quarta-feira, 30 de junho de 2010

PERDEMOS O CAMPEONATO


Mas culpa foi de D. Afonso Henriques e a sua mania de independência. E do Camões, como não podia deixar de ser.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

JOGADOR DE FUTEBOL GANHA MAIS, ORA!

Quem trabalha com sabedoria, empenho e sentido de responsabilidade sabe que não precisa de ser supervisionado no seu trabalho para que ele produza efeitos positivos e lucrativos. É evidente que é necessário um período de aprendizagem, mas sobretudo é necessário espírito dinâmico e vontade de aprender e chegar sempre mais à frente, seja em quantidade seja em qualidade do serviço que presta. É evidente que nem todas as pessoas têm essa capacidade e para isso é imprescindível a presença de alguém capaz de produzir essa avaliação e proceder em consonância. Que alguém que, pela sua intervenção operacional qualificada e que contribua para resultados de excelência em determinada empresa seja remunerado acima de um trabalhador médio/indiferenciado apesar de também aqueles serem imprescindíveis para se atingirem resultados excelentes, é aceitável. O que não poderia jamais ser aceitável e é-o sem que ninguém se importe verdadeiramente, é que seja superior em 700%. Isto é, o salário de um chefe de departamento de uma empresa estatal daria para pagar a sete funcionários dos quadros médios e a 10 indiferenciados. Segundo um estudo encomendado pelos bons samaritanos liderados por um belo coelhinho playboiano que por aí vagueia, existem, em média, 60 chefes em cada empresa do estado. Excepção seja feita à Refer, que é uma empresa que prima por resultados excelentíssimos – só 113 milhões de euros de prejuízo em 2009 – que apresenta um gang de 158 chefes, sendo certo que um considerável número deles são chefes de si mesmos já que não têm subordinados. A completar este quadro brilhantíssimo e que retrata na perfeição o busílis da situação económico-financeira do país, temos uma carteira de salários que ronda os 6.300 euros por chefe/mês, havendo ainda alguns, que devido ao revestimento a ouro da sua massa encefálica, merecem ainda mais, ganhando acima dos 8 mil euros por mês.

Agora venham dizer-me que o problema está nas pensões de velhice, nos abonos de família, nos apoios sociais em geral, nas ambulâncias do Inem e no não-pagamento de portagens nas vias que foram construídas com o nosso dinheiro.

terça-feira, 22 de junho de 2010

ORA BOLAS!

Por via de nada me ocorrer para publicar, lembrei-me de ir ver o que, por aqui se publicava há um ano atrás. Saiu-me isto.

UM ABAFO DESTES!
Socoooooooooorro! Saphou, trate de lavar o carro que já não posso mais com este calor. Não há quem consiga trabalhar, nem blogar, nem falar, nem comer, nem...nada! Jasus!!!!!!


Pena que a Saphou já não use as suas artes mágicas. Que desconsolo!

segunda-feira, 21 de junho de 2010

NÃO HÁ FOME QUE NÃO DÊ EM CONGESTÃO


Com duas horas alargadas de almoço, é muito provável que se tenha gasto o ketchup todo duma vez. A partir de agora, vai ser preciso misturar água.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

SARAMAGO


Se, depois da sua morte, quiserem escrever a sua biografia, não há nada mais simples. Tem apenas duas datas - a da sua nascença e a da sua morte. Entre uma e outra todos os dias foram seus.
Adapatação: "Se depois de eu morrer", Alberto Caeiro

quinta-feira, 17 de junho de 2010

UMA AULA DE DIREITO

Peço aos meus amigos jurisconsultos, Funes, Saphou, Jama. PBL, 100anos, que me permitam uma questão que esta coisa da jurisprudência baralha-me a cabecinha toda e eu preciso dela bem organizada.

