sábado, 21 de fevereiro de 2009

Apanha-se mais depressa um coxo

Detesto desafios. Quando me lançam um, despacho-o logo, e nisso emprego um esforço inexistente no resto das tarefas de que sou incumbida.
Só é pena este jogo dar direito apenas a 3 mentiras contra 6 verdades. Não se pode negociar?
Um alerta: o que é verdade hoje pode mudar amanhã ou antes.


Então aí vai - parte III:

1. Nunca saio de casa sem me perfumar.
2. Sou tão teimosa que não consigo dar razão a mim própria.
3. Quanto tinha 19 anos encontrei um preservativo à beira-mar e usei-o para guardar conquilhas, pensando que era um saco plástico.
4. O meu 1º acidente de viação foi com uma Puch subtraída sem licença, numas férias de Verão; passei a temporada no Algarve com camisolas de Inverno para esconder da minha mãe as cicatrizes.
5. Sou psicóloga.
6. Na minha Queima das Fitas caí do carro alegórico, tal era a carroça.
7. Nunca sofri amizades defraudadas.
8. Sonho em ganhar no euromilhões.
9. Sou viciada em livros e em cigarros. Leio os primeiros e fumo os segundos - nada de confusões.


Mofina, só faltas tu da Quadratura. Aposto que não consegues dizer uma única verdade.

Mentirosa, eu?!

A Blimunda, que faltou ao encontro das bruxas alegando andar farta de gente desgrenhada e mal cheirosa, vem agora dizer que nos quer conhecer melhor. Descrevam-se, diz ela, mas só têm direito a três mentiras.

Então aí vai:

  1. Nunca digo mentiras.
  2. Nunca quebro as regras estabelecidas.
  3. Nunca dou seguimento a correntes da net.
  4. Nunca apanhei uma bebedeira.
  5. Consigo tocar com o dedo grande do pé na ponta do nariz.
  6. Frequentemente saio do trabalho toda suja de terra (jardineira, né).
  7. Gosto de tirar fotos (esta é uma grande novidade).
  8. O meu autor favorito é Herman Hesse (esta foi para dar um toque erudito à coisa)
  9. Ando a gastar demasiado tempo na net.

Por isso fui. Nove de vocês, que passam por aqui, façam o favor de dar seguimento a isto, assim mandam as regras.

Bom fim de semana, para as minhas companheiras, e para quem por aqui passa.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

SERMAO DE S.PINOQUIO AOS PEIXES

Corre sibilinamente entre os peixinhos do Cértima, que ouviram por entre marulhos, dos peixinhos do Águeda, que por sua vez ouviram dos peixinhos do Vouga, a notícia de que S. Pinóquio rondará as margens deste último a curto prazo, tendo-se até já posto a caminho. Dª Monstra, a Baleia, uma papona irregenerável e avara, terá alegadamente deglutido a Solução para a Crise como moeda de troca pela vida de seu tio Gepeto. S. Pinóquio virá corajoso e armado de eloquência e arrojo, como sempre, até ao seu esconderijo, calcula-se algures acima do Poço de S. Tiago para, a título de mais um sermão aos peixinhos, aproveitar a oportunidade para atirar-se à monstra e assim salvar a Solução. O Grilo falante, sempre consciencioso, foi avisando-o sem, no entanto, colher daí qualquer resultado – S. Pinóquio tenha cuidado, os peixinhos não são confiáveis e estão muito descontentes. Mas ele não faz caso e, como um menino valente e santo, virá sem dúvidas, sem medos, sempre de arma em riste e não se deixando intimidar por coisa alguma. – Eles que nem pensem que conseguirão demover-me dos meus propósitos. Encontrarei D. Monstra e arrancar-lhe-ei ainda que da amálgama das suas vísceras, a maldita Solução. E aí vem, escoltada por um grande grupo de meninos que conseguiram a custo safar-se à transformação total em burros, hasteando as suas orelhas e os seus rabos típicos de quem comete maldades umas atrás das outras mas nem assim se dignam baixar cachimbo. O distrito está em polvorosa: S. Pinóquio e a sua trupe estarão área. Peixinhos do Cértima, camaradas vizinhos e amigos – Alerta! Organizem-se, porra!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

AQUILO QUE O DO SEMÁFORO QUERIA DIZER À BLIMUNDA

"És como um helicóptero. Gira e boa.”

