sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

COMUNICAÇÃO

Comunicamos aos nossos queridos leitores amigos e menos amigos que, caso se venha a verificar uma ausência generalizada e prolongada, esse fenómeno deve-se ao facto de termos ido todas à bruxa. Não para lhe tomarmos os conselhos mas sim o exemplo.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

IT'S RAINING MEN!

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia verificar-se-á, a partir do dia de hoje, uma significativa alteração das condições climatéricas que se têm vindo a manter há já alguns dias.
Está prevista a queda de uma variante de granizo com dimensões verdadeiramente teratológicas que arrasará sem dó nem piedade culturas superiormente concebidas e estabelecidas.
Devem, portanto, os grupos de riscos sensíveis a este estado meteorológico – os referidos detentores de cultura superiormente concebida e estabelecida, vulgo mulheres - tomar as devidas precauções no sentido de se precaverem com dispositivos de preferência à base de titânio, de carbureto de tungstênio e até diamante, e, assim, protegerem-se do impacto que, inevitavelmente, resultará da precipitação desta estranha forma de precipitação, composta por pedras de gelo que podem medir desde os 150 aos 190 cm.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

DASSSSSS

Atenção que isto é para se ler aos berros.

DASSSSSSS!
PQP ESTA MERDA!
VOU FAZER EXTENSÕES E DAR VOLUME AO CABELO!

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

É DO TEMPO...

No comércio nada se vende, nada se compra, tudo se penhora.
Na política nada melhora, nada se realiza, tudo se promete.
Na família todos se entendem, todos tocam música, ninguém lava a loiça.
Na arte grandes vidas, pequenos dramas, tudo acaba numa instalação.
Na internet milhares de nicks, montes de links, que grande confusão.
Na cabeça nada cresce, nada existe, tudo se posteja.

sábado, 24 de janeiro de 2009

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

O QUE É DEMAIS É MOLÉSTIA!

É bem verdade que nada é original. Já pensei desatar a inventar palavras nunca antes proferidas e que ninguém entenda até que alguém lhes ache alguma graça e se atreva a repeti-las uma e outra e ainda outra vez até que acabem encaixando a curto prazo no vocabulário corrente e a longo no dicionário. É óbvio e evidente que terá alguém que se lembrar de lhes dar um significado aceitável, corrente e mais ou menos substanciado para que a coisa entre na moda. É esta minha falta de iniciativa que me tolhe e me impede de fazer postagens. Por todo o lado se lê “coisas” sobre Obama, sobre Israel e a Faixa de Gaza e sobre o diabo a 7. Sempre uns tentando antecipar-se a outros e dizer mais e melhor que todos. Confesso, estou cansada e nem estou para aí virada. Será talvez mérito desta meteorologia multi-depressiva. Ok, está no tempo dela, mas o que é demais é moléstia!

PUERICULTURA

Já se sabe, agora os bebés já nascem de olhos abertos, e logo nas primeiras semanas ficam todos vivaços e reguilas. A causa só pode ser uma: Os ninhos que as cegonhas fazem nos postes de alta tensão.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

domingo, 18 de janeiro de 2009

MANAGEMENT GENIUS

Foi numa conferência intitulada “ A Libertação da Sociedade Civil”, pasme-se, que o popular líder da comunicação social e presidente do grupo Impresa, para quem não sabe, Dr. Francisco Pinto Balsemão, lançou o mais risível e absurdo, no meu modesto entender, repto ao governo: benefícios fiscais em matéria de IRC para as empresas que aumentem o seu investimento publicitário em 2009. E adianta, como se não fosse, por si só, facilmente compreensível o alcance e objectivo prático desta proposta: "Não se trata de mais um subsídio, mas de um incentivo às empresas que, em vez de se deixarem mergulhar na crise e começar a cortar pelo mais fácil, a publicidade, façam um esforço de investimento no sector".

Apesar de não ser pessoa de sorriso fácil, não me coibi de largar uma valente gargalhada ao ouvir tamanho dislate. Ainda assim, dando a respectiva margem de crédito que, por natureza, dou a todas as alminhas e no sentido de encontrar o fio condutor das boas intenções de tamanha patranha, tentei desmantelar a coisa, spot por spot. Senão vejamos: não basta ser já o papalvo do consumidor bombardeado com publicidade enganosa e menos enganosa por todos os poros, teria ainda que pagar para o ser? E com que finalidade? Dinamizar a economia? Certo! E é assim que se dinamiza a economia? A enganar o Zé Povo e a conduzir as famílias ao consumismo exacerbado que as levou à situação de falência em que se encontram neste momento?

