sexta-feira, 29 de maio de 2009

SEXPEXTAPA-FEIPEIRAPA!

Hopojepe épé sexpextapa-feipeirapa epe eupeu espestoupou cheipeiapa depe traprabapolhopo, copomomo empem topodaspas as sexpextaspas-feipeirapa. Nãopão tepenhopo tempempopo paparapa vospos apatupurarpar. Maispais tarpardepe talpalvezpez volpoltepe paparapa vospos darpar umpum beipeijipinhopo.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

A BOSTA DE VACA, SEU ATÍLIO

NUVEM PASSAGEIRA?!



Eh pá, às vezes basta uma música assim para nos devolver à idade da inocência e ter vontade de defecar em todo quanto seja sanfona, pandilha ou bisbórria!

Eu sou nuvem passageira
Que com o vento se vai
Eu sou como um cristal bonito
Que se quebra quando cai

Não adianta escrever meu nome numa pedra
Pois essa pedra em pó vai se transformar
Você não vê que a vida corre contra o tempo
Sou um castelo de areia na beira do mar

A lua cheia convida para um longo beijo
Mas o relógio te cobra o dia de amanhã
Estou sozinho, perdido e louco no meu leito
E a namorada analisada por sobre o divã

Por isso agora o que eu quero é dançar na chuva
Não quero nem saber de me fazer ou me matar
Eu vou deixar em dia a vida e a minha energia
Sou um castelo de areia na beira do mar.

GRANDE BISBÓRRIA

Ora pois então!Agora que o homem recuperou a memória, agora que a corrida estoirou e os animais se lançam num esforço, agora que todos eles aplaudem a violência em jogo, agora que eles picam os cavalos violando todas as leis, agora que eles passam ao assalto e fazem-no por qualquer preço, já tudo são confissões e apontar de dedos. E o que até agora não poderia ter sido de forma alguma evitado pela entidade fiscalizadora, subitamente manifestou-se como uma falha do Banco de Portugal na pessoa do seu Governador. Parece-me que não poderiam ter escolhido melhor nome para o anunciar - Sanfona! Grande pandilha!

quarta-feira, 27 de maio de 2009

VI CLARAMENTO VISTO

É do conhecimento geral, pelo menos daqueles que têm obrigação de estar devidamente informados, que para se conseguir legalmente um visto internacional é necessário e imprescindível uma carta convite de uma qualquer entidade, autenticada e avalisada pelo serviço de imigração do país terceiro que se queira visitar, classe de país a que pertencem todos os que não fazem parte do Espaço Schengen mas não forçosamente pertencentes ao denominado terceiro mundo. Pronto, não foi enviado atempadamente. Qual é a espiga? É só uma ineficiência administrativa ou incompetência dos intervenientes na tal viagem ao circo, mais nada! Não! Não se trata de uma ofensiva a leste com intuitos políticos conflituosos capazes de despoletar uma guerra entre os países envolvidos no circo. Vamos lá a sossegar o facho, pessoal! Ainda não é desta que vamos pôr as nossas FA a fazer pela vida rentabilizando os 51,5 milhões investidos nos 37 Leopards 2 A6!

segunda-feira, 25 de maio de 2009

FRASE DO DIA II

O aspecto em que a cópula e a leitura mais se parecem é que dentro delas se abrem tempos e espaços diferentes do tempo e do espaço medíveis.

FRASE DO DIA

Ninguém é insubstituível, mas uns são mais insubstituíveis do que outros.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

EU CONFESSO!

Quando a mente é assolada pelo vácuo e parece impossível discorrer sobre o que quer que seja, todos os temas se apresentam de exíguo valor. Não obstante ter como princípio nada dizer quando não sei o que dizer, a vontade irreprimível de estar com eles vence e as palavras vão saindo contrafeitas. Hoje nada direi senão que já não sei estar sem a sábia loquacidade do Mestre, a atrevida jocosidade do JG, a heróica vida-poesia da Mofina, o espirituoso criticismo da Saphou, o cartesiano cepticismo da Mac, a jubilosa constância do Privada, a virtual presença da DD, e a eco poesia da Teresa. Confesso que os tenho entranhados, na medida em que o podem estar.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

INDIGNAÇÃO OU HIPOCRISIA?