BLIMUNDA A DALTONICA

Ninguém à minha frente, apenas um semáforo. Não estava em mudança de cor. A cor já estava estável quando me aproximei reduzindo a velocidade com a calma e a serenidade que a operação requer. Ouvi uma buzinadela longínqua apesar de ter saído da viatura que me antecedia. Não pensei em nada. Segunda buzinadela e olho pelo retrovisor resmungando com os meus botões - Mas que raio quer este gajo? Será alguém conhecido a tentar dizer-me que está atrás de mim? Burro que nem uma porta! Como quer ele que eu consiga saber quem é se não se vê nada para trás? - Terceira buzinadela. – Dass!!! Que anormal! - Subitamente num fash de presença de espírito vejo uma cor verde a fugir-me do raio de visão passando a laranja ou amarelo dependendo do grau de daltonismo de cada um e depois a vermelho. - Cum caraças! Tou pior! - Afundei-me no assento e esperei pelo regresso do verde agora já sem buzinadelas. Em ponto de embraiagem aguardo o momento de fugir rápido dali. Como seria de esperar, o condutor de trás aproveitou para passar-me ao lado assim que dei pisca para seguir pela via da direita e mudar de sentido. Sabia que vinha lá mimo e veio - nova buzinadela e um “ Dah” gestual. Com um encolher de ombros sorri e soprei-lhe um beijo. E lá foi o homem feliz porque lhe tinham dado oportunidade de fazer mais um “Dah” a uma mulher. PQP!!! Fico nas horas do caraças quando merdas destas me acontecem! Preciso urgentemente de férias!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

OS BONS EM TUDO

Era uma vez um grupo de meninos muito vaidosos e possuidores de um desmedido orgulho na sua fardinha. Pouco lhes importava se pertenciam ou não a uma escolinha onde muitos outros meninos também tinham fardinhas, embora diferentes, mais escuras, sóbrias, menos brilhantes. Quando lhes perguntavam quem eram, onde pertenciam e o que faziam respondiam como se o nome do seu grupo fosse omnipotente, clarividente e grandiloquente – somos os Bons em Tudo.

Ora, como se sabe, os Bons em Tudo prestavam vassalagem ao Director Geral da Escolinha da Grande Nave da Rambóia. Um belo dia o Sr. Director que está lá no Governo a mandar no senhor Director que está na escolinha grande, que por sua vez está na escolinha grande a mandar nos senhores directores que mandam nas escolinhas mais pequenas, lembrou-se de reorganizar os diferentes grupos da Escolinha em Geral. Foi aí que a porca torceu o rabo porque os Bons em Tudo perderam a fardinha clarinha, o chapeuzinho característico, os carrinhos brancos às listas e o pior de tudo o crachá. Isso é que foi uma grande chatice! O seu espírito de grupo veio ao de cima e toca de se manifestarem da forma que melhor sabiam fazer – fazendo nada. Deixaram pura e simplesmente de brincar. Fazem de conta que brincam! Vão para a rua em bandos e deixam-se ficar com os seus ainda carrinhos brancos às listas a ver os outros meninos todos nas suas correrias diárias e em vez de se juntarem e fazerem uma força maior como a daquela menina do Euro e do Scolari que agora não me lembro como se chama, tratam de tirar boas sonecas e esperar que o tempo passe.
Ora isso é que é falar! O país está todo lixado mas os meninos lindos e Bons em Tudo capricham porque deixaram de ser Bons em Tudo passando a ser apenas mais uns meninos que pertencem e obedecem directamente aos seus directores das escolinhas Grande Nave da Rambóia.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

CRONICA ARGUMENTATIVA

Não obstante a minha total concordância com o nosso amigo JG, o que aliás de uma ou outra forma quase sempre acontece (vá-se lá saber porquê), gostaria de tecer alguns comentários sobre o entendimento que fiz da forma como se debateu ontem, no programa “Prós e Contras”, o assunto “Casamento Homossexual”.

É contra séculos de cultura que nos injectam desde cedo que tento cultivar e alimentar na minha natureza a tolerância, a compreensão e o respeito pela diferênça. Admito que não percepciono com a mesma visão a manifestação pública de carinho entre pessoas de sexos opostos e pessoas do mesmo sexo. Nada a fazer! É mais forte do que eu! Causa-me um mau estar que se tem manifestado persistente e de difícil combate.

A minha posição pessoal nada tem a ver com o que ontem constatei durante o debate do programa da Dr.ª Fátima Campos Ferreira que engorda a olhos vistos de semana a semana. A Doutora e não o programa, obviamente.