Parece que o estado terá sido absolvido de pagar a módica indemnização de 130.000 euros ao ilustre deputado PP, indemnização essa requerida na sequência da sua prisão preventiva durante quatro meses e meio por alegado envolvimento no caso Casa Pia. Agora pergunto eu que não percebo nada disto: Se o estado foi absolvido significará que a sua prisão terá sido justa porquanto é culpado apesar de ter a justiça falhado a justiça quando o ilibou dos crimes de que foi acusado ou é inocente e, nesse caso, a sua prisão efectiva foi, manifestamente, injusta e caber-lhe-ia ser indemnizado? Em que é que ficamos?

quarta-feira, 16 de junho de 2010

ESTE POVO QUE NÓS SOMOS

Ontem, enquanto fazia o jantar, ia assistindo ao telejornal. Seguramente mais de 75% do tempo usado para as notícias e sempre na expectativa de ser informada sobre assuntos que deveras me interessassem, fui obrigada a assistir a um interminável e abjecto relato das reacções deste povo em que não me revejo, a uma denominada partida de futebol. Desliguei a televisão antes do final do espaço supostamente noticioso. Não minto se aqui deixar escrito que senti tristeza ao assistir às manifestações de alegria das muitas almas que ali vi, esperneando, puxando cabelos, agarrando a cabeça como se a solução das misérias pessoais estivesse na entrada da bola dentro das redes de uma baliza. Tristeza por saber que o fim desta humanidade é certo. Por suspeitar que enquanto o Homem não se convencer que os êxitos de uma nação não serão possíveis senão através dos pessoais e não dependem senão do esforço de cada um para o bem comum não haverá êxitos. A situação dramática em que vivem milhares de pessoas incluído um número obsceno de crianças não é suficiente para mobilizar meia dúzia de portugueses mas um desprezível jogo de futebol, em que cada uma das marionetes que por lá dançam articulando músculos a troco de milhões de euros é o suficiente para imobilizar um país inteiro.
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Desporto e Pedagogia

Diz ele que não sei ler
Isso que tem? Cá na aldeia
Não se arranjam dúzia e meia
Que saibam ler e escrever.
P'ra escolas não há bairrismo,
Não há amor nem dinheiro.
Por quê? Porque estão primeiro
O Futebol e o Ciclismo!
Desporto e pedagogia
Se os juntassem, como irmãos,
Esse conjunto daria,
Verdadeiros cidadãos!
Assim, sem darem as mãos,
O que um faz, outro atrofia.
Da educação desportiva,
Que nos prepara p'ra vida,
Fizeram luta renhida
Sem nada de educativa.
E o povo, espectador em altos gritos,
Provoca, gesticula, a direito e torto,
Crendo assim defender seus favoritos
Sem lhe importar saber o que é desporto.
Interessa é ganhar de qualquer maneira.
Enquanto em campo o dever se atropela,
Faz-se outro jogo lá na bilheteira,
Que enche os bolsinhos aos que vivem dela.
Convém manter o Zé bem distraído
Enquanto ele se entrega à diversão,
Não pode ver por quantos é comido
E nem se importa que o comam, ou não.
E assim os ratos vão roendo o queijo
E o Zé, sem ver que é palerma, que é bruto,
De vez em quando solta o seu bocejo,
Sem ter p'ra ceia nem pão, nem conduto.
António Aleixo, in "Este Livro que Vos Deixo..."

segunda-feira, 14 de junho de 2010

PROPOSTA SÉRIA E URGENTE

Tolerância de ponto (e respectivas pontes) todos os dias em que jogar a selecção.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

QUESTÕES FUNDAMENTAIS

Portugal fez bem ou mal em assinar o Tratado de Tordesilhas?

quinta-feira, 10 de junho de 2010

UMA VERGONHA

Por mais que tente movimentar os meus parcos e preguiçosos neurónios, não atino com uma explicação minimamente aceitável para que se proíba o véu islâmico na França. Hipótese como a intolerância religiosa não se coaduna com a evolução civilizacional daquele país. nem tão-pouco dá para acreditar que a ideia seja evitar descriminações e seus consequentes conflitos.
Num ápice de boa-fé, lembro-me que pode ser um acto para salvaguardar os direitos humanos, nomeadamente, o de libertar as mulheres de um jugo que é considerado bárbaro e inflexível.Mas, pela amostra, não há como tapar o que salta à vista: Os franceses não estão católicos do juízo...

segunda-feira, 7 de junho de 2010

A gaja é burra todos os dias

Todos os dias a todas as horas a mesma ladainha se repete - Menina, isso está por pontas, tens mesmo que alterar esses hábitos. Com esse ritmo não chegas a Alfarelos quanto mais à capital. E a doidivanas não me dá ouvidos. Choraminga que se sente cansada, que não sabe para onde se lhe foi a energia, arrasta-se pelos cantos, diz que carrega as tarefas diárias como quem carrega a cruz até ao calvário. Mostra-me, lastimosa, as marcas dos espinhos da coroa que lhe colocaram na cabeça e a caixa dos pregos com que se pregará na cruz. Dou-lhe um abanão, esbofeteio-a, atiro-lhe com um balde de água fria e nada. Não adianta, a gaja é burra todos os dias.

