segunda-feira, 31 de maio de 2010

O PARADOXO DA PERFEIÇÃO

Se, antes de todos os tempos, o Criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis, tivesse chamado o Funes e o jg para eles darem sugestões de como o mundo deviria ser feito, o big beng estaria ainda por acontecer.

Bons rapazes e tal e coisa, mas dados a perfeccionismos tão perfeitos que pecam por excesso.

Só mesmo Deus é que é perfeito.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

USA A PORRA DA GOLDEN SHARE

Mofina, do que estás à espera para meter uma cunha à Mac, pá?!

quarta-feira, 26 de maio de 2010

100anos - while his guitar gently weeps


Sul - 100anos

Como diria a nossa querida Mac, a blogosfera tem destas coisas fantásticas. Conheci o 100anos em casa da Saphou. De comentário em comentário, revelou-se ser uma daquelas pessoas que, embora não saibamos como parecem, sabemos como são.

Admirador de Adriano Correia de Oliveira, dono de uma voz que em muito se lhe assemelha, amante das gentes alentejanas e, sobretudo, dotado de uma enorme sensibilidade, brindou-me com um mimo inesperado - o seu último álbum foi uma experiência exclusivamente virada para a viola Stratocaster. O álbum foi gravado entre Janeiro e Março de 2010 e re-masterizado em Maio e é composto pelas seguintes músicas:
1. Deer Hunter - Shadows
2. Midnight - Shadows
3. Dance On - Shadows
4. Perfídia - Shadows
5. Theme for Young Lovers - Shadows
6. Sleepwalk - Shadows
7. Peace Pipe - Shadows
8. Apache - Shadows
9. Wonderful Land - Shadows
10. Local Hero - Mark Knopfler
11. Never Going Back - Lindsay Buckingham (Fleetwood Mac)
12. Stairway to Heaven - Led Zeppelin
13. Sul - JBC/FBC
14. Adagio - Tomaso Albinoni (versão dos Doors)
15. Melodia de Gluck - Christoph von Gluck

Não sei como lhe agradecer. Tenho receio de diminuir a grandeza do seu acto com o meu agradecimento.

terça-feira, 25 de maio de 2010

CADA MIGALHA É PÃO

Há já algum tempo que me tenho vindo a abster de me manifestar sobre o estado da nação e/ou sobre os desmandos dos governantes. Não que nada tenha a dizer, não que concorde ou discorde das políticas assumidas, não que esteja tudo bem ou tudo mal. Têm sido maiores e mais fortes o cansaço, o tédio, a impotência sabida de palavras escritas a tinta branca e não escarlate e que nada pesam na balança do poder. É a triste consciência de que não existem Catarinas Eufémias nem padeiras de Aljubarrota. E, a menos que incorpore o caudal do mesmo rio e me deixe rebolar leito abaixo com a corrente ou em contrapartida me arme em revolucionária de cravo ao peito alvejada pelo facto de fazer ou não a depilação às pernas ou ao buço ou pela louca genica do que pela bravura e pela determinação, qualquer palavra que escreva cairá em saco roto. O que me acode e concorre neste momento para a materialização das palavras que se me escapam da cabeça para a ponta dos dedos é tão-só a vontade de gritar, a vontade quase incontrolável de chorar perante a certeza de que neste país dificilmente fará sentido esperar que aconteça justiça, equidade e probidade entre governantes e governados, independentemente do âmbito da governação. Como se os senhores deputados, aqueles senhores que propõem, ditam e aprovam leis que, sumariamente, lhes facilite a vida, tivessem parcos meios financeiros para o fazer. A quem foi, a título de exemplo, retirado cinco por cento do salário, coitadinhos, cinco por cento enquanto que aos outros, aos sacanas dos outros, é apenas retirado um ou um e meio. Àqueles senhores a quem depois de uma temporada numa assembleia supostamente do povo abrindo e fechando Magalhães e nos intervalos a boca para dizer umas bacoradas valentes, passam a ter direito a beneces que a maioria de nós desconhece. É a esses senhores que, em tempo de crise apontados e publicitados como o estandarte do bom exemplo, se lhes retirou cinco por cento ao salário - porque Dona Merkle Branca mandou - mas e sem que se note em demasia, se aumenta significativamente o orçamento para transporte, deslocações e estadas, despesas com seminários, exposições e similares, artigos honoríficos, decoração do Parlamento - pasme-se - e “outros trabalhos especializados” - uma caixinha de utilidades onde cabe tudo o que se lhe quiser enfiar dentro. Não haverá solução porque nunca ninguém lhes ensinou que cada migalha é pão.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

INCOMPATIBILIDADES

É minha convicção pessoal que uma das causas maiores do insucesso escolar e da irregular formação das nossas crianças é a deficiência dos modelos. É sabido que a evolução da civilização tem obrigado progenitores – primeiros responsáveis pela educação e formação das suas crianças – a delegar competências nessa área aos profissionais da educação, vulgo Professores. Esperam deles a capacidade para ensinar aos seus filhos a serem pessoas minimamente bem formadas dentro das normas e costumes socialmente aceites e a aprender a respeitar a integridade física e psíquica de cada ser humano, incluindo a deles próprios.

É notória a banalização com que, ao longo do evoluir dos tempos, se tem lidado com o corpo humano, mormente com o feminino. Já ninguém se escandaliza quando se vêm, a troco de cêntimos, em qualquer folhetim publicitário ou sem o menor dispêndio monetário nas acessibilíssimas páginas cibernéticas ou na televisão, reproduções fotográficas de corpos humanos nus e nas mais arrojadas e despudoradas poses.

Devido à tendencial ostracização ou estigmatização a que as pessoas que se obstem, de modo mais ou menos acentuado, à vulgarização do corpo humano e das relações pessoais e intimas, estão sujeitas é comum testemunharem-se profundas declarações públicas de pseudo aceitabilidade e aprovação das mais reprováveis condutas no que à reserva da intimidade e respeitabilidade pelo corpo de cada um de nós diz respeito.

Não me é cara a aceitação de que as pessoas são efectivamente livres para exercerem sobre o seu próprio corpo qualquer acção, seja ela em prol do seu próprio prazer ou do prazer alheio, desde que não colida com a liberdade e com o prazer das pessoas que, directa ou indirectamente, lhe estão, por força das circunstâncias, aglutinadas.

É do mais elementar saber que educador é aquele que para além de transmitir conhecimentos académicos, transmite com a mesma ou talvez mais veemente facilidade, padrões de comportamentos e valores através da própria conduta, sendo certo que, consciente ou inconscientemente, serão imitados.

Daqui resulta o seguinte: há profissões que são efectivamente incompatíveis. Ou se é vendedora da imagem do seu próprio corpo, vulgo modelo, e/ou do corpo propriamente dito – vulgo prostituta ou se é professora. As duas ao mesmo tempo é que…NÃO OBRIGADA!

quarta-feira, 12 de maio de 2010

COIO? TOLA?

"Estou no Porto estou a arremessar-te com um pequeno peixo do Brasil à parte do rego onde há roturas pelas quais se escoa a água".

Francamente, Privada, podias falar de forma a que te entendam.

terça-feira, 11 de maio de 2010

EM TEMPO DE PEREGRINAÇÕES...


... Uma ideia peregrina.

O Funes é que se deve consolar de repetir a palavra vuvuzela centenas de vezes.

Depois das bandeiras nos telhados, podíamos ter sido originais e pôr em cada janela uma janela.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

A SAPHOU É QUE SABE


A banca ainda não está rota, mas já tem uma fuga de óleo queimado.