não, sob uma capa que pode ser de qualquer um. É uma clara e evidente falta de carácter dentro de um código que apenas se aplica nos meandros do blogger. Nada mais do que isto.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

VIUVEZ

"No ócio reparador da solidão, em compensação, as viúvas descobriam que a forma honrada de viver era a mercê do corpo, comendo só por fome, amando sem mentir, dormindo sem terem de fingir-se adormecidas para fugir à indecência do amor oficial, donas por fim do direito a uma cama inteira só para elas na qual ninguém lhes disputava a metade do lençol, a metade do seu ar que respiravam, a metade da sua noite, até que o corpo se saciava de sonhar com os seus próprios sonhos e acordava só"

"O Amor nos Tempos de Cólera" - Gariel García Marquez

TIME



Tired of lying in the sunshine staying home to watch the rain
You are young and life is long and there is time to kill today
And then one day you find ten years have got behind you
No one told you when to run, you missed the starting gun


Time -The Dark Side of the Moon, 1973 - Pink Floyd

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

AOS PEIXINHOS DO CÉRTIMA

”Toma um homem do mar um anzol, ata-lhe um pedaço de pano cortado e aberto em duas ou três pontas, lança-o por um cabo delgado até tocar na água; e, em vendo, o peixe arremete cego a ele e fica preso e boqueando até que assi suspenso no ar, ou lançado no convés, acaba de morrer. Pode haver maior ignorância e mais rematada cegueira que esta? Enganados por um retalho de pano, perder a vida! Dir-me-eis que o mesmo fazem os homens Não vo-lho nego. Dá um exército batalha contra outro exército, metem-se os homens pelas ponta dos piques, dos chuços e das espadas, e porquê? Porque houve quem os engodou e lhe fez isca com dous retalhos de pano. A vaidade, entre os vícios, é o pescador mais astuto e que mais facilmente engana os homens. E que faz a vaidade? Põe em isca nas pontas desses piques, desses chuços e dessas espadas dous retalhos de pano, ou branco, que se chama hábito de Malta, ou verde, que se chama de Avis, ou vermelho, que se chama de Cristo e de Santiago; e os homens, por chegarem a passar esse retalho de pano ao peito, não reparam em tragar e engolir o ferro. E depois disso, que sucede? O mesmo que a vós. O que engoliu o ferro, ou ali ou noutra ocasião, ficou morto, e os mesmos retalhos de pano tornaram outra vez ao anzol para pescar outros."

In Sermão de Santo António aos Peixes

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

ISSO É QUE É FALAR!

Ora nem mais! Como se não bastasse todos os crimes praticados, com poucas ou nenhumas probabilidades de ser punido por eles, ainda teremos que lhe pagar indemnizações pelo facto do governo lhe ter privatizado a galinha de ovos de ouro. É valente! Este país não existe e eu estou a viver um pesadelo. Só pode!

BOAS COMO O MILHO!

Há alguma dúvida de que as administradoras deste blogue são umas queridas, umas lindas fofinhas?

terça-feira, 4 de novembro de 2008

BREVE

Sem querer impor quaisquer regras, muito menos de bom comportamento, será oportuno esclarecer que os objectivos deste blogue não passam necessariamente por quedas acentuadas de qualidade. Este reparo é feito apenas para evitar a repetição de filmes de péssimo gosto.

SABEDORIA POPULAR

Nunca argumentes com idiotas! Rebaixam-te ao mesmo nível e ganham-te por experiencia!

OBJECTIVO DA SEMANA


Trabalhar por objectivos... BOA!

Segunda-Feira Terça-Feira Quarta-Feira Quinta-Feira Sexta-Feira

Ora Bolas! Era suposto aparecer um homenzito (verde) a espreitar à porta da Segunda e a atirar-se em fuga corrida para a porta da Sexta. Não aparece mas Vexas podem muito bem dar corda aos neuróniozitos (verdes) e objectivar vendo-o a esgueirar-se. Podem ou não? Olha, já se foram!