Não sendo obstativa, para o efeito, a minha posição pessoal conclui que, ou por falta de concretos, irrefutáveis e válidos argumentos ou porque simplesmente são pessoas pouco informadas, os “Contra” manifestaram-se um bando de galinhas tontas sem saber de que lado reclamar a atenção do seu galo. Desde padres a professores universitários, nenhum foi capaz de dizer “coisa com coisa”, alegando, pelo contrário, razões mais do que risíveis e burlescas para defender as suas posições, como exemplarmente alegar que os bissexuais também não podem casar com os dois géneros pelos quais se sentem atraídos sexualmente.
Ora, tal como seria expectável, esta intervenção “universitária” foi prontamente arrasada com a contra-posição de que os homens que se sentem atraídos por um número indefinido de mulheres não se casam com todas elas. Já por seu lado, os eloquentes defensores do “Prós” apresentaram razões coerentes, credíveis e válidas. Honra lhes seja feita. Pelo menos demonstram que sabem o que querem e pelo que lutam.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

UMA MÁXIMA NUMA NÍNIMA!

Quem não namora, dinheiro não atira fora.

COISAMAILINDA!

Ohhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!!!
Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!!!
Xiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!!!!!
Hummmmmmmmmmmmmmmmm!!!!
Para quê mais palavras?
Está tudo dito!
Não o está sempre?!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

FUNES, O MESTRE II

Há coisas que têm mesmo que ser publicitadas. Funes acrescentou hoje uns valentes gigabytes à já titânica consideração que nutro pelo homem que tem anunciado ser.
Sem qualquer tipo de reserva, passado 30 anos, desnuda-se de alto a baixo confessando um amor platónico de uma forma absolutamente reverencial.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

OLHA A MINHA VIDA!

Estes gajos estão a aderir em força à nova táctica do SIS e do Ministério Público, chamando os bois pelos nomes mas na negativa.

Esta é a segunda mensagem que recebo hoje de um tipo/a que se chama “Não é Spam mas sim Alter Ego”

É evidente que adulterei o endereço. Não quero contribuir, de forma alguma, para a desgraça alheia.

“Conheces-me, mas tenho de manter o anonimato. Por favor divulga este blog. Vais perceber a importância dele se leres os seus pequeníssimos textos. É a revolução. O primeiro texto é de apresentação. Sexta-feira começa tudo.
Visita o endereço que anteriormente estava digitado incorrectamente:http://www.omeuttyylerduurden.blogspot.com/
ObrigadoAlter Ego “

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

A BEIRA DO DESEMPREGO

“De Norte a Sul, milhares perdem o emprego. Como resistir? O que fazer para contornar a crise? Centenas de desempregados marcam presença no maior programa da televisão portuguesa. Frente-a-frente: o Ministro do Trabalho, Sindicatos e o maior partido da oposição.” – Este foi o mote de abertura do programa “Prós e Contras” de ontem.
Do público, entre outros que não tive oportunidade de ouvir, verborreou um intitulado empresário, de uma indigente quase inimputável postura que conseguiu granjear a minha solidariedade para com os participantes convidados da bancada principal, a saber, Vieira da Silva, Ministro da Segurança Social, António Borges do PSD, Carvalho da Silva da CGTP, João Proença da UGT, António Saraiva da CIP e Alberto Figueiredo, outro empresário. Senti que, assim como eu, também eles sentiram vergonha. E porquê? Perguntam vocês. Porque tenho vergonha que pessoas que têm obrigação de dignificar levando a sério um problema gravíssimo, se apetrechem com representações teatrais, absolutamente ridículas e que com isso consigam confundir e atormentar ainda mais as vitimas dos desmandos de quem nos governa. O pobre homem, dono de uma chafarica do ramo dos têxteis com 10 empregadas clamava há mais de já-não-me-lembro quantos anos, mais 10 que não conseguia de forma alguma. Esqueceu-se, entretanto, de referir que provavelmente explora as trabalhadoras não permitindo sequer que vão à casa de banho e que as persegue para que produzam como escravas. Esqueceu-se, provavelmente, de referir que não as deixa parar para que possam alimentar-se a meio da manhã, que não se suporta o frio no inverno nem o calor no verão debaixo das telhas de zinco da chafarica. Enfim, uma série de justas causas para que as pessoas se recusem a trabalhar para ele. Atestou ainda que somos um país de ricos e que não há qualquer crise porque ninguém quer trabalhar sendo a culpa do governo que dá tanto de subsídio como ele de salário, salário esse a que é obrigado por lei, nem mais nem menos 1 centavo. E continuou gesticulando e arremessando acusações a torto e a direito, desde às instituições de Guimarães, até aos senhores da bancada principal. Atestou ainda que não paga nem pagará um centavo que seja à segurança social nem ao Estado, que primeiro pagará aos trabalhadores. Esqueceu-se novamente de referir que aos trabalhadores não se esquece ele de descontar os devidos impostos que, por sua vez deveria entregar ao Estado e não entrega. E o desenrolar de puras alarvices foram tantas que continuar a desfiar rosário seria tarefa ingrata para quem escreve e para quem lê.
Não me espanta nem me surpreende que pessoas assim empreguem subjugando outras pessoas àquilo que se possa entender como emprego. O que me espanta e me causa ainda alguma indignação é que instituições como a RTP na pessoa da Dr.ª Fátima Campos Ferreira se aproveitem destas infelizes realidades para dar ênfase, popularidade e audiências a um programa televisivo.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