É peremptório e de ciência feita, o conhecimento de que há bons e maus elementos em todas as profissões. Quando a falta de profissionalismo ou de competência se verifica em funções que lidam directamente com a vida do ser humano, as consequências podem ser mais graves. Sou de opinião que a execução desses ofícios deve ser cuidadosamente vigiada e, em caso de sinais adversos aos expectáveis ou de comprovado erro, sejam tomadas as devidas e justas providências no sentido do erro ser reparado.
Quando há um caso ou outro que, seja pelo motivo que for, assola de forma persistente, irritante e abusiva os meios de comunicação social, evito fazer comentários por entender que fazendo-os, serei mais um dos muitos ecos a acidular o que já de si é suficientemente corrosivo.
Hoje suspendo a minha tendência apenas para dizer que, e sem ser nada de novo, estou farta deste plasmar da consciência colectiva pela comunicação social. É que o barro de que, segundo os santos evangelhos, todos nós somos feitos deixa-se moldar de forma repugnante e embarga na arca da hipocrisia e do fait-divers social sempre que um caso destes acontece.
A professora de quem se fala da EB Sá Couto de Espinho é manifestamente uma pessoa mal formada, mal-educada e de má índole. Dificilmente sairia deste ser humano uma boa professora. Esta minha conclusão advém da audição dos registos que foram expostos publicamente e que o país inteiro já teve oportunidade de ouvir. A senhora falhou como professora, ou seja como formadora académica e educadora de crianças ou jovens. Cabe às entidades competentes averiguar se a situação foi pontual ou é se é recorrente e tomar as devidas e adequadas providências. E sê-lo-á feito, não tenho a menor dúvida.
O que me causa náuseas neste processo todo, além do já citado circo das televisões e jornais, é o festival de entendidos pareceres de psicólogos e pedopsiquiatras que têm acorrido aos media e que, pelos vistos, segundo os mesmos noticiaram, estão já a assistir os adolescentes atacados pela presumível insanidade da docente e tratando os eventuais presentes e futuros traumas provocados pelo ataque. Ora, tenhamos santa paciência! Ter-me-á faltado algum pormenor? Terá a senhora abusado sexualmente ou violado algum deles? Será possível que a hipocrisia que conduz as pessoas a toda esta euforia lhes tolhe o raciocínio para que não vejam que estes adolescentes estão cansados de percorrer todos os sites de sexo que lhe são permitidos pelos agora indignados pais e restantes educadores, ou seja, por todos nós. Que o vernáculo é uso corrente no seu dia-a-dia incluindo com os pais e que palavras como íman, sonhos molhados, virgindade, linguado são flores nas suas conversas? É grave a atitude da professora? É, errou como docente. Deve ser punida? Com certeza que deve. Agora daí até vitimizarem os adolescentes de forma a carregarem com eles ao colo até a um gabinete de psicologia e etiquetarem a professora como a “Nova Monstra de Espinho”, haja santa paciência! Não tenho a menor pachorra para a hipocrisia.

MY NAME IS FREE

terça-feira, 19 de maio de 2009

ENSAIANDO O CONCRETISMO



mama
ama
ma
a
mana
ana
na
a
mama
ama
ma
a
mama


mama ama ma a mana ana na a mama

D.SEBASTIÃO VOLTARÁ OU NÃO?!

Reza a história que quando Salazar disse ao então ministro do Ultramar que era preciso mudar de política ultramarina, Adriano Moreira respondeu que o que era preciso era mudar de ministro. Agora diz que não é preciso mudar de governo mas sim de povo.
Não me é difícil entender o que o Professor pretende dizer com esta afirmação e que vem de encontro ao que tenho dito. O problema não está em ser-se rosa, laranja, vermelho ou até de todas as cores do arco-íris. O problema está na mentalidade deste povo que mente, que defrauda, que não pensa senão no próprio bem em detrimento do bem comum. E é deste povo que saem os governantes. Todos nós sabemos que esta é a regra do jogo assim como todos nós sabemos que dificilmente mudará. Talvez, quem sabe, num dia de nevoeiro!

segunda-feira, 18 de maio de 2009

COM OU SEM SENTIDO!

E se eu desatasse a escrever palavras umas seguidas das outras?

"Cansaço apneia desfocagem maleita frio bloqueio geral sonolência persistente tempo que não pára inutilmente usado fará falta estudar filhos casa jardim sol quente paredes gélidas razão de ser suspiro ansiedade fúria perorar debrum auto-compassivo fintar pancadas desvairadamente solto vapor em tom monocórdico irreprimível subterfúgios linguísticos".

Faria algum sentido?

domingo, 17 de maio de 2009

Duas respostas

Então, tal como prometido, aqui fica a resposta quilométrica às vossas questões.