Apliquemos este cenário à vida real e visualizemos a cena na praça de peixe da Costa Nova.
- Quanto é?
- São 8 aeros freguesa.
- 8 euros? Mas ali está escrito que a dourada está a 7 euros o quilo!
- Ó minha santa, o que está a mais é o preço do meu pregão.

Há de facto verdadeiros cérebros empresariais! Quem teria tamanha eficiência e pujança empreendedora para propor a um governo a aplicação do dinheiro dos contribuintes em mais valias para as grandes empresas e que se resume ao pré-pagamento da sua própria burla comercial? É de génio, convenhamos! Primeiro os banqueiros, depois as empresas de comunicação social! Caso para perguntar: qual será a próxima associação criminosa que vai pedir e, quiçá, obter incentivos à produção? O gang do multibanco? Este talvez não, visto que foi aparentemente desmantelado. Outros farão pleno uso do seu direito ao assalto do bolso dos papalvos contribuintes através da magnânima, beneficente e incentivadora política do nosso governo.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

CAUTELA COM OS AMORES

É de um homem supostamente incauto em matéria de amores que se ouve o apelo – Jovens portuguesas, cautela com os amores muçulmanos! Pensem duas vezes antes de se meterem em montes de sarilhos que nem Alá sabe como sair deles.

Ora meu caro Cardeal, não posso anuir mais com Sua Eminência. Tivesse a minha voz o santo eco e a graciosidade que tem a sua e diria mais ainda - Jovens de todo o mundo, muita cautela! Pensem duas mil vezes antes de se meterem em sarilhos com os amores independentemente do credo, sexo ou cor que tiverem.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

QUAL EPOPEIA DOS DESCOBRIMENTOS QUAL QUÊ!


Depois da consagração do CR7, para nos sentirmos os maiores, só nos falta que o cão de água português seja o escolhido da Casa Branca.

Estou em pulgas...

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Só por existir
Só por duvidar
Tenho duas almas em guerra
E sei que nenhuma vai ganhar

Só por ter dois sóis
Só por hesitar
Fiz a cama na encruzilhada
E chamei casa a esse lugar

E anda sempre alguém por lá
Junto à tempestade
Onde os pés não têm chão
E as mãos perdem a razão

Só por inventar
Só por destruir
Tenho as chaves do céu e do inferno
E deixo o tempo decidir

E anda sempre alguém por lá
Junto à tempestade
Onde os pés não têm chão
E as mãos perdem a razão

Só por existir
Só por duvidar
Tenho duas almas em guerra
E sei que nenhuma vai ganhar
Eu sei que nenhuma vai ganhar




Jorge Palma



So - Jorge Palma

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

QUE FRRRIIIO

”Porque se quiséssemos um termo de comparação para a vida, o melhor seria o de um metropolitano, atravessando o túnel a cinquenta milhas à hora — e deixando-nos do outro lado sem um gancho sequer de cabalo! Cuspidos aos pés de Deus, inteiramente nus! Rolando por campos de tojo como embrulhos de papel pardo atirados para dentro de um marco de correio! E os cabelos puxados para trás pelo vento como a cauda de um cavalo nas corridas! Sim, são coisas destas que podem dar uma ideia da rapidez da vida, a destruição e reconstrução perpetuas: tudo tão contigente, tão apenas por acaso… ”

Virginia Woolf in «A CASA ASSOMBRADA»

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

NINGUÉM LHO TINHA DITO

“ Também o fuzilado esperava no outro extremo do pátio, sangrando lentamente. - Não lhe tinham contado, meu tenente? Todos sabem disso. Não. Ninguém lhe tinha contado. Na Escola de Oficiais fora treinado para lutar contra países vizinhos ou contra qualquer filho da puta que invadisse o território nacional. Também o treinaram para combater os meliantes, para os perseguir sem piedade e dar-lhe caça sem trégua, de modo que os homens decentes, as mulheres e as crianças pudessem caminhar tranquilos pela rua. Essa era a sua missão. Mas ninguém lhe disse que teria de dar cabo de um homem amarrado para fazê-lo falar, não lhe ensinaram nada disso, e agora o mundo estava a virar-se do avesso e ele tinha de ir dar um tiro de misericórdia naquele infeliz que nem sequer se queixava. Não. Ninguém lho tinha dito.”

“De Amor e de Sombra” – Isabel Allende.