WELCOME BACH

Quando a Saphou reaparece em todo seu esplendor
Até as vuvuzelas ficam com um som suave e encantador!

quarta-feira, 2 de junho de 2010

CHAMEM-LHE O QUE QUISEREM

São escassas as vezes em que não lhes chamam utópicos. Quase sempre rotulados de dinossauros, não pela imponência do animal com que os identificam mas mais pelo desuso dos ideias que representam e alegada extemporaneidade das cores da bandeira que empunham, são tolerados em nome de uma democracia que de si nada tem senão o nome.
Na sequência do momento económico e político que o país atravessa manifestam, da forma que lhes é inerente e possível, o desacordo e a aflição que é comum à maioria dos portugueses, ainda que essa maioria nada faça senão esperar que passe a tempestade e bocejar.
Mais do que dizer não, apresentam propostas não se limitando ao lava-maõs característico dos acordos de interesse particular em santo nome do país. Ora, ao que me foi dado perceber, vão ser levados a debate quatro projectos que constituirão eventual oportunidade para introduzir justiça e equidade fiscal no país, manifestando-se como uma real alternativa ao plano de austeridade acordado entre os líderes governamental e opositor.
Sempre por defeito e excluindo os efeitos da tributação do património de luxo, andará à volta de um ganho de três mil milhões de euros (3.000.000,00 €) por ano de receita que se poderia obter caso fossem implementadas as mediadas propostas.
A saber, tratar-se-ia de imputar responsabilidades e dividir esforços pelo sector bancário e financeiro, à custa da tributação adicional dos lucros escandalosos de grandes grupos económicos e do combate acrescido à evasão fiscal e aos sistemas fiscais privilegiados.
1 - Criar um novo imposto sobre as Transacções e Transferências Financeiras, (ITTB), que taxaria em 0,1% todas as operações realizadas no mercado regulamentado e não regulamentado da EURONEXT Lisboa e taxando em 20% as transferências financeiras para os paraísos fiscais.
2 - Tributar extraordinariamente os patrimónios mais elevados, através da introdução temporária, (até 31 de Dezembro de 2013), de taxas agravadas de IMT (Imposto Municipal sobre Transacções Onerosas), de IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis), de ISV (Imposto sobre Veículos) e de IUC (Imposto Único de Circulação), incidindo sobre prédios de valor superior a 1,2 milhões de euros, sobre veículos ligeiros de passageiros de custo, antes de impostos, superior a 100 000 euros e sobre a detenção de iates e aviões particulares.
2 – Tributação efectiva em sede de IRC com a taxa de 25% sobre os lucros superiores a 50 milhões de euros do sector bancário e dos grandes grupos económicos, deixando estes grupos de poder deduzir qualquer tipo de benefícios fiscais até ao final de Dezembro de 2013 e, ainda, a eliminação de todos os benefícios fiscais que são hoje concedidos, em sede de IRC, ao sistema bancário e financeiro e às entidades gestoras de produtos financeiros com estabelecimentos situados na Zona Franca da Madeira.
4 - Revogação dos benefícios fiscais que hoje beneficiam os PPR, repondo o que o Orçamento do Estado para 2005 veio consagrar.
Tenho sérias dúvidas de que haja alguém pertencente às denominadas classes média e baixa que discorde da razoabilidade e justiça da aplicação destas medidas. Tenho sérias dúvidas de que haja alguém, excluidos os da cor da bandeira dos proponentes, que levante o dedo na concordância e na exigência de que sejam estudadas e aprovadas as medidas propostas. Todos nós, de uma ou outra forma mais ou menos mansa, que de mansidão percebemos nós, nos insurgimos contra a pilhagem generalizada dos grupos económicos visados. Ainda assim, são poucos ou nenhuns os que se tronam revoltosos. No dia em que a fome grassar e se virar o feitiço contra o feiticeiro, não mais se tratará de vilipendiar cores e símbolos porque o vermelho vivo do sangue vertido pelas ruas entupidas de corpos sucederá à ganância e antecipará a morte arrancada à vida à força das velhas alfaias.