Considerando a tua pergunta, Blimunda, 'poderemos re-inventar o homem e as relações sociais?'

A um nível individual claro que sim, a vida é um processo em que nos re-inventamos e à nossa relação com a realidade. Mas isto é um ponto de vista muito pessoal, e a discussão dava pano para mangas, para posts, para blogs...

Mas parece-me que a tua pergunta se referia a um nível colectivo, porque pouco ou nada muda se não forem muitos a mudar. Provavelmente não podemos exigir que dum momento para o outro a maioria da humanidade ultrapasse aquilo que sempre foi o seu maior desafio, prescindir do apego ao poder e à posse como forma de se defender da ilusão e da fraqueza. Foi isso que nos trouxe à beira do descalabro ambiental e social, e foi isso que acabou por transformar a nossa era naquilo que alguns já chamaram de Idade do Folhetim (Herman Hesse, O Jogo das Contas de Vidro), a Era da estupidez, a Era da insensatez. Muitos acham, como eu também acho, que se chegou ao fim da linha, ou que se passou mesmo para lá dos limites. Mas quando se bate no fundo há duas hipóteses: ou nos destruímos, ou mudamos de sentido. Alguns acham que estamos à beira da auto-destruição, outros acham que temos a oportunidade perfeita para dar um grande passo para a humanidade. E esta última hipótese é a utopia.

Não sei o que lá vem, mas naturalmente prefiro acreditar na utopia. Não sei se me estou a agarrar aos destroços de um navio naufragado, mas parece-me que não há mesmo alternativas aceitáveis. E há muita gente que vem trabalhando por formas de viver diferentes, até agora pouco visíveis, mas cada vez com mais aceitação.


Desde há alguns anos que crescem os movimentos de reacção ao modo de vida consumista, à classificação da qualidade de vida com base na abundância material e no consumo cego e insustentável. Movimentos como os da simplicidade voluntária, que têm como mote 'tenha menos, viva mais' defendem modos de vida com base no baixo consumo de recursos, na valorização da vida humana pela forma em como o homem se relaciona harmoniosamente com o ambiente, com os outros seres e com o tempo. Há alguns anos o reino do Butão adoptou um conceito que teve uma grande repercussão no ocidente, o da Felicidade Interna Bruta, por oposição ao Produto Interno Bruto, recusando o modelo de desenvolvimento baseado no crescimento material e no consumo. Muitos destes conceitos têm inspiração na filosofia budista, que influencia cada mais gente no materialista ocidente, e esta filosofia baseia-se precisamente na busca da 'felicidade' ou do sentido da vida, através do desapego das ilusões, nomeadamente da segurança material. De forma mais ou menos inconsciente, estes conceitos vão penetrando nas mentalidades ocidentais. O crescimento das prateleiras de livros de desenvolvimento pessoal nas livrarias são um bom sinal disto, e uma boa parte deles têm influência mais ou menos directa da espiritualidade oriental (e muitos deles são lixo, mas isso já é outra conversa).


Mas mesmo dentro da tradição ocidental há muito que há grupos que adoptam um modo de vida frugal, e rejeitam o consumismo, a posse como objectivo de vida, e mesmo a tecnologia, como os amish, e os quakers. Há quem argumente que muita gente abandone esses grupos, mas eu acho surpreendente é que eles continuem a existir, apesar das regras morais apertadas a que se submetem os membros da comunidade. E o interessante é que eles são cada vez mais frequentemente citados como modelos de vida sustentável. Há outros grupos, que sem se separarem de uma forma tão evidente da sociedade, adoptam uma filosofia diferente, como por exemplo a sociedade antroposófica, que além de uma filosofia espiritual, tem comunidades em que se aplicam na prática os princípios de ligação com a terra e com a natureza, a educação baseada no desenvolvimento pela arte, formas de arquitectura 'orgânica', etc.


De uma forma mais prosaica, a necessidade de adoptar um outro estilo de vida vai-se tornando cada vez mais visível, ao nível da organização das comunidades, do desenvolvimento tecnológico (e esta dava azo a uma catrefada de links que tenho por aí perdidos já nem sei onde), das perspectivas empresariais, e de formas alternativas de desenvolvimento nos países mais pobres, que podemos apoiar directamente e sem o carácter hipócrita que tem muitas vezes a caridade e a ajuda, através do comércio justo.