ATUREM-ME!

Que coisa pavorosa, a par dos toques para telemóveis e outras idiotices que tais, agora o teste da morte assalta-nos por muitos recantos da Internet.

A minha sorte é saber que vou durar, no mínimo, quinhentos e muitos anos. Em miúda perguntei "
Cucu da eira, cucu da ramalheira, quantos anos me dás de solteira"... e o passaroco piou não sei quantas noites consecutivas, como quem diz: Não te casarás, mas grama com estes anos em cima!

sábado, 7 de fevereiro de 2009

METAMORFOSES



Do muito para o pouco

Do pouco para o nada

Do nada para o universo




O mar desfaz-se na praia

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

FALICISMO CRONICO

Faço questão de não comentar esta imagem. Ainda assim consciente de que esta é já uma forma de comentário.

FUNES, O MESTRE!

É dado adquirido que sou fã incondicional de Funes, el memorioso. De entre inúmeras postagens pedagógicas, lúdicas, dogmáticas, pragmáticas, enfim, enriquecedoras a vários níveis, encontrei há tempos esta que hoje me apeteceu reler e partilhar convosco e com a devida vénia ao seu autor, tomar a liberdade de aqui transcrever.
"Do Desejo
Sou masoquista.
Acredito na felicidade pelo eterno sacrifício e pela eterna renúncia. Não pela renúncia ao desejo, à maneira do estóico ou do oriental. Mas, ao invés, pela renúncia, de certo modo platónica, à consumação do desejo que infinitamente se cultiva.
Acredito que ser feliz não é não desejar. É desejar ilimitadamente, sem nunca chegar a ter.
Não creio que seja caminho a todos recomendável."
Funes, el memorioso, 2006-12-05

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

GENIOS DO DISCURSO CONCISO/DIFUSO

Trimmmmmmmm!
(Isto era antigamente quando os telefones não eram os bichos electrónicos de agora)
- Quem fala?
- Olá Joaninha, é a tia. Estás boa?
- Sim
- Olha uma coisa, quando atendes o telefone deves dizer
- Estou. Bom dia. Quem fala?
- Está beeeeem.
- E a escolinha?
- Está boa.
- Tens estudado muito?
- Sim.
- E portas-te bem?
- Sim.
- O mano está bom?
- Não.
- Porquê?
- É chato.
- Olha chama o papá que preciso falar com ele.
- Tá.
- Papáááááááááá.
(...)
- Espera aí.
(...)
- Olha não podes falar com ele agora porque ele não está aqui. Está na casa de banho, sentado na sanita a fazer cócó.

Mai nada!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

O SONHO DO VALENTIM! PIM!

Raios partam os dias pré-estabelecidos para se comemorar seja o que for! Sou completamente avessa a esta treta! Vão ludibriar outra! Lamechices e ró-nhó-nhós servem a mentecaptos! Basta! Pum! Basta! Uma geração que consente deixar-se ludibriar por falsas e fúteis comemorações do dia de (…) é uma geração que nunca o foi! É um coio d’indigentes, d’indignos e de cegos! É uma resma de charlatães e de vendidos, e só pode parir abaixo de zero! Abaixo a geração dos dias de(…)! Morram os dias de(…)! Morram! Pim!
P.S - Esta coisa tem já quase um ano e é uma segunda edição. Para quem não sabe, claro! Não linco porque a gaja não me cobra direitos de autor. A foto não faço ideia de onde caiu.