São milhões e milhões os anos de histórias de guerras que assombram a humanidade. Hoje como ontem e como, sem dúvida, amanhã, outros relatos se seguirão. As atrocidades que nos descrevem provocam ondas do mais violento e indignado repúdio pela guerra e suas consequências mas nunca o suficiente para as evitarmos.

Ensinam-nos a honrar e a defender com a própria vida uma estéril bandeira, grávida de simbolismo, vácua de realismo, seja ela da pátria, da arma militar, do partido ou do clube de futebol. Enquanto o letrado povo ensina, treina, instrui, o povo raso captura, destrói e mata desconhecendo que é a si próprio que tortura e executa, porque não, ninguém lho tinha dito.

E é sempre da morte que se trata!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

PARA QUE NÃO FALTE NADA ÀS NOSSAS VISITAS

É só pedir...

MUITO RISO POUCO SISO!

Tudo vai bem quando está bem. Para o nosso PM nada estará mal, nem a célebre divergência presidencial relativamente ao já famoso Estatuto dos Açores e a grave alteração aos poderes constitucionais do PR levada a cabo com esta promulgação obrigatória, nem a crise que ora não é nossa ora já é, nem tão pouco a recessão que ora nunca será nossa ora se inicia já a seguir. Parece que foi hoje. Estamos, portanto em recessão, seja lá isso o que for. Quer queiramos quer não, de uma ou de outra maneira, estamos todos lixados, mas o nosso admirável, recto, intransigente e bem disposto primeiro-ministro ri-se até à lágrima. Lágrima não que o homem deve ser seco que nem um figo, mas até a vermelhidão dos olhos.

José Sócrates acompanhado pelo ministro da Defesa, Nuno Severiano Teixeira e pelo chefe de Estado Maior do Exército, general Pinto Ramalho, ouve as Janeiras entoadas pelos estudantes do Colégio Militar, do Instituto de Odivelas e do Instituto Militar dos Pupilos do Exército e, num acesso de gentileza, resolve promover Nuno Severiano Teixeira à patente de general, o que provoca um riso desmedido e despropositado aos dois ministros.

Quando do alto do seu sisudo militarismo, o general propriamente dito diz, a jeito de “ qual é a piada?”, a Nuno Severiano que “não lhe ficava mal”, a patente, claro está, que o muito riso já começava a cheirara mal, este responde, a jeito de “ desculpe lá o mau jeito” que não senhor não ficava nada mal mas que a marinha é que podia ficar melindrada.

Confesso que não entendi a piada e continuo na dúvida sem saber a razão de tal suposição ministerial. Por que carga de águas ficaria a Marinha melindrada? Será possível que o nosso ministro da defesa não saiba que a Marinha não tem generais e que a patente que se lhe equipara é a de Almirante. Não percebi! Ou é o meu sentido de humor que anda pelas ruas da amargura ou então estamos cada vez pior.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

EI-LOS!


Rápido... antes que fiques sem nenhum...

GRANDE ENTREVISTA

Tirando a penca do nariz, alterado o penteado puxado para a frente, tirando o sorrisinho irritante, desligando o som sempre que estiver a falar, e esquecendo que se chama José e tudo o que há para esquecer, não é que o homem até é todo jeitoso!?!?!?

Que susto...

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

E VENHA DAÍ MAIS UM!

Desenganem-se os que esperavam que o meu período de ausência tivesse sido vaticínio de suposta incubação de sabedoria e desenvoltura intelectual. Contrariamente ao expectável, depois de tanto brilho e fogo de artifício, sinto-me nada renovada, tão-pouco renascida pelo simples facto de se ter iniciado um novo ano. E pronto, aturem-me estéril de ideias e vazia de assuntos porque eles são tantos e tão deprimentes que prefiro ignorá-los. Qual aviltante avestruz!

E cá estou eu: a mesma resmungona, refilona e respondona mas sempre cheia de energia e gavinha para enfrentar o que der e vier E de peito feito.

E além do mais, há já alguns anos que não faço anos nem festejo reveillons. Somam-se apenas os dias! E venha daí mais um!

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

SUA INFLUENZA


Já não há respeito nenhum, que coisa. Em anos anteriores eu ameaçava:

— Coisa feia, não te chegues a mim senão mordo-te!

O certo é que a espantava e ela ia embora, espirrar para outras paragens. Desta vez, porém, chegou todo galhofeira e como que quem, “sua velhota, já não tens imunidade para me fazeres peito”, atacou-me sem dó nem consideração.

Mas eu vingo-me, deixa estar!