Esta crise está a ter o condão de abanar as pessoas, de as fazer acordar, por vezes de uma forma forçada, para a necessidade de abandonar o individualismo e começar a valorizar a interdependência com os outros seres com que partilhamos este mundo, sejam humanos, sejam os outros seres vivos ou espaço físico, com os seus limites e restrições. É um movimento que cresce a olhos vistos. Não sei se vamos a tempo, mas espero que sim.

E respondendo à Mofina

As formas alternativas de vida (e pensando bem todas as formas de vida são alternativas umas às outras, por poucas diferenças que tenham entre si) podem ser vistas como produtos de consumo, ou podem gerar produtos de consumo. Começando pela última, não podemos ser contra o consumo e as trocas, caso contrário voltaríamos ao estado de caçadores recolectores em que cada grupo era completamente auto-suficiente. O que se chegou à conclusão nos últimos tempos é que o consumo tem que ser consciente - consciente das consequências do processo produtivo, da verdadeira necessidade dos produtos de consumo, e das consequências para o consumidor e para os demais do processo a montante e a jusante do acto de consumir (lembras-te da história das coisas?) Isso pode e deve ter como consequência que o preço dos produtos reflictam o seu verdadeiro valor, em termos de materiais, do trabalho, e do grau de sustentabilidade do processo produtivo. O que não acontece para a maioria dos produtos, mas tenta-se que aconteça para os produtos de agricultura biológica, e para os produtos de comércio justo. Isto é uma opinião pessoal, mas eu acho que tudo o que consumimos deveria ser certificado em como o processo produtivo é ambiental e socialmente sustentável. O que poderia encarecer bastante muitas coisas, mas introduziria um elemento de justiça, e talvez pudesse refrear o consumo desenfreado de inutilidades, estabelecer prioridades. Até agora é uma questão de escolha.
Eu sou suspeita, mas acho que consumir os produtos mais caros da agricultura biológica não é um luxo, é uma forma de valorizar, e de dignificar uma actividade que devia ser das mais nobres, por ser a base na vida - a agricultura feita pelo agricultor que conserva a terra e a vida, em oposição àquilo que são as 'fábricas' de alimentos industriais, controladas cada vez mais pela tenebrosa indústria agro-química, que explora indecentemente os recursos naturais e os povos que previamente espoliou dos recursos que os sustentaram durante séculos, milénios (e isto também dava pano para blogs, mas eles existem por aí).

Em relação a encarar as formas alternativas de vida como produtos de consumo, e formas de gerar produtos de consumo de utilidade duvidosa (como por exemplo os inúmeros livros que proliferam nas livrarias, ou os acessórios de ioga, quando o que é verdadeiramente necessário para praticar ioga é um corpo e pouca roupa), isso é efectivamente o desvirtuar das coisas da Idade do Folhetim. Tudo é convertido em pronto a comer, previamente mastigado e superficialmente digerido, mais ou menos como os hamburgeres de fast food. Mas há um aspecto positivo, as pessoas procuram alternativas porque por alguma razão entram em crise, porque o modelo de vida que temos facilmente leva as pessoas a entrar em crise. E esse é o primeiro passo para que haja alguma mudança, é uma semente que poderá germinar. Faz parte de um processo de crescimento, individual e colectivo. Pode não dar em nada para alguns, pode ser uma roupa tão superficial como qualquer outra. Mas pode, com o tempo e com a necessidade dar frutos, e essa é a minha esperança.

Em relação ao ioga (ou yoga): é claro que hoje em dia é uma moda. Foi transformado num produto de consumo em ginásios e academias; os movimentos foram ligeiramente modificados e patenteados; gera uma panóplia de coisas mais ou menos inúteis, como roupas, tapetes (eu comprei um, shame on me), cintas, livros (eu comprei vários, shame on me), incensários, etc. Mas o ioga é realmente uma prática fantástica. A origem sânscrita da palavra ioga significa unir, juntar, re-integrar, através da disciplina física, mental e emocional. O objectivo do ioga físico é preparar o corpo para a meditação, o objectivo conjunto das outras formas de ioga visa precisamente aquilo que a Blimunda questionou, a re-invenção do homem, a integração dos processos conflituosos da psique, e consequentemente, da vida. Segundo as crenças hindus e budistas, este processo permitiria ultrapassar os ciclos cármicos da ilusão, e interromper os ciclos de renascimento, alcançando a libertação (lembra-te alguma coisa?)

Há uns anos conheci um homem extraordinário (um místico) que me disse que se toda a gente ficasse em silêncio durante 5 minutos todos os dias, o mundo mudava. A minha tosca experiência com a meditação leva-me a acreditar que ele tinha razão. Portanto potencialmente a humanidade pode mudar. Potencialmente...