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

FILHADAPUTICE

É já sem o menor pudor, sem o menor cuidado com a ocultação dos factos, que nos é revelada a promiscuidade crescente e descontrolada existente entre a classe política, em exercício governamental ou não e a corja de ladrões que constituem a banca portuguesa. Desde os menores administradores aos fiscalizadores máximos vivem-se descaradas patranhas de esconde-esconde dos maiores crimes fiscais e económicos. E com a maior das latas, privatizam-se passivos para que os infelizes cumpridores, pagadores de tudo e mais alguma coisa que lhes impõem a pagamento, descasquem a abacaxi. Os activos continuam na mão zelosa e providencial dos fiéis administradores cúmplices senão protagonistas em co-sociedades in ou off-shores com os prevaricadores, corruptos, sanguinários ladrões para que continuem a encher os bolsos e as barrigas à custa do esforço dos que já nada conseguem esforçar sob pena de estraçalharem a de si já tão frágil roupagem que lhes resta. E ninguém se empenha em descobrir a razão pela qual verdadeiros “zés-ninguéns” conseguem assenhorar-se de verdadeiras fortunas em apenas meia dúzia de anos. E porquê? Porque têm rabos presos. Porque se não os consegues vencer junta-te a eles. Porque não se pode remar contra a maré. Porque é assim. Porque ser honesto não compensa. Os honestos morrem na miséria. Dos fracos não reza a história. Nunca ninguém enriqueceu sendo honesto. E viva a filhadaputice!

FIEIS DEFUNTOS

"O Dia de Fiéis Defuntos não é dia de luto e tristeza. É dia de mais íntima comunhão com aqueles que não perdemos, porque simplesmente os mandámos à frente» (S. Cipriano).

Quando não somos livres e continuamos a prestar vassalagem às maiores palhaçadas protagonizadas pelas mais hilariantes formas da vida em sociedade, deparamo-nos muitas vezes com verdadeiras anedotas. "Não perdemos porque simplesmente os mandámos à frente". Primeiro, era preciso que fossemos todos bruxos como S. Cipriano para ter esse poder. Se assim não fosse, tínhamos que ser, no mínimo, criminosos para decidir mandar alguém para os anjinhos. Depois, é dia da mais íntima comunhão com aqueles que não perdemos?!! Atão não! Só aqueles que nunca tivemos é que não perdemos. Perdemos e de que maneira! Agora, o que eu perdia sem a menor tristeza e com o maior alívio era o desfile de todas as vaidades e falsidades deste dia. Mas está bem! É preciso dinamizar a economia. A floricultura e a indústria da cera constituem um bom contributo neste dia.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

THE UNFORGIVEN



Uma beka de good sound para o fds.
Men, este som é uma curte! Yeah!!!

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

O CÓDIGO DA VINCI

“Avassalado por uma súbita reverência, Langdon caiu de joelhos. Pareceu-lhe, por um instante, ouvir uma voz de mulher…a sabedoria das idades…murmurar-lhe das profundezas da terra.”

Há sempre uma pontinha de tristeza quando seja o que for, capaz de proporcionar-nos prazer, chega ao fim. Apenas duas palavras para definir este romance: “Da Deusa”

QUAL OPOSIÇÃO QUAL QUÊ?!

Diz-nos um órgão de comunicação social, que as despesas de deslocação e estadas dos nossos digníssimos deputados da AR sofrerão um aumento de 7,6% no próximo ano, percentagem que se traduzirá num valor que ascende os 3,72 milhões de euros. Subida orçamental apreciável, no entanto, folgada, de acordo com a melhor opinião do presidente gestor e administrativo da referida casa que representa o povo português. Diremos nós, povo português, “Haja vergonha”; “Estes gajos são uns larápios”, “O Zé Povinho é que se lixa a apertar o cinto para estes estupores estoirarem o nosso dinheirinho no bem bom” entre outras sentenças reflectoras da mais pura indignação. E muito bem. Vivemos em democracia e em democracia as pessoas dizem o que querem. O que nós, Zé povinho, não sabemos é que não pode ser de outra maneira. Senão vejamos: como é que seria possível sermos bem representados nas nossas pretensões se os nossos representantes não tivessem a mínima noção daquilo que é bom para o povo. E o povo quer ver reflectidas nas medidas governamentais discutidas e aprovadas em sede própria as suas melhores aspirações. E todos nós aspiramos ao bem bom. Quem é que quer andar de casal de 2 quando pode andar de Mercedes? Quem é que quer ir de comboio quando pode ser papalmente conduzido num jactinho? Quem é que quer comer sardinha quando pode ter caviar? Que se lixem os outros que não têm pão para a boca dos filhos, nós queremos é os nossos atulhados de TLM’s e PSP’s e DVD’s .O mais curioso é que, até agora, não se ouviu uma única voz de oposição ao considerável aumento orçamental. Será porquê? A oposição adormeceu? É muito simples:não se pode levantar o dedo ao acaso sob pena de se enfiar o respectivo no próprio olho.