Bem, isto foi mais do que um testamento, foi um super-testamento. Mas se pelo menos vocês as duas o lerem todo já fico feliz ;)

sexta-feira, 15 de maio de 2009

LE FRIC C'EST CHIC!

Teria que esperar hora e meia para que os serviços aprontassem a medicação. Resolvi dar uma volta pela cidade e espreitar as montras. Não é programa que me anime substancialmente mas antes isso que assistir à infindável passerelle de enfermos orgulhosamente ostentando maleitas e gloriando-se dos sofrimentos da carne. Comecei por direccionar a minha atenção para os óculos de sol – debilidade a quanto obrigas?! – eram bonitos, modernos, verifiquei o preço, sorri à vendedora e dei meia volta! Como é que é possível? Nada mais nada menos que um salário mínimo nacional! Vão-se prejudicar! Continuarei a fazer a minha homenagem ao Lennon usando os óculos que tenho há mais de 10 anos e a observar montras. Este ano o lilás está na moda. E as calças de ganga voltaram a ser largas em baixo, boa! Os olhos atentaram-se-me nuns calções de banho para homem. A “saison” aproxima-se e impõe-se a substituição dos indispensáveis acessórios desbotados de tanto uso. Aproximei-me mais da montra para me assegurar de que não tinha visto mal. Pensei: PQP! Não pode ser! 168,50 €? Uns calções de banho? Não são mais que uns 50 cm de largo (digo eu que não percebo nada de costura) de pano a fazer lembrar o tecido das barracas de aluguer que se enfileiram nos areais! E muito provavelmente importados da China! Chega! Recuso-me a ver mais e volto para trás envolta em pensamentos. Poupar-vos-ei à sua natureza. Agora diz-me tu, Teresa, como consciencializar as pessoas de que não é usando trapos e quinquilharias com as palavras Burberry, Prada, Dolce Gabana ou o diabo que os carregue, apostas nas etiquetas que serão melhores pessoas “por dentro”? Seria necessário reinventar o essencial para que o acessório e a vã glória do fruir não continuassem a governar-nos.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

MIAUUUUUUU

Um grande OBRIGADA à Saphou por esta recompensa ou marca de certificação, gentilmente atribuída ao Quadratura do Cértima.

A minha amiga não me levará a mal por fazer das suas, minha palavras.

"A distinção vai também para todos os blogs meus perseguidores, são poucos, mas muito bons, caso contrário deixavam-me para trás. Só blogueiros de excelência descobrem o meu notável talento latente.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

QUE RAIO DE TITULO HEI-DE DAR A ISTO?

O ser humano cabalmente enquadrado numa reconhecida normalização de conceitos sociais caracteriza-se pela constante insatisfação e pelo subsequente carácter imperfeito, inacabado.
Nunca ninguém poderá, em sã consciência, dizer - eu não mudarei de postura nem de opinião – porque no segundo seguinte o seu cérebro já terá sofrido alterações significativas que o diferenciarão do ser humano que foi no segundo anterior.
Todos nós sabemos que o mundo em que actualmente vivemos está decadente, a cair de podre. Todos nós sabemos a causa da podridão. Não há homem ou mulher com espírito minimamente crítico que não aponte o dedo aos responsáveis. Os culpados são, quase sempre, os políticos e os grandes detentores do capital. É bem verdade que o destino de todos nós está nas mãos destas duas classes mas não é menos verdade que todos nós contribuímos de forma mais ou menos ordeira para essa centralização do poder e todos nós aspiramos de forma mais ou menos consciente à futura ascensão social e económica, abraçando assim a soberania da mesma forma que a abraçaram os que lá se encontram no presente. E é por essa glória que, à semelhança dos que agora se gladiam em debates televisivos e em campanhas eleitorais, combatemos quando escrevemos em blogues, quando tertuliamos em restaurantes, cafés ou bares com amigos ou apenas com pessoas que nos ouvem ou fingem ouvir e de quem esperamos grandes e legitimas audiências.
Percorrido o trajecto e atingido o topo cairemos nas armadilhas do Poder e seremos todos iguais, só que uns serão mais iguais do que outros. A febre do Poder subir-nos-á à cabeça e o suposto ideal de um sistema democrático revelar-se-á uma ditadura tirânica ainda que disfarçada sob a bandeiras da cracia do demos. O vírus do Poder infectará as mais sublimes ideologias e o que nos parecia claro, fácil e exequível, transforma-se na mais complexa teia de interesses aos quais não será possível fugir sob pena de perder o tão arduamente conquistado Poder e todas as suas benesses, garantias e regalias. As grandes revoluções são a maior prova da subversão dos ideais. Não tenho soluções para o caos que reina no mundo em que vivemos, continuo a ter ideais, mas para que esses ideais se cumprissem seria necessário reinventar o homem e os todos os conceitos sociais.

MILAGRES E MILAGRES!


"Pela primeira vez as forças de segurança estão a recorrer a um sistema de videovigilância no santuário de Fátima que já é considerado «um sucesso». In: Sapo Notícias
Afinal sempre há milagres!

terça-feira, 12 de maio de 2009

terça-feira, 5 de maio de 2009

QUAL CHAMA ACESA?

Entrei para tomar um café. A voz de encantar sapos que saía do televisor não me era estranha. Tinha que ser ela, a Ronaldete-mor , a pretender fazer mais uma das suas “entre-vistas” Desta vez , a visada era uma “solteira” que se atrevia a mandar palpites e a dar dicas sobre como manter a chama acesa na vida dos “casados”. Pensei: “tolinha!” mas mesmo assim prestei um minuto de atenção. A suposta solteira “expert” dava continuidade à sua asnice: “ Não tirem a roupa quando chegarem a casa, mantenham-se bonitas para receber os vossos maridos, vão jantar fora, arranjem tempo para fazer “amor”. E mais não ouvi porque não tenho pachorra! Pensei: és tão burra, rapariga! Cada tiro cada melro! Tomei o meu café e fiz-me à vida!

Primeiro conselho: “Não tirem a roupa”.
A moçoila não podia estar mais enganada. Deve-se tirar a roupa, sim, e, de preferência, vestir um daqueles conjuntos de lingerie que se compram nos sex-shops, preto ou vermelho, com meias de ligas e bem ousados e, assim despidas, receber os maridos.

Segundo conselho: “Vão jantar fora”.
Bem, este até pode ser aproveitado caso “jantar fora” seja o termo utilizado para dizer: “vão para a varanda ou para o jardim e "comam", ali mesmo, o vosso marido.”

Terceiro conselho: “Arranjem tempo para fazer amor”.
Desta feita, apenas a expressão “amor” está errada. Devem arranjar todo o tempo que puderem, sim, mas para fazer” sexo” e não “amor”. Se não os conseguem vencer, juntem-se a eles. Que se lixe o jantar, mandem os putos comer em casa dos avós, da vizinha, ou da amiga mais próxima. Deixem que o pó se acumule nos móveis e que a roupa suja se amontoe na lavandaria mas façam sexo, muito sexo, muitas vezes, apeteça-vos ou não, façam sexo. Vejam filmes pornográficos com os vossos maridos, incentivem-nos a visitar sites de sexo, acompanhem-nos nas suas conversas da treta com as brasileiras do Messenger, mostrem-se lascivas e insaciáveis, digam-lhes que passaram o dia ansiosas por chegar a casa só para puderem saciar a vossa constante fome de sexo. Não faz mal se estiverem a mentir, devem é ter o cuidado de saber mentir para que ele não perceba a vossa táctica. Não duvidem, mulheres, que se aplicarem esta metodologia diariamente, o vosso casamento manter-se-á com a dita “chama acesa”.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

HOJE QUE NÃO É DIA DA MÃE

Não farei qualquer homenagem à minha mãe. Não lhe vou oferecer rosas, nem beijos, nem coisa alguma porque para além de não ser o dia da mãe, nunca ofereço rosas, nem beijos, nem coisa alguma à minha mãe, simplesmente porque alguém um dia se lembrou de inventar que em determinado dia eu deveria oferecer rosas e beijos e alguma coisa à minha mãe. Hoje que não é dia da mãe, é um dia da minha mãe e, por isso, vou levá-la a passear e vou comprar-lhe algodão doce e talvez um gelado. Hoje que não é dia da mãe mas é um dia para a minha mãe, vou dizer-lhe o quanto preciso dela e o quanto lhe devo. Hoje que não é dia da mãe, vou dizer à minha mãe que todos os meus dias são dela e os dela são meus e que nem eu nem ela precisamos que alguém nos diga quando é que são nossos os nossos dias.

sábado, 2 de maio de 2009

ACORDEM BLOGUEIROS!...

Será possível que o almoço de ontem no SHAKESBEER ainda não tenha acabado? Privada, por favor, cante-nos um fado descritivo!